Aoparticipar da lista de discussão "Cannibal Holocausto", acabei aprendendo muito mais do cinema de horror independente, baixo custo e ainda mais os europeus.
Por lá, conheci gente de calibre que me ajudou a ver os filmes certeiros ao meu gosto como Dennison Ramalho, André ZP, André Kapel, Fernando Rick, Estevão, Dan Camargo, fernando veríssimo que recentemente organizou com outros comparsas a RIOFAN. Hoje são meus amigos firmes e estão sempre perto quando precico, sem contar de outras pessoas ligadas ao universo blog de cinema que que trouxe para mesma dimensão: MArcelo Valletta montou meu filme, metade de um dos meus filmes tem a fotografia do Marcelo Kolaiakovo, maquiagem de efeito de Kapel, finalização de imagem do André ZP e por aí vai as contribuições para mais realizações.
Porém, o mais belo, vai ser poder ver toda esta patota reunida na mesmasala escura para provar do que muito nos incentivou e incentiva, o novo filme do Mojica.
A produção pode até ser da Gullane filmes, o que muitos puristas torcem o nariz, mas esta produção tem mãos da produtora "Olhos de cão", ou seja, tem mãos de Paulo Sacramento e Dennison Ramalho, o que nos deixa ainda mais esperançosos!
o Site Oficial já tá no ar e com o trailer oficial.
Confiram:

Noite de pré-estréia de Falsa Loura de Reichenbach
Quando vi "O Desprezo" de Jean Luc Godard pela primeira vez na minha vida, aconteceu algo que nem mesmo semiologia explicaria: uma evidência na tela onde o casal Bardot/Picolli diziam se amar, mas a mim não convencia. E olha que na semiologia eu tinha vários signos e símbolos que me convenceriam de que podia ter amor entre eles.
Confesso que a beleza do plano, o amor vazio e claro, ver Fritz Lang andando me fizeram cair aos prantos na beleza categórica deste filme que sempre vai estar num provável top 5 pra minha vida inteira.
Novamente o mesmo fator me pega de surpresa. Na pré-estréia do filme "Falsa Loura" do meu pai espiritual cinematográfico Carlos Reichenbach, haviam muito mais dos tais signos para se entender a vida proletária, o que seria necessário para seguir o projeto "Vida de Sonhos, Sonhos de Vida/ABC Clube Democrático" que começa com o filme "Garotas do ABC". Sem tirar uma gota do brilhantismo de Garotas (...) Neste existe uma mistura das essências diretor/atriz que eu não via desde que Reichenbach usava Vanessa Alves como alter ego feminino. Rosane Mullholland deixa qualquer um de boca aberta com sua estupenda atuação. A responsa fica ainda maior na mão desta, se levar em consideração que o projeto tem no seu primeiro episódio, garotas uma narrativa do pessoal ao coletivo e este do coletivo para o pessoal, o que torna visível a solidão de Silmara, de seu pai e outros personagens que não saem do seu espaço, a exemplo de T (Léo Áquila) que evita contatos com o pai.
Carlão anuncia o filme no festival CineCeará
O filme, trata da vida de todas operárias que circulam Silmara (Mullholland) e o cuidado que a direção tem, trata todos ali como peças solitárias, porém, mais uma vez, as peças solitárias femininas, sempre são mais resolvidas que os homens, novamente como "os donos da brecha".
Se em "Garotas..." existia a vida na empresa e a vida na diversão, machucada pela presença dos neonazistas, aqui em Falsa Loura a vida se divide em convivência feminina operária onde o corpo de atrizes femininas é um time sólido com Suzana Alves, Vanessa Prieto (de patinho feio em Falsa Loura à musa rockabilly no meu curta "Nas Duas Almas"), Maeve Jinkings (como uma professora, obs:cargo comum nos filmes de Reich) e Djin Sganzerla, sensacional como garotinha retraída. A outra divisão do filme, seria o drama pessoal que até então era sonho. Silmara, é fortaleza pura em todos os momentos que possam desmoronar: a vida delicada do pai que vai se revelando aos poucos, a distância da mãe, as escolhas do irmão e todos ingrediantes forçam a ela ser uma fortaleza que só pode ser invadida, se for desarmada afetivamente.
E isso ocorre assim que esta conhece duas celebridades: os cantores Bruno de André (com um Cauê Raymond me calando a boca com sua atuação) e o cantor brega romântico Luis Ronaldo (Maurício Mattar em atuação segura e enigmática).
Quando perguntei ao Carlão sobre o filme ele me ressaltou apenas um detalhe: a personagem toma um solavanco no final que deixa qualquer um meio zonzo!
Making of do filme, Reichenbomber dirige Rosane
Ontem ao conferir o filme, não imaginava que o tal solavanco seria justamente com uma estrutura semelhante ao que Desprezo me havia mexido comigo, e se no filme do Godard, a beleza fotográfica de Raoul Coutard se uniria a excepcional trilha de George Delerue, Aqui Reich firma a solidez de fotografia de Jacob Solitrenik e a trilha do Maestro Nelson Ayres, que nos conduz para caminho muito semelhante que seria do sonho alto para a queda!
Como um pesquisador do cinema de Reichenbach, aqui sente-se uma mão precisa que o próprio esperava de seu projeto, o que por consequência acaba agradando a todos nós!
Cotação: *****

O capitão de fragata foi conferir o filme na pré estréia e ganhou até ajuda de Bertrand, Maeve para seus próximos curtas.

o Comodoro e o capitão de fragata!
Prediletas da casa, sócias de carteirinha: Baixaria de Diego Franco
O universo de podcasts no Brasil está apenas começando e tenho orgulho de dizer que que ao meu redor, dois amigos possuem o que há de melhor no universo de podcasts. De princípio o podcast no Brasil começou (ou pelo menos foi o que chegava a mim) com caráter muito jornalístico com entrevistas e dissecação de temas musicais gerados pela erudição de gente que pesquisava música.
O primeiro podcast que nasceu como um debate sobre música e novidades foi de Diego Franco com seu Baixaria em que participava indiretamente de sua elaboração ao incomodá-lo no estúdio no momento em que editava as edições.
- Porra Diego! que som é esse?
Diego
- The Bird and The Bee...legal né?
Ou momentos passados:
- Arthur Verocai é um cantor da década de 70 (a memória que pode falhar da data aqui é minha) que tem até participação de Ellis Regina no seu álbum!
EU
- Porra, legal isso!
Desta maneira acabava conhecendo sons novos e relacionando ao meu dia a dia musical quando baixo os podcasts e o insiro no meu ipod.
Vale aqui esta dica pra quem quiser conhecer sons novos e a indicação de um outro podcast do meu amigo escritor, poeta e crítico de cinema Claudio Szynkier chamado Tanque e que vale tanto a pena quanto o de Diego.
Aqui falamos de pioneirismo de podcasts no Brasil.
Enjoy hermanos!
Segue o podcast de Diego Franco.
o Pão nosso de cada dia
Semana carregada de filmes me deixou de bem com a vida e a minha eterna promessa de que gostaria de que pudesse ver um filme a cada dia, porém por algumas horas livres consegui manter o ritmo de 2 filmes por madrugada.
- Longe Dela de Sarah Polley - Concorreu ao oscar, peguei com o Murilo. Mulher vai ficando esclerosada e deixa o marido aceitando ficar em isolada numa clínica. Com o tempo ela cria um leve affair com um deficiente físico no local. Filme foca mais no abandono sem ser auto-indulgente. cotação: *** 
- White Zombie de de Victor Halperin- Recém casados passam um tempo em terras haitianas a convite de um amigo que é apaixonado pela esposa. Sabendo que não convencerá a mulher, conta com as bruxarias de Legendre que transforma a mulher em um Zumbi. Cotação: ***
- Zona de Risco de Chan-Wook Park - Acabo sempre gostando de metades dos filmes do Park, sendo sempre uma outra metade exagerada. Foi assim com sua trilogia da vingança. Neste filme que trata de uma filha de Coreanos crescida na Suiça, ela investiga a morte de membros coreanos do sul e membros coreanos do norte numa fronteira dividido por uma ponte.
O filme segue a mesma linha de pesquisa a procura da verdade com uma mentira latente no ar. Mctiermann fez isso em Violação de Conduta alcançando tanto êxito quanto este filme. Cotação: ****
- Scoop, o Grande Furo de Woody Allen - Começando brilhantemente com "O alto da barca do inferno", um jornalista aparece pra personagem de Scarlet Johanssen que é estudante de jornalismo, para contar que seu assassinato e de outras jovens, foi causado pelo jovem aristocrata interpretado por Hugh Jackman. Allen no filme é o mágico, pai adotivo de Johanssen e responsável pelos momentos hilários do filme. Sempre percebo nos filmes do Allen, algum personagem verborrágico fazendo alter-egos do próprio diretor. Aqui, Johansen mostra que sabe ser Woody Allen. cotação: ***
- Hollywoodland de Allen Coulter - A morte de George Reeves (Ben Affleck), antigo superman das séries de Tv, causa estranhamento em hollywood, e o jornalista, ex detetive e decadente Louis Simo (Brody) persegue o caso para passar o papel a limpo. Assim como Zona de risco Citado acima, este trabalha um fator belissimo pra cinema: a procura de evidencias. A cena da morte é retrabalhada como vários viés. Quase tras o mesmo frescor que LA. Confidential havia trazido da rede de intrigas em Hollywood, recentemente feito com maestria por De Palma no Dália Negra. cotação: **
- Gone Baby Gone de Ben Affleck - Polícial de primeira, não sei se é estréia de Ben Affleck na direção, mas se ele seguir este caminho, tá indo muito bem. Policial interpretado por Casey Affleck investiga o desaparecimento de uma criança de uma mulher que além de rica, não cuidava da criança. Interessante ver dilemas no cinema como "o que deve ser feito e o que foi feito". Climas densos seguram as pontas do filme que fecham com a famosa jogada de "supresa final" , porém, aqui se valida pela qualidade do filme, não como artifício de perfumaria. Cotação: ****
- Beijos e Tiros de Shane Black - Paródia polícial de um ladrão barato que mete a mala de detetive pra conquistar garota e acaba contando com ajuda de um detetive de verdade, porém gay. A narrativa acentuiadíssima didática, se sobresai no filme pelo brilho de Robert Downey Jr que têm carisma. O Detetive Gay pouco afetado de Val Kilmer equilibram bem um filme que traz saudades de comédia policial ao esquema do que foi Dragnet de Tom Mankiewicz. Neste filme percebe-se o quão delícia é Michelle Monaghan. Cotação: **

- Cavaleiros da noite de George Romero - Filme que retrata algumas pessoas de entretenimento que recriam a época de rei Arthur, porém com motos. Tom Savini, sempre como vilão é o cavaleiro negro enquanto que Ed HArris encarna o Rei.
Apesar de que a idéia primária soe piegas o filme é espetacular e como tudo de Romero, neste temos alguns momentos´de encaixe com crítica social. Como não conhecia, a melhor idéia do filme seria pensar numa mistura de A Vila do Shyamalan e Big Wednesday de John Millius pra entender o filme. As pirações do rei atrapalhando seu povo é um dos pontos altos do filme. Cotação: *****

- Missão impossível 3 de J.J. Abrahams - Novo ponto de vista em que Ethan Hunt, até então a peça mais dificil dos filmes de espionagem, abaixa e mostra a bunda no seu ponto fraco: sua esposa.
Um plano que dá errado na tentativa de interceptar o traficante de armas biológicas interpretado por Phillip Seymor, da-lhe a derrota de virar manipulado para recuperar sua mulher.
Apesar da estrutura do roteiro ser muito bem feita de começar pelos 80% do filme até chegar no porque estar ali, a história ainda é fraca, mas já se via a competência de Abrahams que tem se tornado um gênio em filmes e séries onde se prende no suspense um espectador que não viu nada, mas se imagina tudo. Cotação: ** e meia.
Aproveito pra colocar aqui uma revisão dos Missões:
- Missão Impossível de Brian De Palma Cotação: ***
- Missão Impossível 2 de John Woo Cotação: ****
Estupro Comercial em Varejo
Uma das situações mais desagradáveis que passamos é ver gente ganhando muito em cima do que se vende pouco. É claro que isso geralmente é regra, pois é de nichos que se tiram proveito, mas cobrar 39,90 pratas pelo DVD de Vampiros Lesbos do Jess Franco é uma trememnda de uma sacanagem!
Everybody's fuck's Ben Affleck
Pra quem ainda não viu este vídeo, se acomode, aprenda a canção e junte-se ao coro!
Haverá Sangue de Paul Thomas Anderson
Sou um entusiasta de Paul Thomas Anderson.
Assumo que desde Boogie Nights fazia questão de esperar os filmes dele no cinema e ir com os amigos entusiasmado. Porém, neste último preferi não criar isto. Melhor pra mim Alguns amigos meus como o Kauê Klomfahs criou a expectativa e o filme o agradou menos que esperava. Existe um vigor nos novos diretores e o que Paul Thomas Anderson era pra mim, tem sido substituído por David Gordon Green e James Gray. A estes os filmes tem vindo plenos e sem escorregões.
"Sangue Negro" apesar de não ter maneirismos como via nos anteriores, ainda é difícil de conciliar. O vi no sábado e me pareceu uma pratada de Picanha que demora pra dissolver e diluir e que o estômago mental faça a digestão.
Gostei deste tanto quanto gostei dos Coen, porém, o que me deixou bem espantado é de novo o poder de Daniel Day Lweis colocar uma cara no filme. Vinny Noronha me chama atenção: "é impressão minha ou Sangue Negro é o mais Scorseseano dele?". Porra por que é tão difícil de responder isso?
Lembrando do filme, me passa pela cabeça planos contemplativos como disse o Viny, porém, os planos mais normais são os que me marcou: a mão que segura a corda do perfurador, planos de camera fixos da mudança de comportamento do personagem do Day-Lewis e suas erupções, perguntas da vida pessoal deste personagem que é respondido sempre com outra pergunta. Acho que desvendar o trabalho deste ator tenha sido semelhante ao que Scorsese havia feito em "Gangues de NY", maneira que nos remeta talvez ao Scorsese!
Mas ainda sim difícil de pensar em que escrever.
Me agradou, achei o filme mais diferente do PTA e existem pelo menos ótimos momentos clímax como acidente do filho, arrastar o pastor no rio de óleo e o falso batismo do barão do petróleo. Porém, acho que como é diferente dos filmes anteriores, na minha cabeça fica difícil apurar o filme, porque veio diferente do que eu esperava. Só não entendo quando dizem que o diretor está mais maduro. Se for analisar por esta linha de pensamento, Hard Eight é o primeiro e mais adulto filme de PTA.
Cotação: ***

PTA e Daniel Day Lewis: Daniel, acima de tudo, se alguém te perguntar sobre você, saia pela tangente!
I confess
Amiguinhos, vou ter que usar de sinceridade e confessar que ao ver este excelente filme do Cimino eu verdadeiramente chorei.

A ALEGRIA DOS CINÉFILOS AUMENTA
O número de distribuidoras corajosas aumenta no Brasil a ponto de lançarem títulos óbvios que sabe-se lá o porque poucos não ousaram lançar. Já tínhamos Aurora DVD, Amazonas, a guerreira Versátil filmes e chega no páreo para garantir lugar na prateleira de qualquer cinéfilo: a Lume Filmes.
Esta tem em seu catálogo títulos de Jarmush, Mizogushi, Egoyan além de produzirem boa parte de curtas ali pela regiao de São Luiz!
Para deleite do universo Blogue, a Lume não conta apenas com o catálogo num excelente site que remete a Warholl (digo pelas cores), mas conta o contato direto com o consumidor, um excelente blogue de lançamentos e debate com o fã, palco de troca de idéias e opiniões.
Aqui está o site:
Aqui está o blogue:
http://lumefilmes.blogspot.com/
As três faces da Twenty Flight Rock
Uma das minhas músicas favoritas de rockabilly nas suas três roupagens possíveis de se achar na net.
Os 10 "mais mais" de 2007
Aqui está a minha lista sagrada dos melhores filmes de 2007, demoro muito pra colocá-la no ar porque ando tendo pouco tempo pra postar e como vejo blogs bonitos como do Chico e do Hudson, pra mim sairia bem mais agrável trabalhar o lado visual dele de maneira atrativa.
Enfim, sem churumelas, vamos aos 10 filmes de ouro deste ano!
10 - O Sobrevivente de Werner Herzog - Um dos sobreviventes de um grupo de paraquedistas cai no território inimigo, é pego como prisioneiro de guerra e faz amizade com outros prisioneiros e no decorrer do filme, você fica com mais raiva de alguns prisioneiros do que de quem aprisionou.
Christian Bale em sua melhor atuação do ano! Direção de Herzog precisa e cabulosa! O melhor filme de guerra do ano....quem sabe desta década!

9. Ligeiramente Grávidos de Judd Apatow - Uma das melhores peças cinematográficas do pessoal do Frat Pack. Uma cómedia cheia de tiradinhas atuais em que se tirar as piadas, conforme disse o ZP, se torna um filme com drama profundo pra qualquer jovem. Quando o filme toma tom mais sério também não fica piegas, o que comprova a direção boa.

8. Harry Potter e a Ordem da Fênix de David Yates - Penso que quando tiver um filho e ele ver minhas pesquisas do mestrado de dityadura, anos 60, perseguições e estabelecimento de ordem, ele vai em perguntar: - PAi! O que é a ditadura?
Eu vou pegar o filme HP 5 e colocar pra ele ver mais ou menos como foi. E fora o fato de que junto ao terceiro filme d Cuarón, este é o melhor da franquia em todos sentidos. Foi o melhor blockbuster do ano pra mim. O filme cresceu junto ao bruxo também, porque não tem mais nada de infanto juvenil...os danos aqui nesta diegese causam morte. E claro, o vilão vai tomando forma, uma frase que pro cinema faz todo sentido.

7. Senhores do Crime de David Cronenberg - Acabei vend dois filmes sobre a mafia russa, e no cas nos dois o clima traz a nostalgia de filmes de máfia. Aqui conforme li creio que na Cinética ou na Paisà, a luta do personagem do Mortensem pelada na sauna desnuda o próprio cinema do Cronenberg que ainda utiliza d cinema do corpo pra resolver os conflitos.
Fora que esta história poderia ser algo bem fraquinho frente aos filmes anteriores, mas a direção do Croneba é exuberante! o filme cresce.

6. Império dos Sonhos de David Lynch - Fica claro a experiência digital que Lynch queria ter. Não me cansei com as tais três horas que todos quase me afirmaram sentir. Achei um filme bem debruçado pra Laura Dern e tem pelo menos 2 gigantescos moemntos pro cinema neste ano: Laura Dern entra numa sala escura e encontra ela mesma numa reunião que rolou no começo do filme.
Outro excelente momento na qual comentei com o Paulo Santos Lima foi o recuo de camera na Sunset Boulevard com a mulher morta! Um plano de arrepiar todo mundo. Falta eu fazer releitura do proprio filme do Billy Wilder pra ver se tem alguma homenagem na decupagem.

5. I'm Not There de Todd Haynes - As seis facetas de Dylan em seis atores atores, sejam os personagens alter ego do cantor ou encarnações dele no decorrer da carreira. Mas assim como Haynes havia me deixado no clima do Glam rock no "Velvet Goldmine", Aqui pra quem é um pouco fã de Dylan vai sacar várias adptaçõe pra cinema de maneira autoral. Aos que não viram ainda o filme, fica a dica de ver o documentário do Scorsese sobre o cantor. Ajuda muito a compreender o universo do cantor. O filme já ajuda a entender o universo do diretor que gosta do cantor.

4. Medos privados em lugares públicos de Alain Resnais - A solidão não machuca tanto assim. Ela pode causar momentos únicos, sem qualquer demonstração de auto-indulgência e trabalha ainda mais a tal famigerada "trabalho da diferença das pessoas no coletivo" sem qualquer liçãozinha de moral. O cinema está ali no filme do Resnais pra ser vivido e não pra passar moralismos e coisas do gênero.
Entendi muito bem o que é solidão pelas mãos deste diretor, sem precisar ser atingido na veia sentimental. Apenas contemplativa do cinema.

4. Planeta Terror de Robert Rodriguez - E aqui, o cinema fica sem limites, tem ajuda da míidia que vendeu o filme de forma correta, vimos neste uma ousadia maior que do Tarantino no sentido de passar o Grindhouse e suas nuances, e vi um mexicano louco dirigindo livre, cruiando neste cinema, a parte de sua subversão de gênero, igualzinho o que já havia feito com o western "Era uma vez no méxico", porém, em grindhouse tem a vantagem de ousar mais e fazer o cinema ir num lugar onde poucos chegaram.

3. Cartas de Iwo Jima de Clint Eastwood - Quer queira ou não, fico apenas pensando como foi o fato do Clint rodar "Conquista da Honra" e ouvir dos japoneses que ele não pintasse os nipônicos como vilões. Aí ele vai lá e olha os dois lados da moeda e na inversão de valores vendo os dois filmes, ficamos perplexos com a desvantagem japonesa e a falta de heroísmo para ambos os lados. Pra mim, de longe Ken Watanabe foi o melhor ator que vi nas telonas e seu personagem complexo, ajuda muito na retórica de Eastwood que coloca sempre personagens quebrando paradigmas.
Ao escrever este acabei lembrando que o filme do Herzog não está sozinho no ranking de filmes de guerra deste novo milênio.

2. Os Donos da noite de James Gray - Quando comecei a ver cinema, notei alguns diretores que fazem filmes velhos, porque deve ver tanta coisa, que quando produz um filme, ficou marcado pela pegada. O primeiro a notar isso foi o Norman Jewilson. Entre outros vejo novamente um diretor fazer filmes velhos, porém o diretor é novo e ainda por cima me trouxe neste filme, uma tensão absurda que quando chega na belíssima perseguição de carros cheguei a levantar da cadeira.
A declaração dos irmãos de amor, é mais um detalhe pequeno do potencial do diretor que só não coloco como primeiro do ano, porque o primeiro lugar mexeu com fé, artefato de sensibilidade extrema pra qualquer latino!

1. Maria de Abel Ferrara - Este diretor faz muito filme que acham ruim, mas pra ser sincero se um dia eu fizer meu melhor filme iguala o pior dele, já estaria feliz. É nesta estética, que junto a diretores como Walter Hill, Friedkin entyre outros que tento me espelhar pra fazer meus filmes.
Binoche interpreta uma atriz que procura a fé depois de sentir o gosto da fé atuando. Forest Whitaker em seu melhor papel junto a "Bird" é um apresentador que utiliza de seu ofício pra buscar a fé e os que buscam a fé, a ponto de afetar na sua vida pessoal a tal perseguição. É como se Ferrara usasse o cinema pra nos mostrar cmoo foi com Paulo de Tarso, porém, os personagens de Whitaker e de Binoche me soam bem mais agradáveis que o romaninho fresco de Tarso.
Obra prima, já que nunca imaginava que existiria um Thriller com um combustível chamado fé! Pra mim, o melhor filme do ano!

Os 20 ultimos melhores filmes de 2007
Chico Fireman começou fazendo piadinhas na Liga dos Blogues como começar pelos esquecidos ou pelo décimo primeiro lugar ao vigésimo quinto lugar, apenas para aquecer, para daí, fazer os 10 primeiros lugares. Vou quebrar algumas regras que tenho na Liga dos Blogues e postar filmes que não estreiaram, mas que vi no ano de 2007. Por isso que decidi colocar 30 filmes favoritos.
Os 10 melhores coloco no final de semana!
Mas voltando no lance de que o Chico fazia piadinhas saudáveis nas postagens do blog, eu gostei da idéia e vou fazer o mesmo agora pra me aquecer a professar os melhores filmes do ano.
30. 300 de Zack Snyder - Tinha visto no cinema e não havia descido direito como foi com o "Madrugada dos Mortos", pórém, uma releitura foi mais que necessário e acabei gostando de algumas coisas deste filme caricato. Acho que as cores de sangue que imitam as cores d Lyn Varley me deixaram felizes de ver o filme.
29. Viagem a Darjeeling de Wes Anderson - Esse lance de todo filme que junta família e que todos devem aprender a viver com a diferença um do outro é algo que me irritou ano passado com Pequena Miss Sunshine que nem achei um filme bom. Mas neste ano, vi que isso pode ser retratado de maneira interessante. A estética de Wes Anderson e uma nova maneira de decupagem me espantaram com o potencial do filme. Claro. Não poderia deixar de elogiar a trilha sonora.

28. O Hospedeiro de Bong Joon-ho - Francis alugou e me passou logo em seguida: - Um dos melhores filmes de monstro desde "The Thing" do Carpenter. Duvidei, mas comprovei. Tem o que de burocracia de interdição, ataques de um monstro em plena luz do dia. Fora atores e direção que nao imaginava que seriam tão bons! Excelentes planos de câmera também. Vou parar, senão fico só citando outros ouros que o filme tem!

27. A conquista da Honra de Clint Eastwood - que só veio parar aqui na última lista porque claramente "Cartas de Iwo Jima" mereciam um lugar nos 5 primeiros. Não curto gostar daquele em detrimento a este, mas como numa lista de 30, aqui ele tinha que estar.
Sobre o filme, este também teria um excelente nome traduzido para "Fomos heróis" porém, com uma interrogação após o nome.

26. Ratatouille de Brad Bird - Uma animação que diferente do resto das animações durante o ano, dialogava com todas idades e agradou pelo menos 95% de muita gente cinéfila. Ser mestre de cozinha é bem mais difícil que eu imaginava, justamente pelos rankings!

25. Hot Fuzz de Edgar Wright - Escrevo embaixo o elogio que Caraça fez ao diretor em que é um dos herdeiros do trono de John Landis. D gênero Policial, o cara chegou ao horror slasher sem perder a mão na direção...e na comédia.

24. Dreamgirls de Bill Condon - Musical tratado mal pelo público e pela crítica. Desceram o sarrafo neste filme e como sempre gosto de ver o lado positivo nos filmes (não consegui isso no Pearl Harbor) pra este filme o lado positivo chama-se Eddie Murphy gênio total. O melhor ponto do filme.

23. Saneamento Básico de Jorge Furtado - Este ano tava difícl ver um filme nacional que agradaria meus olhos. Pouco antes de Tropa de Elite que me deixou contente, veio este que foi ótimo ver como é a concepção de "vamos fazer um filme", por mais que Furtado as vezes se repita!

22. Transformers de Michael Bay - Quando li no blogue do Caraça a frase título "O dia que Michael Bay calou a minha boca" senti que poderia ir ver ao filme de olhos livres e não me arrependi. A trsnposição de filme para desenho funcionou bem: arremessos que atravessam prédis e principalmente a comédia do filme, o ponto alto. Roteiro bobo é especialidade do Bay, então nem pego mais no pé por conta disso!

21. Zodíaco de David Fincher - Tava de rabo virado com os filmes do Fincher, e quando li numa Film Comment que ele faria um filme digital, já temi que a liberdade ttal liberasse o diretor chato que tava preso no Fincher e que despontou no "Quarto do Pânico". Mas não, acabei vendo um filme bem dirigido, denso e até me enganaria se não soubesse que era digital.

20. 3:10 To Yumma de James Mangold - Assumo que defendi este diretor mediano porque colocou no cinema um dos meus ídolos, Johnny Cash. O filme nem é tão bom, mas fiquei num pacto maldito de convencer amigos chatos de que o filme é de um regular pra bom e que este diretor tem tudo pra acertar nos filmes. E veio esta chance com este filme que até tem nome, mas não vi qual. Cristian Bale e Russel Crowe atuam melhopr que nestes últimos filmes qu andei vendo (excessão de Sobrevivente no caso Bale).

19. A lenda de Beowulf de Robert Zemeckis - Mais uma experiência de Zemeckis, porém com uma técnica nova de animação que não manjo muito. Mas como filme de ação, ele me surpeendeu e me deixou satisfeito, trazendo ao final do ano, um clima tão bom quanto a trilogia de "O Senhor dos Anéis" me trazia. E claro, bem dirigido!

18. Piratas do Caribe 3 e o fim do mundo de Gore Verbisnki - Uma trilogia que eu não dava muito pra acontecer, porém este terceiro filme me pegou de surpresa principalmente quando vi a treta de dois navios no meio de um redemoinho. Outro fator é notar que a Disney não quer ficar parada no tempo, e se permitiu fazer filmes que estrapolassem mais a proposta inicial da empresa: o sonhar.

17. A Procura da Felicidade de Gabrielle Mucino - Ei Vebis! Fui ver aquele filme do Will Smith no cinema, parece uma mistura de "Ladrões de Bicicleta" com "A Vida é Bela". Você que gosta de cinema deveria ir ver.
Infelismente não consegui vê-lo no cinema. O vi em casa e me arrependi de não ter ouvido a esta voz que me indicou um filme. O filme é do caralho!

16. Antes só do que mal casado dos irmãos Farrelly - Comédia de mão pesada na direção, atuações estupendas de todos inclusive de figurantes, situações politicamente incorretas que me deixam babando na ousadia destes irmãos. Enfim, Farrelly Bros que não decepcionam nunca!

15. Superbad é hoje de Greg Mottola - Uma das comédia que mais me deixaram com dores n lado de tanto rir. Atores novos que atuavam muito mais que pareciam. Situações vivenciadas bem próximas doq ue muita gente da minha idade viveu. Garotas gostosas dando mole caso role festinhas, ou seja, ambiente familiar até pra brasileiros. E claro, um gênio da sensualidade mundial chamado "Mclovin". A marca dessa nova linha de atores do novo FratPack.

14. Tropa de Elite de José Padilha - Filme de macho com dizia um amigo cinéfilo Diógenes. Ousado, atira pra todos os lados figuradamente e até mesmo na prática. Atores livres e convincentes, alguma falha no roteiro no quesito lapidação de eprsonagens, mas ainda sim um dos melhores filmes nacionais do ano. Nota ZERO para aquele funk carioca pau no cú que ouvi durante várias viagens de trem, e nota mais zer ainda por imaginar que só por conta do filme a horrenda banda Tijuana pudesse voltar pra tocar em shows. Nem tud é um mar de rosas ...ou no caso, balas!

13. A Rainha de Stephen Frears - Mais um dos diretores que mesmo quietos, aparecem com um filme arrasa quarteirão justamente pela simplicidade. A atriz foi escolha certa, os momentos retratados no filme tem uma potência visual incrível. Um dos grandes do ano!

12. Apocalypto de Mel Gibson - Eu não rechassei "Paixão de Cristo" porque nem só impacto é o filme. O pictórico dele já mostrava que num próximo filme o Gibson poderia acertar a mão e fazer um filme gigante!
O foco seria o primórdio do povo Maya, falado em Maya, valor pictórico grande como eu imaginava, só que desta vez um roteiro convincente, uma aventura mil vezes melhor que muitos pretenciosos tentaram a sorte nestes campos. Gbson acertou no filme desta vez.

11. Redacted de Brian De Palma - Este gigantesco diretor sabe bem como dirigir um grande filme. Ficou de cú virado com a mídia norte americana, fez um filme revisitando "Pecados de Guerra", usou e abusou do digital e teve tempo até pra fazer um documentário francês pra mostrar a guerra e as mentiras que fazem da guerra pra população ver. Mais um filme de macho.

Tem algumas menções honrosas que quero fazer a filmes que não entraram no top 30, mas me agradaram muito. MAs isso faço depois do top 10 que posto depois!
Salve o cinema!
trocando as bolas!
~Meio sem graça, mas é o que realmente acontece de praxe!
MÚSICAS PARA BEBER E BRIGAR...entre outras coisas mais.
Tava devendo um top 10 dos melhores cd´s que ouvi no ano passado. André Zp, meu finalizador dos meus filmes me estimulou a criar uma e como boa parte do que ouvi foi passado pelo próprio ZP, tem pouca coisa diferente dos gostos dele.
Claro que não vou utilizar discos lançados no ano passado, não tive tanto tempo e disposição pra isso. Vou colocar mesmo são os cd's que mais ouvi no ano passado, seja lançamento ou não. Sendo assim, vamos aos posts:
10. Scissor Sisters - Scissor Sisters: Passado pra mim pela minha Isabellita, esta banda biba tem dois álbuns, mas é ao primeiro álbum que me apaguei mais, apesar de ter sido lançado o "Tah-Dah" ano passado, este primeiro é bem mais perto da linha que gosto, um pouco de disco music, uma pouco perto do Queen e no fim agrada qualquer festa de casamento ou formatura. Principalmente se voce tiver um amigo gay!

9. Bad Religion - New Maps form Hell: O bom e velho punk de protesto de letyras inteligentes e conhecido como cerne da tentativa falha de várias bandas que vejo hoje em dia. Ao final, acaba tomando o posto de Ramones de hoje em dia, já que eles não existem mais. Os velhões mandam bem e percebi isso vendo ao show que foi no ano passado.

8. The Assassination of Jesse James by coward Robert Ford - Nick Cave & Warren Elis: Acho que a única trilha sonora meio que score da lista. Senti o clima soturno desta trilha de um filme que infelismente ainda não consegui ver. Ao ouvir a trilha tem a marca de Nick Cave acompanhado de um violino do tal Warren que nunca ouvi falar.
Incrível trilha que imagino o quanto o filme deve crescer com ela.

7. The Bellrays - Have a little faith in me: Ao ouvir esse som, fico extremamente triste, pois eles vieram pra São Paulo, fizeram um show na casa de show "Inferno", todos que foram disseram que foi o melhor show daquela casa e eu não fui ver. Sabe o por quê? Porque só fui ouvir e viciar neste albuns um mês depois. Incrivel albúm bem na linha de Ike e Tina Turner na fase mais hard. Isabellinha que baixou também.

6. Richard Hawley - Lady's Bridge: Quando o André Zp me disse "baixe que tu vai gostar" eu perguntei: "o que parece?" e o modafoca acertou nas comparações - "Uma mistura de Morrisey com Roy Orbison" - e amigos, é mesmo. Não imaginei que surgisse um singer desse tipo nos tempos de hoje. A terceira música foi a que mais me chamou atenção por ser a mais rockabilly.

5. The Mars Volta - Amputechture: Esta foi uma das bandas que mais me deixa intrigado por não se encaixar em nenhum rótulo, pelo menos pra mim. Porém, os dois primeiros álbuns foram dificeis de tragar, pois não é todo dia que temos hard core progressivo. Este terceiro é muito bem produzido, tem pelo menos umas duas músicas sensacionais (Asilos Magdalena e Vermicide) e bem mais fácil de engolir a experiência. ficou um bom tempo no meu ipod.

4. Queens Of The Stone Age - Era Vulgaris: Todos os jornais e revistas especializadas em música aponta que este álbum chega perto do que foi o "Songs for the Deaf" em detrimento ao albúm "Lullabies to Paralize". Porém, não sei o porque da comparação, acho so três álbuns excelentes e não teria o que tirar. Talvez o Songs tenha causado impacto por ser inovador no seu estilo Stoner.
Mas dou peso igual aos três. "Into The Hollow", "Suture up your future" e "Turning on the screw" deste álbum são as que na primeira vez que ouvi, já entraram na cabeça e me fizeram muito bem. Josh deve ser musicoterapeuta.

3. Nick Cave & Grinderman - Grinderman: Quando ouvi que sairia um novo álbum do Nick Cave, porém sem o "Bad Seeds" temi que todos estivessem se enchido dos álbuns mais quietos que eu tanto gosto. Porém, lembrei-me que ano passado o bestão aqui esqueceu-se de colocar nos melhores do ano justamente o Nick com o Bad no álbum "Abbatoir Blues/Lyre of Orpheus" e que era de volta as raízes e ao peso.
Mas neste ano reparo a falha e coloco este álbum que além de peso, tem densidade e sensibilidade quando necessário. Se bem que este álbum é do Grinderman e o Nick é o convidado de honra pra cantar...

2. Jerry Lee Lewis - Last Man Standing: Um pouco triste pensar que de toda geração rockabilly que é justamente o que mais ouço, o que mais poderia ter ido para o vinagre permanece vivo e ainda faz piada com o nome do cd por ser o único que sobrou de um pessoal que tinha Johnny Cash, Elvis, Roy Orbison, Carl Perkins entre outros da Sun Records.
Só tem dueto nesse cd e duetos de qualidade. A maioria é cover com convidados e destaco as parcerias com o Mick Jagger e Rod Stewart que numa fase de crooner, deve ter sentido saudade do que é fazer um bom rock and roll.

1. Bruce Springsteen - Magic: Praticamente o melhor álbum do ano! Imagine se juntar um time que sempre deu certo de novo e todos "old school" estiverem a ponto de bala e mandarem bem pra caralho. O álbum é diferencial no ano e o título de boss continua na plaquinha na mesa dele. Não saberia listar aqui as tantas músicas que me chamaram atenção e coloco até que são decupáveis pra cinema.
O velho toca música pesada ainda! Isso é genial!

Lógico que tem muito mais cd´s que não lembro e vou colocar aqui numa lista de "mençao honrosa" que vou ficar melhorando e lapidando a cada dia que passa!
Sessão: "Tu não tem pai não seu filho da puta?"
Ultimamente tenho notado "cacoetes" de personagem em filmes que começam alegrinhos e engajados e de repente vira o drama cruel e pretensioso na reflexão.
A primeira balela que vi foi "Olga" numa cabine de cinema quando eu escrevia pra Sci-Fi News, filme cheio de vicios televisivos e quando na coletiva perguntei algumas coisas fui bombardeado pela Rita produtora, o diretor Jayme e isso, eu não vou esquecer. Lógico que jamais baixei bola na coletiva e perguntei na paz e fui mal encarado. Acabei ficando conhecido pelos meus amigos críticos como " o cara que dobrou o Manjardim"!
Pelo jeito o quadro de filme funcionou e lá foi o Sérgio Rezende fazer "Zuzu Angel", com mais vícios de cinema e mais mães desvairadas chorando pelo filho. Não gosto deste tipo de filme e se pretendo trabalhar sempre mais com cinema, que Deus me impeça de um dia aceitar virar alguém que se submeta a fazer filmes desse jeito.
Sai agora, mais um filme do mesmo jeito e até com uma mãe chorosa, e o pior, com uma atriz que amo como mãe. A Júlia.
Vendeu bem este tipo de filme, porque como se não bastasse a mãe, agora temos uma Juíza, a Cassia Kiss no seu silêncio da casa pensando no tal caso do menino rico que virou traficante.
O Trailer de "Meu nome não é Johnny" é o pior trailer feito na história dos meus olhos. Todo filme que vi em Novembro e Dezembro, tive que aguentar minha gastrite atacar de tão nervoso e irritado que o trailer me deixava. Allan Petterson escreveu pra Paisà e conforme o Francis disse, um ótimo texto que mostra o quão cool o filme quer ser.
Vi nesta semana no vídeo show a premiere do filme com a presença do próprio João Estrela no final, fazendo todos na sala de cinema se comover, me lembrava sala de 12 passos do NA ou AA de parentes chorando por ver o rapaz lá bonitão e pregador!
E quem paga o pato nisso é o cinema, entupido de filme que soa como picareta!
Quero ler logo e me juntar ao coro. Por enquanto fica uma votação aqui:
QUEM É A MÃE MAIS HISTÉRICA DO CINEMA ATUAL BRASILEIRO?
Seria:
Camila Morgado pelo tele-filme "Olga"?

cuidado, ela está gravida de Luiz Carlos Prestes
Será Patrícia Pillar por Zuzu Angel?

cuidado! ela é uma mãe sem filho e está disposta a fazer tudo pelo gajo desaparecido!
Ou será Júlia Lemmertz por "Meu nome não é Johnny" ?

Esta mãe fez a pior juíza da vara criminal repensar sua vida!
Ao fim, meu mea culpa. Sim...tenho preconceito destes filmes e mesmo os vendo pra diminuir o ódio aumentou.
Sinto muito. Assistir 2 Boxes de HOUSE me deixou assim!
Ia me esquecendo da cotação dos filmes:
Olga - Turkey, bola preta, etc
Zuzu Angel - * *
Meu nome não é Johnny - ?
[ ver mensagens anteriores ]