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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Modern Warfare 2

A felicidade da válvula de escape acaba funcionando num simples joystick.

Até mesmo porque os facismos de cada dia ajudam a extravasar as tensões.

Fora que a storyline e diversão são altas neste excelente jogo.

Segue o trailer:

 

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 18h19 [] [envie esta mensagem]

Sessão puteiro - Aqui se faz, aqui se paga!

Na primeira homenagem ao leitor deste blog, segue uma transposição aos "folgados" do pseudônimo. Porque no fundo no fundo, eles merecem!

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 03h46 [] [envie esta mensagem]

Long Way to make a Movies and Videos.

Vivemos numa era digital onde realizadores desconhecidos passam a ter mais espaço. Ouvi isso tantas vezes que queria ter certeza e acreditar. Muitos acreditam que fazer um curta digital, seja poder estar linkado ao seu tempo e colocar na esfera pública por meiso como Youtube, videolog e etc suas criações.

 

Para isso criei dois curtas que venceram o edital da prefeitura de São Bernardo, tendo em um deles, atuações de comparsas de grande porte do cinema, no caso, Milhem Cortaz, Supla e Vanessa Prieto. No outro, tenho ajudas de Marcelo Nascimento (um dos futuros em atuação), Marcelo Bortotto e a Paula Grande, que vem crescendo muito ultimamente.

 

Os curtas tiveram sua vida em alguns festivais , muito me preocupou quando via meus curtas não entrarem e gente do Júri dizer que não entendia o porque meu curta não estar por lá, pois viam muitas obras menores. Claro que isso depende do ponto de vista, mas nada explica não dar chances a filmes que tiveram um reconhecimento de gente gabaritada. No meu caso, nem penso que o prêmio seria ir num festival, mas ganhar adeptos como Carlos Reichenbach, Inácio Araújo, Daniel Caetano, Fernando Veríssimo e Bruno de André, mas soube do filme de André Francioli, Aranhas Tropicais que não conseguiu um espaço, e poxa, conheço o André e sei de sua competência. O mesmo digo do que notei do aborrecimento de Fernando Watanabe em não entrar na mostra internacional de curtas de SP.

 

Quando estas coisas acontecem e descubro por terceiros que tal filme entrou e outro não, fico meio descrente de enviar filmes pra festival, começo a achar tudo uma chatice sem igual as correrias de produção, depois de pós-produção, ai depois tem que ficar ligado numa tabelinha de festivais, fazer um material decente pra enviar e depois descobrir que seu material não foi aceito. Francioli chegou até fazer campanha do “Aranhas…” de que como se gastam muito num filme que vai parar no Youtube. Quando ouvi isso do Valletta, dei risada, porém, tem um tom muito dramático isso, tenho certeza do quanto ele sofreu.

 

Muita gente me pergunta o porque não coloquei meus curtas no Youtube. A resposta é simples: Não creio que esteja preparado pra ler gente que se sente no direito de descer o sarrafo numa obra que não tenha idéia do trabalho que deu.

 

Um exemplo recente, foi no blog do Inácio Araújo que confundiu dois atores e seu espaço de comentários foi tomado por molecagens, de gente com má intenção que foi queria ferir por um deslize, alguém que ha tantos anos colaborou positivamente para história da crítica no Brasil. Sou muito mais gerar arquivos em Divx dos meus curtas e os interessados que o baixem. Existe muito mais ibope pra vídeos caseiros como os de jovens de periferia que dançam, recebendo elogios por cair na boca do povo, como figuras caricatas do que um trabalho que foi planejado, trablho que tirou noites de sono de alguém que realiza e tinha intenções de criar uma mise-en-scene.

Por isso minha natureza de educador audiovisual pensa milhões de vezes antes de rebaixar a nota de algum tipo de vídeo que tinha tido prospecção e poder de levar em frente uma idéia que nasceu do papel.

 

Um caminho diferente, foi o que ouvi de Duda Valente numa palestra que disse que os irmãos Pretti do Ceará. Fazem longas digitais para que eles mesmos analisem entre si, e quando vierem a produzir algum de edital e que estourem, não seria o longa de estréia, mas seu terceiro longa, pois assim, se instrumentalizam com o formato. Esta idéia sim e pareceu excelente.

 

Mas mesmo assim, o saldo que tenho ao olhar pra gente que levanta bandeira: “vamos fazer curtas pois o digital está aí pra ajudar” é um saldo negativo. No Brasil, uma boa parte se finge de incentivador, mas acolhe alguns em seu seio “mais amores”.

Não sei se teria coragem de produzir mais algum curta digital. O jeito é partir para os editais sonhando que minhas histórias que geralmente são de gênero. Tenha seu lugar reservado num futuro próximo, ou que os irmãos Pretes me ajudem a acreditar no que fazem.

 

Segue abaixo o curta do André que citei, afinal, por ele que conheço e sou amigo, compraria qualquer briga.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 22h39 [] [envie esta mensagem]

filminhos vistos pra comentar

Demoro pra renovar meu blog. Demoro tanto que quando tento lembrar de filmes que vi pra resenhar por aqui, lembro de um ou outro. Mas é o que tenho e é assim que vai ser.

Transformers 2 de Michael Bay – Quando vi ao primeiro, juro que me surpreendi por um roteiro amarrado, ações bem desenvolvidas e uma pegada diferente. O Caraça inclusive comentou a mesma coisa: de ter gostado. Quando vi o segundo, além de longo, o diretor se importa tanto com o que já cuidava que foi deixando peças pelo caminho, personagens pelo caminho, além do cansaço visual decorrente a péssima decupagem nas cenas de ação. Não costumo votar em piores filmes do ano, mas este com certeza vai enfrentar as mesmas fileiras.

 

 

Harry Potter de David Yates – O filme anterior dirigido pelo mesmo Yates, contava com a surpresa de alguém oriundo de televisão e que trouxe uma dinâmica para ação do filme, precisão nos diálogos e a marca de que o personagem Potter realmente estava amadurecendo, trazendo mais tons sombrios ao filme, demonstrando assim, a responsabilidade do mago. Neste novo, o diretor me impressiona por poder fazer um filme com menos ações, diálogos mais densos e pesados, personagens na contra luz bem decupados pelo diretor de fotografia fazendo do filme, um clima de revelações. As vezes, é mais difícil criar roteiros de transições precisas como o diretor conseguiu neste.

 

 

Inimigos Públicos de Michael Mann – Talvez um dos meus diretores de cabeceira, Mann refaz um filme baseado em personagens mais humanos, onde torcemos pelo vilão porque este não se enquadra no papel de vilão com seus trejeitos e persona maligna. O personagem vivido por Johnny Depp é um humano mais preocupado com a imagem e status do que com quantos corpos deixou pelo caminho. Além disso, o diretor mostra mais uma vez que sabe decupar e criar ambientação para tiroteios, ainda mais noturnos que hoje em dia é pouco usual. Já mostrou isso em Miami Vice e reforça aqui. A humanidade dos personagens é tanta, que nas sequências finais, ao sair do cinema assistindo “Manhattam Melodrama” cria uma das melhores senão a melhor sequência dramática do ano. A caminho não convencional na direção de Mann, me pareceu ainda mais especifico em humanizar o vilão, que chega ao ponto do suposto bandido invadir a delegacia apenas para observar como eles estavam lidando com o caso.

 

 

Adventureland de Greg Mottola – Quando vi no mesmo ano dois filmes seguidos da mesma turma (Ligeiramente grávidos e Superbad) notei nos dois algo em comum que só foi ficar claro ao ler a crítica de Francis na Cinética: a de que a juventude ainda está latente em todos os homens a beira de uma situação de responsabilidade e inclusive os que nela estão inseridos. Agora os mesmos diretores chegam com dois filmes novos: Apatow com Funny People e Mottola com Adventureland. Apesar do filme do Apatow não chegar aqui ainda, o do Mottola acabei perdendo a paciência e vendo baixado mesmo. Me surpreendi com um filme que é diferente do que o trailer me trazia um preconceito com predisposição. O garoto que precisava juntar dinheiro pra estudar em NY tem que trabalhar no que vier pra quem não tem experiência e surge um parque de diversões. Ali, o personagem de Jesse Eisenberg se descobre o que não havia descoberto na vida estudantil: desejos, danos afetivos, confiabilidade. Se os anteriores tratavam de homens que não queriam crescer, neste são jovens que sabem desta necessidade. Mottola mostra que entende bem seus personagens para poder tratar do que fala.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h00 [] [envie esta mensagem]

Imelda May

Meu novo vício nestes dias tem sido esta cantora:

 

 

 

Procurem e baixem!


Escrito por el cabrón de la pelicula às 11h32 [] [envie esta mensagem]

no vigésimo andar
Um rock que completa 53 anos
* Albert Pavão

Um dos temas de rock and roll mais cantado e gravado no mundo todo está fazendo 53 anos neste mês de julho de 2009. Trata-se de “Twenty flight rock”, que é um típico rockabilly que recebeu letra de Ned Fairchild (pseudônimo da cantora country Nelda Fairchild) e música do famoso Eddie Cochran, e que foi gravada por este em julho de 1956 pelo selo Liberty, e lançada no início de 1957 num compacto simples de 45 rotações, acoplada com “Cradle baby”.

Logo depois de gravada, essa música foi incluída no filme “Sabes o que quero” (The girl can´t help it), que foi o primeiro filme de rock and roll a cores, e que contou com as participações de Tom Ewell e Jayne Mansfield, alem de vários grandes nomes do rock de então, como Gene Vincent, Fats Domino, Little Richard e outros mais.

Esse filme foi exibido no Brasil no começo de 1957 e contou com a participação de Eddie Cochran cantando “Twenty flight rock”, lembrando bastante as performances de Elvis Presley. Aliás, na época foi comentado que Elvis havia sido convidado pelo produtor Frank Tashlin para cantar nesse filme, mas que seu empresário, Tom Parker declinou o convite.

Apesar de ter figurado num filme tão cultuado na época, essa composição de Cochran nunca atingiu os primeiros postos das paradas de sucesso, mas tornou-se um tema conhecido por todos, notadamente na Europa, um verdadeiro standard do rock and roll.

Como é do conhecimento da maioria dos beatlemaníacos, essa música foi o cartão de visita de Paul Mc Cartney, aos 15 anos de idade, quando veio a conhecer John Lennon, em julho de 1957, em Liverpool. Cantando “Twenty flight rock” para John, Paul causou boa impressão e foi imediatamente convidado a ingressar na banda Quarrymen, que através dos anos evoluiu até chegar a ser The Beatles.

Esse rock recebeu muitos covers ao longo do tempo, destacando-se os de Cliff Richard and The Shadows (1958 e 1959), Robert Gordon com Link Wray (1979), Rolling Stones (1982), Paul Mc Cartney (1987 e no show do “Cavern Club”), Vince Taylor (1988), Stray Cats (1993), The Tomcats, Little Willie and the Poorboys, Dick Rivers, Darrel Higham and the Jets (1998), The Quarrymen (nova formação) e muitos outros.

Em 1962, eu já cantava esse rock em inglês, com acompanhamento do conjunto The Hits e fazia bastante sucesso nas apresentações ao vivo. Foi quando resolvi fazer uma versão para nossa língua, que recebeu o nome de “Vigésimo andar”. No segundo semestre de 1963, ao gravar um compacto para a VS, escolhi essa música que recebeu arranjo do maestro Rogério Duprat.

O compacto de 33 rotações que continha “Vigésimo andar” acoplada com “Sobre um rio tão calmo” (Up a lazy river) foi lançado em outubro desse ano e logo em seguida começou a ser tocado com bastante freqüência nas principais emissoras de rádio de S.Paulo. No começo de 1964, até rivalizava em execuções com “Parei na contramão”, que foi o primeiro sucesso de Roberto Carlos na paulicéia. “Vigésimo andar” foi minha gravação mais conhecida, embora não tenha sido a mais vendida.

Curioso é que “Vigésimo andar”, a exemplo da gravação original, também gerou covers. Em 1987, Eddy Teddy resolveu incluí-la no LP do seu conjunto Coke Luxe. Oito anos depois, a banda carioca de rockabilly Big Trep resolveu gravá-la e, em 2005, registra-se essa música na interpretação dos gaúchos do Old Stuff Trio.

Não sei se existem mais gravações. Entretanto, numa rápida passada pelo You Tube, pude ver vários clipes de “Vigésimo andar” com bandas diferentes como Aeroputos, Los Costeletas Flamejantes (de Natal, RN), Psycho Carnival Rockabilly Jam, Mauk e os Carburadores e o próprio Old Stuff Trio (apresentação na TV Cachoeira do Sul), entre outros.

Deste modo, o original com 53 anos e a versão com sete anos a menos continuam lembradas pelo pessoal do rock, o que nos deixa bastante feliz.

* Albert Pavão é um dos pioneiros do rock brasileiro e autor do livro "Rock Brasileiro: 1955 - 1965".

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 00h47 [] [envie esta mensagem]

Sessão Gente chata

Não costumo ter muita paciência com evangelico neo pentecostal xiita. Na verdade acho que ninguém tem.

E a prova de que uma parte deste pessoal entende errado e toma o erro cmo propriedade tá neste vídeo:

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 11h48 [] [envie esta mensagem]

mantendo a fé alheia

Alguns filmes numa releitura decaem muito. Notei isso ao ler o blog do Alpendre comentando do "Amantes do Circulo Polar" do Julio Medem e ao ler, temi desgostar do filme e acabei nem assistindo quando finalmente consegui baixar.

Pra minha sorte alguns filmes na releitura podem não se revelar uma obra prima, mas traz à tona algumas questões mais pessoais. O filme dirigido pelo Edward Norton, "Tenha fé" traz pelo menos pequenas questões existenciais que me chamaram a atenção.

Em primeiro momento, vale lembrar que o filme retrata a amizade de dois garotos e uma garota que mais tarde serão separados pelos fatos eventuais da vida como crescimento, mudança entre outras questões. Norton é padre, Stiller vira Rabino e Jena Elfman vira uma workaholic. Porém, por um infortúnio do destino os dois se apaixonam por ela e num dado momento, os dois voltam a ser amigos depois de uma discussão tola e se abraçcam fraternalmente caminhando pela rua e fazendo o comentário: - E eu que achava que neste momento já entendia tudo sobre a vida! - Poxa, é uma excelente frase dita por gente clérica que muitas vezes parecem estar no controle da situação e são pegos de surpresa porquestões meramente humanas.

 

 

Em segundo lugar, quase que um momento irônico a parte, Stiller comenta que Elfman havia mexido no seu celular e deixado na lista de contatos o número de Deus. Ao conferir o número, atende do "Museu de Elvis Presley". Os dois se olham contendo uma risada nitidamente estanpado a paixão que os dois nutrem pela loira magrela.

 

Em terceiro, como em boa parte dos filmes onde o casal se arruina e alguém tem a chance corrigir o erro, Stiller procura Norton para comentar que queria estar ao lado da garota até então amiga, mesmo quye isso custe sua posição judaica na sinagoga. Depois de uns diálogos muito bem escritos frente a uma faixa de pedestres, o personagem de Norton diz: - Oras mas o que você está esperando? - A câmera notavelmente aponta para o semáforo de pedestres fechado pra eles. - Está esperando um sinal? É este o mal do humano, sempre esperando um sinal de que está aberto pra ele passar. Oras, corra, ouse, atravesse a espera do sinal e corra atrás do que quer.

Um excelente texto do roteirista Stuart Blumberg. Mas assumo aqui que o filme mais me ganhou por questões pessoais do que cinematográficas.

Cotação do filme: ***


Escrito por el cabrón de la pelicula às 20h40 [] [envie esta mensagem]

plasticidade da imagem

Foi só Caroleta me comentar da campanha dos cosméticos favoritos dela, no caso a MAC, e me mandar a propaganda feita com traços de Mathew Baney que cheguei a Floria Sigismondi, com excelentes trabalhos como clipes da Fiona Apple, Marilyn Manson, Incubus e Tricky.

Vale uma visita no site oficial.

Segue abaixo a propaganda que dirigiu e achei bem na linha do Barney.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 21h28 [] [envie esta mensagem]

Visita de amigo com presentes grindhouse

Numa tarde de Sábado, recebi uma visita do meu ilustre amigo Leandro Caraça que nos papos de cine, me comentou do trailer do filme perdido do Duke Mitchell, um dos genios da Grindhouse.

Eis aqui o tal trailer

 

 

 

Ao amigo Caraça, meu agradecimento pela visita!

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 16h38 [] [envie esta mensagem]

Procura-se Mike Desesperadamente!

Abraçando os ideais da campanha iniciada pelo Leo Tauffembach, segue o nosso cartaz que vem sendo espalhado em todos postes e blogues possíveis!

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 12h58 [] [envie esta mensagem]

clipe da banda Bad Luck Gamblers

Em meio a tantas dificuldades que tive, contratempos entre outros problemas, sai o clipe do bad Luck Gamblers com uma certeza de que dei meu máximo, trabalhei da melhor maneira possivel e ainda contei com a ajuda de amigos como Cleiner (e Claudinha), Rapha Borghi e Rafa Armbrust.

Agora é só ver o resultado. Comentem.

 http://www.youtube.com/watch?v=WzVY2Bw0Xwk

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h35 [] [envie esta mensagem]

Da dificuldade de se criar um novo curta

Das ultimas vezes que visitei Erico Rassi, meu amigo e diretor de cinema, me senti extremamente incomodado com o fato de que ele não tenha o devido reconhecimento pelo seu brilhante trabalho. Entusiasta de seus trabalhos assumidamente, vejo em seus curtas uma qualidade fenomenal de roteiro, fotografia e direção.

Da mesma forma que ele também curte meus filmes. Mas assumo a dificuldade de se fazer curtas autorais que atinjam um numero bom de pessoas que curtam os curtas mais autorais. Inácio Araujo disse no texto de seu blog sobre meu curta de que o universo de curtas carece nao de qualidade, mas de idéias boas.

Ai vamos nós fazedores de milagre em que realizamos curtas com pouca grana, fazemos um trabalho legal e os festivais nao aprovam porque uma banca probatória de primeira instância, não entende ou faz vista blasé, ou prefere curtas que trabalhem "sacadinhas finais". Roger Keesse, meu antigo alluno, hoje meu amigo está surgindo com "Confissões de um bon vivant". Excelente trabalho resultado de sua cinefilia que acompanho e é um pastiche de Sganzerla, Jarmusch, Cassavetes, John Walters e seu universo de filmes B. Mas será que vai ser reconhecido?

Precisamos neste universo mais do que nunca, uma especie de "olhadela" de alguém de credibilidade pra que sirva de parametro do nosso caminho. Na verdade, acabei divagando apenas pra renovar isso aqui, impulsionado pelo blog de Ticiane recem adicionado nos links. E como sofri acidente e terei mais tempo, queroo vir a renovar mais meu blog abandonado.

hasta luego

 

ps: cada vez que vejo séries horriveis como 9MM SP ganhando credibilidade por ai, me sinto distante da coerência cinematográfica. se bem que...quem dá esta credibilidade????


Escrito por el cabrón de la pelicula às 22h02 [] [envie esta mensagem]

"A troca" vai além do que se vê

Parei pra pensar no que aconteceu com a brasileira lá na Suiça. Estava Sábado mesmo após um trabalho de fotografia conversando com Adilson Cara-de-pau na Montini, uma das pizzarias que faz uma folha de sulfite mais suculenta do ABC.

Comentávamos da camiseta do House que ambos havíamos comprado (por coincidencia) e na camiseta lê-se "Its Not Lupus" baseado em alguns capítulos da série.

 

- Comprei ela depois do que rolou com a brasileira na Suiça.

 

 

Achei engraçado e comentamos o fato ocorrido. A melhor comparação que aconteceu, foi com o excelente filme "A Troca" de Clint Eastwood. Nele, a personagem mãe solteira de Angelina Jolie, perde o filho e desesperada, acaba se tornando vítima de um jogo de campanha entre o alto escalão da Polícia. Ao chorar pelo filho, a polícia encontra o garoto e chama toda imprensa pra acompanhar o reencontro na estação de trem. Ao encontrar o filho, tinha algo de errado. "não era o filho dela". Aí começa o clima pesado dos filmes de Eastwood, pois a policia faz pressão psicologica pra que aceite aquele filho como seu e não cause alarde pra imprensa. O engraçado no filme, ironicamente mórbido, é ela aceitar o fato e levá-lo pra casa ainda querendo conferir se ele "era ele mesmo". Me lembra de uma amigo que disse que se num dia, todas as pessoas passarem por você e dizer: - você tem um rabo" no final do dia, teríamos a certeza plena de que estamos com um rabo.

Insatisfeita com o fator de criar uma criança rebelde que não é a sua, ela sofre uma investida do chefe de polícia que a coloca num sanatório. Daí em diante o filme toma proporções que não vem ao caso comentar aqui.

Apresentei ao Adilson um outro ponto de vista extremamente importante.

 

- A Suiça, de um certo ponto de vista, acabou por defender seus nazistas!

 

Ninguém questionou isso. Por final a brasileira sofria de Lupus, causou toda aquela confusão porque queria grana e acabou. Caso encerrado, e ninguém mais tocou no assunto.

A Suíça por sua vez, tem um papel importante a zelar com o mundo. É um país neutro a qualquer coisa que aconteça. Isso fo até ironizado no filme "Constantine" em que o personagem de Keanu Reeves pega uma entidade chamada "Meia-noite" pelos colarinhos e diz: - Até quando você vai ser Suíça. Seja parcial pelo menos uma vez!

A mesma coisa talvez tenha acontecido. Melhor do que assumir "Sim temos nazistas aqui no nosso país neutro", melhor empurrar a sujeira pra baixo do tapete, implantar a tal doença misteriosa que surgiu nas manchetes como uma carta na manga e pronto. O neutro continua neutro, mas ainda sim, o melhor ponto de vista no final de contas seria: "A Suiça defendeu seus nazistas".

E nos filmes de Eastwood não seria diferente: a corda sempre estoura pro lado mais fraco.

 

Cena crucial da mãe que "não reconhece o próprio filho".


Escrito por el cabrón de la pelicula às 10h18 [] [envie esta mensagem]

breves palavras sobre Watchmen

As pessoas cobram demais de adaptação. Queriam que o HQ Watchmen tivesse o mesmo peso no mundo do cinema. Não tem e nem vai ter. Mudanças de mídias causam isso: muita expectativa. Quando se revelou que Zack Snyder seria o diretor, logo se imaginava que não deve-se esperar muito dele, por mais que seu remake de Madrugada dos Mortos tenha saído convincente.

 

Vamos ao filme. A adaptação, tendo um diretor desta calsse, era óbvio que iria captar mais uma fidelidade visual. Tanta fidelidade que em sua liberdade poética, deu muito ênfase nos atos de violência que não tem no Gibi. O filme aparece engessado na maioria do tempo tendo uma frieza que só quebra quando o diretor de vídeo clipe utiliza música. Ha inclusive um momento em que a ação decorre no corredor da prisão fazendo o acompanhamento lateral em travelling semelhante ao que ele já havia feito em seu filme anterior, 300. Quando entra a música na narrativa o diretor se solta, pois ali ele tem uma precisão incrível inclusive na montagem. Mas nem acredito que isso torne o filme perfumaria pura. Afinal, enquanto via o filme eu dizia: poxa, está conivente com os fatos, o HQ tem muita ponta solta que o filme não precisava retratar.

Num certo momento do filme, em seu segundo ato, a narrativa cai um pouco deixando o interesse baixo para os espectadores mais desatentos. O que segura muito é a narrativa a partir do ponto de vista de roscharch. Dr Manhattan quando se desenvolve no filme, segue a mesma linhas de suas feições. Há uma grande possibilidade de que o final irrite aos fãs fiéis. A mim, sem querer comparar com o universo de adaptações, traz um final muito conciliado. Existe um conflito no filme que permeia toda situação que seria a descrença no ser humano. E isso deixa de ser visto pelos olhos de Roscharch e vai para Dr. Manhattan. Como o final deixa de ter o impacto, um recurso muito rápido de remendo foi criado para o filme. Isso sem contar que para que o filme tenha seu conteúdo "atual", deixa transparecer o comando político de Nixon muito mais patético e panfletário.

 

Ha ainda uma situação totalmente cinematográfica no HQ que não foi aproveitada. Quando mãe e filha Spectras se encontram para revelação do Pai, a mãe quase dá com a lingua nos dentes pra revelar que Comediante era o pai, mas a filha pensa ser o outro mascarado. Sai uma pra cada lado e o ultimo quadrinho confirma o comediante com a marca de beijo no porta retratos. Desperdiçado esta sequência, fica claro a já famigerada ordem de evitar que os filmes terminem com um tom negativo. Ozimandias que no HQ é um ser atordoado pelas circunstâncias, tem no filme um ator que não segura o peso da figura, atua mal e nos dá impressão de que Joel Schumacher tenha cuidado da lapidação do caráter. Fazendo isso deste personagem, quase toda sequencia final se fragiliza!

Mas insisto em defender a obra. Perto do que ela poderia sair, deviamos dar graças a Deus que não saiu uma catástrofe, preferindo se aproximar de estéticas como do Batman do Nolan, deixando claro que heróis podem ser apreciados por pessoas mais velhas.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 19h58 [] [envie esta mensagem]

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