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mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Me pagando aos poucos

"Quando verem isto, deixarão de acreditar em crenças religiosas" Carlito Brigante

 

Hoje finalmente um camarada picareta (Fabio CAtena) me pagou o que devia. em comemoração resolvi e na hora que ele me pagou sabe-se lá porque cargas d´agua eu pensei na lição de casa dos meus alunos: depois de vermos o filme " O Pagamento Final" , todos escreveriam sobre o filme.

Então, hoje resolvi postar aqui um pouco deles. o unico problema é que eles me mandaram textos sem assinatura, então vou colocar em trechos:.

Vinicius.

Vou começar pela atuação dos atores! Não preciso nem falar q Al Pacino esteve excelente como sempre, mas pra mim quem rouba a cena mesmo é Sean Penn. É impressionante a força q ele coloca nesse personagem, q se fosse vivido por um ator de menos talento, com certeza não daria o destaque para o personagem q na verdade q é chave para a história do filme. Vi poucos filmes dele (na verdade 3: esse, Os Últimos Passos de um Homem e Reviravolta), mas não teve um ainda q eu não o achasse excelente. Falando da parte técnica, o mais me deixou maravilhado foi como o De Palma usa bem um plano sequência pra dar uma noção do campo visual do personagem e pra explorar bem o cenário td, dando uma noção de espaço incrível ao espectador. Nas cenas do bar do Saso, por exemplou, há uma câmera q segue um determinado personagem, ela sobe até o segundo andar, faz um pan e mostra o pessoal lá embaixo, volta, desce, mostra as mesas, o pessoal dançando, até voltar pro Carlito. E ficou mto legal tbm como ele faz isso de forma diferente em determinadas cenas pra dar uma aprofundada no estado emocional do personagem. Como na cena em q há a discussão entre o Carlito e o Benny, q a câmera faz um travelling td torto, balançado, e no fim qdo eles entram em uma sala e a porta se fecha, o plano está em diagonal. E qdo o personagem do Al Pacino foge dos traficantes q querem matá-lo, q a câmera está sempre atrás dela, dando uma enfase na sensação de perseguição. E é isso.. Eu, q do De Palma só tinha visto Missão Marte e Missão Impossível, dois filmes q eu considero apenas medianos, me surpreendi com esse, e pesquisando sobre a carreira dele descobri q foi ele qeum dirigiu Scarface e Os Intocáveis,q são dois filmes q eu ouvi falar mto bem e q pretendo alugar nas próximas semanas..

Taina.

Um diretor genial, um roteirista habilidoso e um do maiores atores vivos. Uma mistura mais do que salutar e que pode diferenciar um simples filme de uma obra-prima. Brian de Palma, David Koeppe, Al Pacino fizeram de O Pagamento Final uma autentica referencia dos filmes de gangsters, uma das mais amada sub-divisoes do cinema americano. Pacino vive Carlito Brigante, ex-traficante que, após amargar uma temporada na cadeia, recupera sua liberdade, disposto a mudar de vida. Mas, as pessoas ao seu redor constantemente o impelem de volta à contravençao, principalmente, seu amigo e advogadao David Kleinfeld (magistralmente vivido por Sean Penn). As consequencias desse relacionamento serao trágicas para todos. Uma das melhores sequencias é quando Carlito foge na estaçao deitado na escada rolante apontando um revolver..

Angelo.

Uma duvida me surgiu, quando fui escrever este texto, por onde eu devo começar? pelo começo ou pelo final? assim como o filme, que foi muito bem feito, em se falando de atuação e roteiro e direção, um filme mostrando altenticamente o mundo dos mafiosos, e mais uma vez Al Pacino deu um show de atuação assim como Sean Penn, e também não podemos de deixar de citar essa grande figura que sempre traz bons filmes para podemos nos deleitar o diretor Brian de Palma que nos mostrou mais uma vez com esse filme ser um grande diretor, um filme muito bem dirigido e claro com um roteiro muito bem estruturado, um texto muito bom, de primeira qualidade....

Trabuco.

Brian de Palma , o "Fazedor de sucessos".

Foi assim q o diretor foi descrito numa sinopse do "scarface".E realmente de Palma é um desses diretores que levam multidões ao cinema quando assinam um filme.Basta dizer que o filme é dele para ja atiçar nossa curiosidade,e lá vamos nós ás bilheterias. Bom,sobre o pagamento final oq eu queria comentar é que como em Femme Fatale o diretor trabalha muito com o tempo. Vemos isto na sequência final qdo Pacino corre para pegar o trem(sob muitíssima pressão e suspense) e acaba nos levando ao INÍCIO do filme. O tempo também altera a vida das personagens de uma maneira como acontece em nossas vidas e muitas vezes passa despercebido pelos diretores. É o caso da conduta comportamnetal alterada da personagem vivida por Sean Penn.(quem não se surpreendeu ao vê-lo sacar a arma e ameaçar o "bandidão do Bronx"?) Gosto da maneira como o diretor encara o tempo.As coisas realmente mudam,como deve ser. Com relação a atuação dos atores,queria comentar que achei todos eles muito bem inseridos no mesmo clima.A atmosfera do filme se funde a atuação dos atores e o resultado é realmente impressionante.É como se nós,que estamos assistindo,fizéssemos parte daquele submundo a tempos e no entanto acabamos de conhecer(pelo menos a maioria,espera-se) Você realmente se familiariza-se com o filme muito rápido pq o foco do filme não é dispersado, e os atores têm grande responsabilidade nisso. Resumindo,um filme que trabalha bem sua temática e não deixa brechas.vcs vão me xingar mas a única coisa que não gostei muito foi da trilha sonora.Achei meio exagerada,gosto de filmes mais "silenciosos".Esse é o meu gosto,não vou dizer que é um problema do filme..

Bem, é isso....a parte dois vem outro dia..

Segue a foto do grande Brian De Palma na coletiva do filme em algum lugar no passado.

Acabei de achar um site muito bom sobre o filme:

http://www.martin-scorsese.net/henancius//carlito/index.html

 

Brian de Palma e esta loira parece ser a atriz Pennelope Ann Miller. Na coletiva do filme.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 23h03 [] [envie esta mensagem]

Amor sem brutalidades desta vez

 

Qual o peso de uma vida? Esta é a frase que se encontra nas propagandas do último filme de Alejandro González Iñárritu e que só fará sentido no final de sua projeção. Neste novo filme, o diretor mete a mala e prova que nem tudo que venha do cinema publicitário deva ser estigmatizado. Pretensioso que cumpre o que deseja, a narrativa fragmentada só nos mostra como foi valiosa a sua construção deixando visível onde a metalinguagem transforma o diretor numa espécie de Deus que define o futuro de cada personagem sem previsões fáceis. Há três linhas narrativas acompanhando os personagens e uma linha de tempo presente que une os três, deixando o espectador curioso. Sean Penn em ótima atuação faz o papel de um professor de matemática que sofre de problemas cardíacos e necessita de um transplante urgente. Naomi Watts é uma ex-viciada que agora casada e com duas filhas vive feliz no prenúncio de uma tragédia. Benício Del Toro é um ex- presidiário que realmente se converte à religião cristã e terá participação ativa em toda história. Com o decorrer do filme temos Benício Del Toro chegando tarde para a festa do próprio aniversário e confessa a sua esposa que acabara de atropelar três pessoas com sua pick-up que ganhou de Jesus e que iria se entregar as autoridades por coerência religiosa. Naomi Watts é informada de que seu marido e duas filhas sofreram um acidente e ao chegar ao hospital é noticiada de que perdera os três entes, restando-lhe apenas salvar alguma vida doando os órgãos. Para tal caridade dentro da tragédia o beneficiado é Sean Penn que volta a vida e posteriormente vai querer saber de onde surgiu sua salvação. E sempre estas linhas narrativas são invadidas com a cena de Sean Penn ensangüentado nos braços de Watts que aos prantos, berra para que Benício faça alguma coisa. A idéia de construir esta história veio da união do diretor Iñárritu com seu roteirista Guillermo Arriaga, mesma parceria do sucesso anterior Amores Brutos (2000). O roteirista conta que o filme foi construído de uma experiência que teve quando vivia em bairro universitário e encontrou uma vítima de atropelamento e quando chegou perto para saber se conhecia, tem a lembrança jamais esquecida do policial que tirou dos documentos uma foto onde a vítima estava junto a uma esposa e um bebê. Imediatamente pensou que alguém não chegaria para o jantar naquela noite. Mais tarde esta idéia se transformaria numa inspiração do que aconteceria Se uma pessoa chegasse atrasada na festa do próprio aniversário. Se o cinema é tratado com mais seriedade quando deixa de lado o entretenimento e se debruça em experiência de vida, o diretor/Deus sabe bem o que é a dor de perda, pois perdera um filho num acidente de carro em 1995. Talvez por esta razão tenha escolhido o ator Sean Penn que no mesmo ano da perda tenha dirigido um filme tratando do mesmo tema, Acerto Final em que o personagem de Jack Nicholson mergulha sua vida na desgraça depois que o personagem de David Morse atropela sua filha. O diretor ainda revela que como a história é muito óbvia, optou por fragmentar a narrativa e montagem, pois se no seu filme anterior que usou do mesmo artifício eram três histórias, neste se tratava de apenas uma com diferentes pontos de redenção e superação de culpas justificando que o livre arbítrio possibilita novos caminhos para o futuro de cada um, o que não o livra do sucesso seja quem for. Assim os personagens que tentam sair dos próprios erros tenham pedras no caminho e tombos que os levem a enfrentar os próprios fantasmas.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 03h07 [] [envie esta mensagem]

As Mais Belas Mulheres do Cinema I

Aqui coloco Claudia Cardinale, uma de minhas musas do cinema.

Sinceramente, quando reassisti "Era Uma Vez no Oeste" revi gigantescos e colossais valores neste filme e se antes eu considerava que "O Poderoso Chefão" era sinônimo de cinema, Este clássico de faroeste spaghetti o faz no mesmo peso.

 

Walter Hugo Khouri me emocionou quando vi no Centro Cultural São Paulo, por indicação do Francis. Uma cena do Sofá que tem no filme " Noite VAzia" é uma das cenas mais sensuais do cinema nacional junto ao "Dama do Lotação".

Duas atrizes incríveis na atuação e beleza, no caso a Norma Bengel e a Odete Lara que está na foto acima junto ao Walter Hugo Khouri.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 11h52 [] [envie esta mensagem]

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