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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Uma arma de entretenimento mal utilizada!

Ultimamente tenho notado na programação da rede Globo, um objeto de desejo presente em vários programas e que tem seu momento garantido, como se expor atores num momento delicado soasse como uma espécie de Big Brother com atores.

No caso este objeto é o videokê!

Está lá agora nas tardes a participação de atores cantando no programa do Faustão. Está lá todos os dias a tarde os jovens do laboratório de atores globais, Malhação. Há quem viu também nos programas de entretenimento como Vídeo-Show, um quadro onde os atores que participam de uma gincana, cantarem também. E se observarem bem, exite no povo um efeito de identificação ao ver um artista cantando, ou exibir uma face que o espectador não conhece, uma espécie de acolhimento sem que o próprio artista saiba. De certa maneira uma manipulação. Recentemente, uma boa diretora fez isso no mundo do cinema. Sofia Coppola, filha do grande mestre Francis Ford, se debruçou na sua segunda produção e optou por escolher um caminho auto-biográfico. Desde as primeiras imagens fica bem claro que nada alí tenha características de uma simples criação. O momento presente, a personagem de Scarlet Johansen tem sua vida monótona por ser uma estranha em terra estranha. No mesmo barco, mas de costas para esta, está Bill Murray, um ator decadente e com seu casamento com a chama apagada, vem para o Japão fazer propagandas para um Whisky.

Por se tratar de um filme autobiográfico, algumas brechas estão visíveis da vida particular de Sofia Coppola que rompeu seu relacionamento com o diretor moderno de clipes Spike Jonze. E parece que ela observou mesmo as diferenças de um casal quando está decaindo.

Por parte da garota, quem está devendo é o namorado que é interpretado por Giovani Ribisi. Por parte do Homem, só a conhecemos por telefone quando liga para Murray, sempre marcando presença com detalhes como cor de carpete e filhas com saudades.

A garota perde o namorado por um bocado de tempo suficiente para que fique no bar do hotel e que conheça Murray, no mesmo balcão! E tudo é muito natural. Quem dera tivessem traduzido fielmente ao nome do filme, ao invés de " Encontros e Desencontros" pudesse oficializar como " Perdidos na Tradução".

Dois personagens de sexo oposto perdidos no mei do Japão, onde pouco sabem se comunicar com o mundo novo, ao mesmo tempo que olham que paradoxal é ver o país dominado pelo sistema.

Os melhores momentos do filme, ficam por conta da câmera íntima que observa Murray sozinho. Na estera rolante opersonagem sofre para descobrir os comandos. Andando na rua, mostra o quão perdido está, parodiando Alice no País das maravilhas.

Os dois personagens se aproximam muito no decorrer do filme, mas tudo muito natural e sem forçadas de barra chegando a mesma natureza do filme de Todd Haynes "Longe do Paraíso".

Um dos momentos mais queridos do filme e do paradoxo está quando Murray não consegue se comunicar co a equipe de produção da propaganda, mas ao escapar e aproveitar a noite junto a Johansen, conversa com alguns japoneses descolados e inglês fluente, marca fixa de que Sofia não olha o Japão como costumam ver, cheio de personagens abobados. Nesta mesma noite, o videokê aparece na voz de Murray que canta "More Than This" do Brian Ferry.

Gosto muito de atores, foi o que me fez gostar do cinema e este rascunho de texto mostra muito isso. MAs Sofia deve gostar mais ainda, pois se o filme é autobiográfico, Sofia projetou seu alterego em Scarlett Johansen e quis levar um ator para passear, nada mais que Bill Murray que brilhou como sempre faz, nesta com uma valiosa indicação.

Enfim, o filme se torna nada pretensioso e para cinéfilos ele tem um efeito maior e introspectivo também.

Quanto aos videokês, fico com este que não tenta sensibilizar usando metalinguagem particularde atores globais.

 


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 12h27 [] [envie esta mensagem]

Introspectivo e sem culpas Se deixar-mos de tratar o cinema como simples forma de entretenimento, poderemos ter um horizonte ampliado e que nos cabe entender antropologicamente os ingredientes básicos de uma cultura através da estética do olhar de um diretor em relação a algum tema. Alguns se perdem, outros são bem intencionados, mas mal narrados e outros vazios. E a missão do espectador é saber ou tentar aprender enxergar a essência de um trabalho. "A Ultima Noite", o mais recente trabalho de Spike Lee (Malcon X e Faça a Coisa Certa) traz momentos de pura reflexão. É muito nítido a presença da figura de Lee no protagonista Monty Brogan interpretado pelo excelente Edward Norton (de A Outra Historia Americana), uma especie de melancolia pós 11 de Setembro, um ponto de convergência pessoal do diretor que ponderou repensou com seu alter ego. A historia se passa em Nova Iorque, dias após o atentado e se baseia na vida de Monty, um traficante de entorpecentes que passa a ter momentos de introspecção após ter salvo a vida de um cão, repensa e vida a ponto de tentar muda-la, mas a triste tragédia o derrota ao ser pego pela policia, tendo apenas um dia, no caso do filme, uma noite para despedidas até encarar 7 anos de prisão. Em vários momentos, o filme nos lembra O Pagamento Final de Brian De Palma, onde o personagem tenta sair da "vida errada", mas encontra o passado a condenar-lhe. Antes de enfrentar a reclusão, Monty resolve fortalecer laços com sua namorada porto-riquenha Naturelle (Rosário Dawson), a quem desconfiou e dos seus dois amigos Frank (Barry Pepper de Resgate do Soldado Ryan), corretor da Wall Street e Jake (Philip Seymor Hoffman de Embriagado de Amor), um professor colegial e seu pai (Brian Cox de X-Men 2), bombeiro e moralista, mas o foco principal, fica mesmo entre os três amigos que por horas culpa, por horas livra os amigos. Um dos fatores mais humanos no filme, é exatamente mostrar os personagens com equilíbrio da vida cotidiana. Não existem julgamentos maniqueístas e o diretor opta pelo caminho da complexidade de qual caminho tomar, seja o protagonista, seja seus amigos. Monty, deve ser observado pelo clima em que se encontra no filme, desde antes até depois de sua condenação, onde se justifica o diretor evitar mostrar o dia a dia do personagem com o tráfico, e por se tratar de mostrar o estado do personagem que vai perdendo a serenidade no decorrer do tempo, os sintomas são visíveis, como quando manifesta um repúdio por parte das miscigenações existentes em Nova Iorque, culpando a todos, inclusive a si mesmo. Seu desespero é oculto, mas todos a sua volta sentem o mesmo baque. Seus amigos também mostram a natureza humana em suas fraquezas, Frank abusa das brechas como corretor para fazer seu reinado pessoal, Jake sofre assédios agraciados de sua desejada aluna Mary (Anna Paquin de X-Men 2). O filme, é uma adaptação do livro de David Benioff, que assina o roteiro do filme, e a produção é bancada pelos atores Tobey Maguire (Homem-Aranha) e o próprio protagonista Edward Norton. Um dos maiores valores deste filme, é a Narrativa contemporânea, uma excelente atuação de todos os atores, a direção esteticamente bem montada sem exageros. Vale prestar atenção da natureza e simplicidade dos acontecimentos, que transpassam o clima melancólico que todos passam no pano de fundo, a reconstrução de Nova Iorque. Até mesmo o final que poderia ter se transformado em exagero dramático, tudo completa o sentido ao mostrar que o diretor necessitava do filme para utilizá-lo como válvula de escape, confessando que se fosse um cidadão do interior não estaria tão afetado. Spike Lee, em seu segundo "filme branco" traz o prazer de vermos um drama bem adaptado, e um lado que não conhecíamos desta dor de câncer causada no modo americano de viver especificamente de um diretor que gosta do clima urbano como seus comparsas regionais Scorsese, Ferrara e Woody Allen.
Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 19h11 [] [envie esta mensagem]


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 15h41 [] [envie esta mensagem]

Apresentação Começo hoje meu primeiro blog levado a sério e não com sentidos auto-indulgentes. MAs sim, um espaço onde posso treinar em como escrever sobre cinema. A idéia surgiu ao elaborar a apostila para meus alunos e não gostaria de perder o sentido. Não é site ou blog de críticas, até mesmo porque não sei, mas uma espécie de bloco de anotações e rascunhos onde quero aprender a estruturar meus textos sobre filme. Para começar, nada melhor que começar com a imagem do meu ídolo do cinema nacional, o diretor e amigo Carlos Reichenbach. Dia 2 de Julho próximo estréia o filme "Garotas do Abc" onde tive a chance de conhecer de perto um grande trabalho de cinema do ídolo, e conhecer gente legal e simples como Eduardo Aguilar e atores como Ênio Gonçalves, Selton Mello e atrizes como a Vanessa Goulart, Natália Lorda e até minha atriz objetivo, Vanessa Alves.(quem sabe um dia!) Nesta foto estava eu na Bienal do Livro e o mestre estava falando da possibilidade de se fechar um cinema com a presença do "homi" para ver garotas do ABC.
Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 14h31 [] [envie esta mensagem]

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