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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

A (shit) Legend Reborn

Lá estamos de volta ao blog que ando repensando e repensando.

Existem aqui muitos textos que ainda quero guardar, mas não nego que a vontade de se fazer algo novo, que continue esta forma plural de retratações: o cinema, a putaria e pornografia, cafés, motos custom, cd's novos que saem, bandas legais para se conhecer entre outras coisas. Porém, como segmentei muito este blog pra cinema e música, achei que fosse melhor criar um outro espaço para exercício da escrita, busca de novos olhares e isso tenho encontrado imageticamente no Tumblr.

O Tumblr inclusive me parece com uma proposta mais atual, pois me lembra os áureos tempos de fotolog, e no meu caso o fotolog na adolescência servia para escrever algo legal e a foto ia de lambuja. Até hoje o tenho e algumas postagens me causam gargalhada, como por exemplo, quando o Fábio Zidane, antigo aluno de jornalismo e amigo, foi alvo do blog dos próprios primos. (veja isso aqui).

Hoje me vejo com um fotolog adaptado aos tempos da velocidade da informação e nele, quando não tenho tempo de escrever eu posso simplesmente pegar a imagem do amigo, tomar como propriedade e colocar textos meus, ou não colocar, parece se encaixar bem na proposta.

Mas a idéia de blog não fica abandonada ou jogada ao léu. Ela será reformulada, e agora que estarei acompanhando mais meus alunos em produção, estarei colocando bem mais fotos de produção, minhas produções e ampliar o universo de coisas que eu gosto.

Enquanto isso, aqui vai o endereço do Tumblr:

 

http://genocinemusicalsexy.tumblr.com/ 

 

Há também, um dos espaços de maior devoção e vício, o twitter que tenho: @vebisjr


Escrito por el cabrón de la pelicula às 09h58 [] [envie esta mensagem]

Lo Mejor del 2009

1 – Inimigos Públicos de Michael Mann – Mann é sempre um diretor que toma meus top 3 sempre que faz filmes. Difícil este ano escolher quem fica no pódium. Este merece. Filme que esperei e me valeu a pena.

 

 

2 – Gran Torino de Clint Eastwood– Este filme eu tinha colocado no top do ano passado, mas todo mundo pegou no meu pé, ele foi deste ano. Aí terei de puxar o próximo lugar pro top deste ano de forma repetida. Mas só não coloco o Clint no primeiro lugar, porque ele já tinha pego ano passado quando vi antes de janeiro.

 

 

3 – Deixa ela Entrar de Thomas Alfredson – Mais um filme que entrou na lista do ano passado e disseram, não vale ver filmes da mostra na sua lista. É meio que ético entre os amigos dizer os que foram lançados no calendário nacional. Ta bom. Coloco de novo então.

 

 

4 – Bastardos Inglórios do Tarantino – Filme que quase ameaçaria Inimigos públicos no primeiro lugar. Cinefilia pura, textos incríveis de um filme que praticamente é 90% sentado. A preguiça de ser cerebral num filme desse foi tanta que preferi deixar por conta do Marcelo Valletta diluir o filme em belíssimas palavras no blog dele. Quem não leu ainda, vale a pena.

Pena foi ter que colocar este em quarto porque trouxe dois do ano passado pra cá.

 

 

5 – Amantes de James Gray – Acho que a melhor definição deste filme li no twitter do Ruy Gardnier: “Ninguém jamais filmou alguém sufocado no seio familiar como Gray”. Filme grande e poderoso no seu romance melancólico.

 

 

6 – Up Altas aventuras de Pete Docter e Bob Peterson – Por que além de um belíssimo texto, animação de primeira categoria, uma carga dramática que desmonta e faria estátua de pedra chorar. Só perde pra Wall-e na minha opinião.

 

 

7 – No meu lugar de Eduardo Valente – Eu poderia citar mil motivos de ter amado este filme, mas se tem algo que me quebrou no meio, foi a filha e o pai brigando pela arma nas mãos, as mãos que querem jogar fora e as que não querem se desfazer, isso tudo a noite e na praia. Ali os dois atores foram profundos.

 

 

8 – Moscou de Eduardo Coutinho – Onde se atua um texto, pode-se levar um pouco de si. A medida que Coutinho some no filme, os personagens aparecem mais e nunca se sabe quando é texto ou quando é improviso. Mas eu abracei a idéia do que disseram. Coutinho mais uma vez vara os limites que nunca o seguraram.

 

 

9 – Adventureland de Greg Mottola – Que pra quem sai do escracho de Superbad e me apresenta um filme com tamanha imersão nos problemas de planos que fazemos pra nossa vida virar e não vira profissionalmente e afetivamente, é porque o cara deve ter colocado muito de si, tanto quanto Apatow coloca.

 

 

10 – Os Limites do controle de Jim Jarmusch – Esquecido pelas distribuidoras, este filme acaba sendo um noir meio mudo. E nem por isso deixa de ser tenso. Jarmusch sempre faz até da historinha mais vagabunda, uma bela historias pra se contar.

 

 

11 – Os Substitutos de Jonathan Mostow – Seiq eu J.J Abrahams fez de Star Trek um dos melhores de ação do ano, mas o Mostow me chamou milhões de vezes mais atenção com este filme. Este diretor inclusive tem me conquistado sempre mais em filmes de ação.

 

 

12 – Se beber não case – Todd Phillips também tem sempre lugar garantido comigo. Faz filmes corajosos no quesito putaria e situações que podem ir pra fora do controle. E vão mesmo. Destaque para o japinha mafioso, nu e gay que sai do porta-malas em uma cena que jamais esperava ver.

 

13 – Star Trek de J.J Abrahams – Sempre achei que Star Trek fosse uma franquia bem cósmica, bem Sci-Fi e não me entrava na cabeça que um diretor pudesse transformar isso em ação pura. Eu estava enganado.

 

14 – A ressurreição de Adam de Paul Schrader – Li nas dicas de filmes do blog do Carlão. Ao acabar de ver o filme, fiquei pasmo de como foi bom ver um filme tão bem dirigido e ver de novo um ator que muito gosto como Jeff Goldblum mandando ver.

 

15 – The Hurt Locker de Kathryn Bigelow – Esquedrão especial de desarmamento de bombas. Pontas sensacionais de Guy Pierce, David Morse e Ralph Fiennes e uma sequência em que o protagonista tira roupa especial pra desarmar um carro bomba! Apenas detalhes pra instigar aos amigos verem.

 

16 – Watchmen de Zack Snyder – Eu fui crente da vida que veria uma gigantesca catástrofe sobrenatural, mas vi um filme mediano onde sua essência plástica estava igual o gibi. Um detalhe ou outro não cumpriram bem, mas deixei passar, pois cagar numa obra dessa era muito fácil.

 

17 – Martyrs de Pascal Laugier – Mais um dos apelidados como pornografia da tortura que me fez passar um pouco mal, mas é total imersão no horror da servidão. Lindo ler a homenagem ao Dario Argento no final.

 

18 – Ponyo de Hayao Miyazaki – E já que falamos de imersão barra pesada, tem também uma imersão psicodélica da menininha do mar. Outro universo, coisas mais leves e este diretor não deixa de me impressionar a cada filme.

 

19 – Abraços Partidos de Pedro Almodóvar – Outro diretor que sigo na linha de que a cada filmes que faz, ganha mais meu respeito. Acho Volver incrível, porém, inferior aos outros 3 anteriores que estavam num patamar de excelente. De novo com um filme de cinefilia que me lembra filmes do Carlão, me acerta em cheio.

 

Agora mais 5 filmes que lembrei e não couberam no top 20. É bem capaz que venha inteirar estes que ficaram de fora , caso a memória ajude.

 

20 – Arrasta-me para o inferno de Sam Raimi

 

21 – Entre os muros da escola de Laurent Cantet

 

22 – Ano Um de Harold Ramis

 

23 – The Box de Richard Kelly

 

24 – Mother de Bong Jun Ho

 

25 – Doomsday de Neil Marshall

 

26 - 500 dias com ela de Marc Webb

 

27 - Eu te amo, cara! de John Hamburg

 

28 - Modelos nada corretos de David Wain

 

29 - Avatar de James Cameron

 

30 - Appaloosa de Ed Harris

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 09h55 [] [envie esta mensagem]

Fight Club

Até um tempo atrás o blog era um espaço legal pra se treinar a escrita, juntar gente de gosto comum, debater alguns filmes e debater até o jeito de fazer filmes.

Com o tempo, encheu de seres parvos que vem na maldade, uma pena, pois acaba causando desgosto.

 

Ao comentar com o Marcelo Valletta, meu amigo, montador dos meus curtas e companheiro nos momentos de se criar algo, ele parafraseou o gênio Inácio Araújo. Em:

 

"Parece que os espectadores foram tomados por um vasto torpor, como se tivessem sido invadidos por corpos estranhos e substituídos por legumes."

 

Ainda se fosse como no meu tempo, onde o cara invade meu espaço de maneira folgada, gera uma treta da qual uns saem de dentes quebrados e outros com olho roxo, pronto, resolvido um pra cada lado. Mas não. Querem se esconder atrás de pseudíonimos imbecis e nunca aparecem de verdade. 

Mas já que citei treta, segue aqui um clipinho de uma banda que toda vez que ouço, tenho vontade de sair na rua e arranjar uma treta pra estravazar igual o Bigby, personagem visceral de Robert Carlyle que em Trainspotting ganha nossa inteira simpatia.

Com vocês, Dropkick Murphys

 

 

E um pouco de Sick Of It All:

 

 

mais Sick

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 19h32 [] [envie esta mensagem]

desabafo de um realizador

De volta na planilha de pensamentos do que fazer pra extravazar toda tensão acumulada, me surgiram pelo menos uns 5 roteiros de curtas simples pra se rodar.

Os curtas nem devem ser difíceis, e sim, seguir uma lógica de exercícios narrativos pra que se coloque no Youtube para os outros verem. E estes pequenos sketches sempre surgem no auge das situações delicadas que vivo. Tem sido um ano conturbado, onde uma vez uma amiga disse que o ano não foi bom pra mim, mas ao mesmo tempo, ouvir um amigo e professor de cinema publicitário comentou: - não existe sorte ou azar, mas os problemas surgem e a gente tem que saber lidar com eles. Gostei desta versão e preferi com isso abraçar a causa de que os problemas surgiram todos de uma vez.

 

Alguns amigos gostam de descarregar esta energia numa espécie de esporte: fazendo musculação, natação entre outras atividades. Mas encontro aí neste momento no cinema a vontade de expurgar fantasmas de dentro, fazendo todo tipo de curta, desde o mais facista onde se exterminaria um motorista de ônibus que foi desrespeituoso, como fazer closes dos momentos sexuais de um casal.

Mas é difícil, requer tempo e disposição não apenas do diretor, mas do ator, de quem produziria e tudo o que vier. Tenho em amigos coo Valletta, Ana Paul e Francis esta enorme e explosiva vontade de rodar e criarmos, e as vezes até me sinto culpado por não pilhá-los a encarar algo do gênero. Quando Andre ZP havia elogiado minha força de vontade de criar curta com dinheiro de pinga, coisa que aprendi lendo e ouvindo como nasciam os motes pro pessoal da boca do lixo, quero muito não poder decepcioná-los.

 

Porém, é minha vez de pedir arrego e pedir aos amigos que me ajudem a voltar a ser o que era antes, acreditar que criar-se pra não enferrujar ainda é possível. Enquanto chor as pitangas, lá em cima do mapa o pessoal de Pernambuco não pára de rodar acionando o grandioso "foda-se" de que não é em película.

Eu mesmo assumia ser da era digital e não tenho feito nada.

Dêem bronca em mim, tô precisando. Vamos rodar algo pelamordeDeus.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 21h57 [] [envie esta mensagem]

Modern Warfare 2

A felicidade da válvula de escape acaba funcionando num simples joystick.

Até mesmo porque os facismos de cada dia ajudam a extravasar as tensões.

Fora que a storyline e diversão são altas neste excelente jogo.

Segue o trailer:

 

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 18h19 [] [envie esta mensagem]

Sessão puteiro - Aqui se faz, aqui se paga!

Na primeira homenagem ao leitor deste blog, segue uma transposição aos "folgados" do pseudônimo. Porque no fundo no fundo, eles merecem!

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 03h46 [] [envie esta mensagem]

Long Way to make a Movies and Videos.

Vivemos numa era digital onde realizadores desconhecidos passam a ter mais espaço. Ouvi isso tantas vezes que queria ter certeza e acreditar. Muitos acreditam que fazer um curta digital, seja poder estar linkado ao seu tempo e colocar na esfera pública por meiso como Youtube, videolog e etc suas criações.

 

Para isso criei dois curtas que venceram o edital da prefeitura de São Bernardo, tendo em um deles, atuações de comparsas de grande porte do cinema, no caso, Milhem Cortaz, Supla e Vanessa Prieto. No outro, tenho ajudas de Marcelo Nascimento (um dos futuros em atuação), Marcelo Bortotto e a Paula Grande, que vem crescendo muito ultimamente.

 

Os curtas tiveram sua vida em alguns festivais , muito me preocupou quando via meus curtas não entrarem e gente do Júri dizer que não entendia o porque meu curta não estar por lá, pois viam muitas obras menores. Claro que isso depende do ponto de vista, mas nada explica não dar chances a filmes que tiveram um reconhecimento de gente gabaritada. No meu caso, nem penso que o prêmio seria ir num festival, mas ganhar adeptos como Carlos Reichenbach, Inácio Araújo, Daniel Caetano, Fernando Veríssimo e Bruno de André, mas soube do filme de André Francioli, Aranhas Tropicais que não conseguiu um espaço, e poxa, conheço o André e sei de sua competência. O mesmo digo do que notei do aborrecimento de Fernando Watanabe em não entrar na mostra internacional de curtas de SP.

 

Quando estas coisas acontecem e descubro por terceiros que tal filme entrou e outro não, fico meio descrente de enviar filmes pra festival, começo a achar tudo uma chatice sem igual as correrias de produção, depois de pós-produção, ai depois tem que ficar ligado numa tabelinha de festivais, fazer um material decente pra enviar e depois descobrir que seu material não foi aceito. Francioli chegou até fazer campanha do “Aranhas…” de que como se gastam muito num filme que vai parar no Youtube. Quando ouvi isso do Valletta, dei risada, porém, tem um tom muito dramático isso, tenho certeza do quanto ele sofreu.

 

Muita gente me pergunta o porque não coloquei meus curtas no Youtube. A resposta é simples: Não creio que esteja preparado pra ler gente que se sente no direito de descer o sarrafo numa obra que não tenha idéia do trabalho que deu.

 

Um exemplo recente, foi no blog do Inácio Araújo que confundiu dois atores e seu espaço de comentários foi tomado por molecagens, de gente com má intenção que foi queria ferir por um deslize, alguém que ha tantos anos colaborou positivamente para história da crítica no Brasil. Sou muito mais gerar arquivos em Divx dos meus curtas e os interessados que o baixem. Existe muito mais ibope pra vídeos caseiros como os de jovens de periferia que dançam, recebendo elogios por cair na boca do povo, como figuras caricatas do que um trabalho que foi planejado, trablho que tirou noites de sono de alguém que realiza e tinha intenções de criar uma mise-en-scene.

Por isso minha natureza de educador audiovisual pensa milhões de vezes antes de rebaixar a nota de algum tipo de vídeo que tinha tido prospecção e poder de levar em frente uma idéia que nasceu do papel.

 

Um caminho diferente, foi o que ouvi de Duda Valente numa palestra que disse que os irmãos Pretti do Ceará. Fazem longas digitais para que eles mesmos analisem entre si, e quando vierem a produzir algum de edital e que estourem, não seria o longa de estréia, mas seu terceiro longa, pois assim, se instrumentalizam com o formato. Esta idéia sim e pareceu excelente.

 

Mas mesmo assim, o saldo que tenho ao olhar pra gente que levanta bandeira: “vamos fazer curtas pois o digital está aí pra ajudar” é um saldo negativo. No Brasil, uma boa parte se finge de incentivador, mas acolhe alguns em seu seio “mais amores”.

Não sei se teria coragem de produzir mais algum curta digital. O jeito é partir para os editais sonhando que minhas histórias que geralmente são de gênero. Tenha seu lugar reservado num futuro próximo, ou que os irmãos Pretes me ajudem a acreditar no que fazem.

 

Segue abaixo o curta do André que citei, afinal, por ele que conheço e sou amigo, compraria qualquer briga.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 22h39 [] [envie esta mensagem]

filminhos vistos pra comentar

Demoro pra renovar meu blog. Demoro tanto que quando tento lembrar de filmes que vi pra resenhar por aqui, lembro de um ou outro. Mas é o que tenho e é assim que vai ser.

Transformers 2 de Michael Bay – Quando vi ao primeiro, juro que me surpreendi por um roteiro amarrado, ações bem desenvolvidas e uma pegada diferente. O Caraça inclusive comentou a mesma coisa: de ter gostado. Quando vi o segundo, além de longo, o diretor se importa tanto com o que já cuidava que foi deixando peças pelo caminho, personagens pelo caminho, além do cansaço visual decorrente a péssima decupagem nas cenas de ação. Não costumo votar em piores filmes do ano, mas este com certeza vai enfrentar as mesmas fileiras.

 

 

Harry Potter de David Yates – O filme anterior dirigido pelo mesmo Yates, contava com a surpresa de alguém oriundo de televisão e que trouxe uma dinâmica para ação do filme, precisão nos diálogos e a marca de que o personagem Potter realmente estava amadurecendo, trazendo mais tons sombrios ao filme, demonstrando assim, a responsabilidade do mago. Neste novo, o diretor me impressiona por poder fazer um filme com menos ações, diálogos mais densos e pesados, personagens na contra luz bem decupados pelo diretor de fotografia fazendo do filme, um clima de revelações. As vezes, é mais difícil criar roteiros de transições precisas como o diretor conseguiu neste.

 

 

Inimigos Públicos de Michael Mann – Talvez um dos meus diretores de cabeceira, Mann refaz um filme baseado em personagens mais humanos, onde torcemos pelo vilão porque este não se enquadra no papel de vilão com seus trejeitos e persona maligna. O personagem vivido por Johnny Depp é um humano mais preocupado com a imagem e status do que com quantos corpos deixou pelo caminho. Além disso, o diretor mostra mais uma vez que sabe decupar e criar ambientação para tiroteios, ainda mais noturnos que hoje em dia é pouco usual. Já mostrou isso em Miami Vice e reforça aqui. A humanidade dos personagens é tanta, que nas sequências finais, ao sair do cinema assistindo “Manhattam Melodrama” cria uma das melhores senão a melhor sequência dramática do ano. A caminho não convencional na direção de Mann, me pareceu ainda mais especifico em humanizar o vilão, que chega ao ponto do suposto bandido invadir a delegacia apenas para observar como eles estavam lidando com o caso.

 

 

Adventureland de Greg Mottola – Quando vi no mesmo ano dois filmes seguidos da mesma turma (Ligeiramente grávidos e Superbad) notei nos dois algo em comum que só foi ficar claro ao ler a crítica de Francis na Cinética: a de que a juventude ainda está latente em todos os homens a beira de uma situação de responsabilidade e inclusive os que nela estão inseridos. Agora os mesmos diretores chegam com dois filmes novos: Apatow com Funny People e Mottola com Adventureland. Apesar do filme do Apatow não chegar aqui ainda, o do Mottola acabei perdendo a paciência e vendo baixado mesmo. Me surpreendi com um filme que é diferente do que o trailer me trazia um preconceito com predisposição. O garoto que precisava juntar dinheiro pra estudar em NY tem que trabalhar no que vier pra quem não tem experiência e surge um parque de diversões. Ali, o personagem de Jesse Eisenberg se descobre o que não havia descoberto na vida estudantil: desejos, danos afetivos, confiabilidade. Se os anteriores tratavam de homens que não queriam crescer, neste são jovens que sabem desta necessidade. Mottola mostra que entende bem seus personagens para poder tratar do que fala.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h00 [] [envie esta mensagem]

Imelda May

Meu novo vício nestes dias tem sido esta cantora:

 

 

 

Procurem e baixem!


Escrito por el cabrón de la pelicula às 11h32 [] [envie esta mensagem]

no vigésimo andar
Um rock que completa 53 anos
* Albert Pavão

Um dos temas de rock and roll mais cantado e gravado no mundo todo está fazendo 53 anos neste mês de julho de 2009. Trata-se de “Twenty flight rock”, que é um típico rockabilly que recebeu letra de Ned Fairchild (pseudônimo da cantora country Nelda Fairchild) e música do famoso Eddie Cochran, e que foi gravada por este em julho de 1956 pelo selo Liberty, e lançada no início de 1957 num compacto simples de 45 rotações, acoplada com “Cradle baby”.

Logo depois de gravada, essa música foi incluída no filme “Sabes o que quero” (The girl can´t help it), que foi o primeiro filme de rock and roll a cores, e que contou com as participações de Tom Ewell e Jayne Mansfield, alem de vários grandes nomes do rock de então, como Gene Vincent, Fats Domino, Little Richard e outros mais.

Esse filme foi exibido no Brasil no começo de 1957 e contou com a participação de Eddie Cochran cantando “Twenty flight rock”, lembrando bastante as performances de Elvis Presley. Aliás, na época foi comentado que Elvis havia sido convidado pelo produtor Frank Tashlin para cantar nesse filme, mas que seu empresário, Tom Parker declinou o convite.

Apesar de ter figurado num filme tão cultuado na época, essa composição de Cochran nunca atingiu os primeiros postos das paradas de sucesso, mas tornou-se um tema conhecido por todos, notadamente na Europa, um verdadeiro standard do rock and roll.

Como é do conhecimento da maioria dos beatlemaníacos, essa música foi o cartão de visita de Paul Mc Cartney, aos 15 anos de idade, quando veio a conhecer John Lennon, em julho de 1957, em Liverpool. Cantando “Twenty flight rock” para John, Paul causou boa impressão e foi imediatamente convidado a ingressar na banda Quarrymen, que através dos anos evoluiu até chegar a ser The Beatles.

Esse rock recebeu muitos covers ao longo do tempo, destacando-se os de Cliff Richard and The Shadows (1958 e 1959), Robert Gordon com Link Wray (1979), Rolling Stones (1982), Paul Mc Cartney (1987 e no show do “Cavern Club”), Vince Taylor (1988), Stray Cats (1993), The Tomcats, Little Willie and the Poorboys, Dick Rivers, Darrel Higham and the Jets (1998), The Quarrymen (nova formação) e muitos outros.

Em 1962, eu já cantava esse rock em inglês, com acompanhamento do conjunto The Hits e fazia bastante sucesso nas apresentações ao vivo. Foi quando resolvi fazer uma versão para nossa língua, que recebeu o nome de “Vigésimo andar”. No segundo semestre de 1963, ao gravar um compacto para a VS, escolhi essa música que recebeu arranjo do maestro Rogério Duprat.

O compacto de 33 rotações que continha “Vigésimo andar” acoplada com “Sobre um rio tão calmo” (Up a lazy river) foi lançado em outubro desse ano e logo em seguida começou a ser tocado com bastante freqüência nas principais emissoras de rádio de S.Paulo. No começo de 1964, até rivalizava em execuções com “Parei na contramão”, que foi o primeiro sucesso de Roberto Carlos na paulicéia. “Vigésimo andar” foi minha gravação mais conhecida, embora não tenha sido a mais vendida.

Curioso é que “Vigésimo andar”, a exemplo da gravação original, também gerou covers. Em 1987, Eddy Teddy resolveu incluí-la no LP do seu conjunto Coke Luxe. Oito anos depois, a banda carioca de rockabilly Big Trep resolveu gravá-la e, em 2005, registra-se essa música na interpretação dos gaúchos do Old Stuff Trio.

Não sei se existem mais gravações. Entretanto, numa rápida passada pelo You Tube, pude ver vários clipes de “Vigésimo andar” com bandas diferentes como Aeroputos, Los Costeletas Flamejantes (de Natal, RN), Psycho Carnival Rockabilly Jam, Mauk e os Carburadores e o próprio Old Stuff Trio (apresentação na TV Cachoeira do Sul), entre outros.

Deste modo, o original com 53 anos e a versão com sete anos a menos continuam lembradas pelo pessoal do rock, o que nos deixa bastante feliz.

* Albert Pavão é um dos pioneiros do rock brasileiro e autor do livro "Rock Brasileiro: 1955 - 1965".

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 00h47 [] [envie esta mensagem]

Sessão Gente chata

Não costumo ter muita paciência com evangelico neo pentecostal xiita. Na verdade acho que ninguém tem.

E a prova de que uma parte deste pessoal entende errado e toma o erro cmo propriedade tá neste vídeo:

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 11h48 [] [envie esta mensagem]

mantendo a fé alheia

Alguns filmes numa releitura decaem muito. Notei isso ao ler o blog do Alpendre comentando do "Amantes do Circulo Polar" do Julio Medem e ao ler, temi desgostar do filme e acabei nem assistindo quando finalmente consegui baixar.

Pra minha sorte alguns filmes na releitura podem não se revelar uma obra prima, mas traz à tona algumas questões mais pessoais. O filme dirigido pelo Edward Norton, "Tenha fé" traz pelo menos pequenas questões existenciais que me chamaram a atenção.

Em primeiro momento, vale lembrar que o filme retrata a amizade de dois garotos e uma garota que mais tarde serão separados pelos fatos eventuais da vida como crescimento, mudança entre outras questões. Norton é padre, Stiller vira Rabino e Jena Elfman vira uma workaholic. Porém, por um infortúnio do destino os dois se apaixonam por ela e num dado momento, os dois voltam a ser amigos depois de uma discussão tola e se abraçcam fraternalmente caminhando pela rua e fazendo o comentário: - E eu que achava que neste momento já entendia tudo sobre a vida! - Poxa, é uma excelente frase dita por gente clérica que muitas vezes parecem estar no controle da situação e são pegos de surpresa porquestões meramente humanas.

 

 

Em segundo lugar, quase que um momento irônico a parte, Stiller comenta que Elfman havia mexido no seu celular e deixado na lista de contatos o número de Deus. Ao conferir o número, atende do "Museu de Elvis Presley". Os dois se olham contendo uma risada nitidamente estanpado a paixão que os dois nutrem pela loira magrela.

 

Em terceiro, como em boa parte dos filmes onde o casal se arruina e alguém tem a chance corrigir o erro, Stiller procura Norton para comentar que queria estar ao lado da garota até então amiga, mesmo quye isso custe sua posição judaica na sinagoga. Depois de uns diálogos muito bem escritos frente a uma faixa de pedestres, o personagem de Norton diz: - Oras mas o que você está esperando? - A câmera notavelmente aponta para o semáforo de pedestres fechado pra eles. - Está esperando um sinal? É este o mal do humano, sempre esperando um sinal de que está aberto pra ele passar. Oras, corra, ouse, atravesse a espera do sinal e corra atrás do que quer.

Um excelente texto do roteirista Stuart Blumberg. Mas assumo aqui que o filme mais me ganhou por questões pessoais do que cinematográficas.

Cotação do filme: ***


Escrito por el cabrón de la pelicula às 20h40 [] [envie esta mensagem]

plasticidade da imagem

Foi só Caroleta me comentar da campanha dos cosméticos favoritos dela, no caso a MAC, e me mandar a propaganda feita com traços de Mathew Baney que cheguei a Floria Sigismondi, com excelentes trabalhos como clipes da Fiona Apple, Marilyn Manson, Incubus e Tricky.

Vale uma visita no site oficial.

Segue abaixo a propaganda que dirigiu e achei bem na linha do Barney.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 21h28 [] [envie esta mensagem]

Visita de amigo com presentes grindhouse

Numa tarde de Sábado, recebi uma visita do meu ilustre amigo Leandro Caraça que nos papos de cine, me comentou do trailer do filme perdido do Duke Mitchell, um dos genios da Grindhouse.

Eis aqui o tal trailer

 

 

 

Ao amigo Caraça, meu agradecimento pela visita!

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 16h38 [] [envie esta mensagem]

Procura-se Mike Desesperadamente!

Abraçando os ideais da campanha iniciada pelo Leo Tauffembach, segue o nosso cartaz que vem sendo espalhado em todos postes e blogues possíveis!

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 12h58 [] [envie esta mensagem]

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