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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Quem disse que cantora não pode ter culhão? Pensam que só existe Siouxse, Patty Smith, Debbie HArry e Pj Harvey no quesito " Cantoras que tem culhão e mandam bem " ?

E para completar ela é mina do P. T. Anderson, diretor de um do melhores filmes da década de 90, Magnólia


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 18h07 [] [envie esta mensagem]

Tróia, um cavalo de expectativa!
Não é apenas mais um filme sobre guerras épicas, não, é muito mais que isto, é um filme com muitas mensagens a passar. Primeiro temos um personagem principal que luta com o exercito do "mal", não do lado dos mocinhos, Aquiles não é perfeito, é um personagem que comete erros como os humanos, mesmo sendo um semi-deus.
Definitivamente este não é um filme sobre um heroi em busca do amor, vingança ou justiça, mas um personagem ganancioso que tem um dos desejos mais profundos e antigos do homem, a imortalidade.
 
Eric Bana como Heitor e Orlando Bloon como Páris

Algo muito interessante que reparei neste filme foi a desorganização dos soldados em campo de batalha, não é uma guerra bonita de ser vista, como em senhor dos aneis, pelo contrario, desordenada, o que faz a batalha parecer mais real. Infelismente algumas batalhas dixam a desejar. (Como foi dito pelo proprio Vebis na aula de sábado, as veses o diretor demora mais nas preliminares que no sexo).
Há no filme muitas mensagens em relação à sociedade atual, des de críticas políticas ou religiosas a críticas sobre valores e atitudes, sendo que há, em plano de fundo, alusões atuais sobre poder e titudes
de certos países.
Os atores foram muito bem escolhidos e se encaixam perfeitamente nos papeis (apesar de Orlando Bloom -Páris- não ter se livrado do arco e flexa) e a direção também foi muito boa, apezar de algum exagero no traveling.
 

A partir deste texto do aluno Aduardo Liron, continuo a escrever sobre o filme.

Tróia de Wolgang Petersen se torna um filme atual pelas mensagens, mesmo que isso não seja função do cinema, mas se atropela em vários artifícios no seu andamento.

Quando o diretor brinca com a adaptação, ele monta o filme manipulando suas informações. Na mitologia, Aquiles foi trajado de mulher pela própria mãe, para que não fosse para guerra onde sabia que Aquiles cairia.

Na adaptação não se faz necessária a exigência de que seja como o livro, mas ao colocar a imagem inicial do personagem de Pitt saindo da cama onde dormem duas mulheres, é uma brincadeira divina do diretor de fazer os mais desavisados entenderem de maneira diferente.

Ainda na narrativa, exagera numa gigantesca expectativa, aumentando o temp do filme e da música que parece não estar em andamento com o filme. Há muito tempo de projeção para poucos acontecimentos.

A maior falha narrativa do diretor talvez seja pelo fato de quem ouve falar de Tróia, pensa logo no "presente de grego" e toda a sua informação lúdica. Aí temos o valor do cavalo reduzido e ofuscado pelo duelo de Heitor e Aquiles.

Eis o "presente de Grego". Detalhe para o povo que ficava dançando em volta.

 Todos os personagens não tem uma bela atuação, em meio a tantas canastrices, Eric Bana se destaca um pouco mais de brilho e carisma num momento de despedida. Peter O´Toole que todos acham ser uma da melhores atuações, na verdade e destaca, pois não tem como não notar um teatral em meio a tantos cinematográficos.

Uma das qualidades do filme, vem quando trabalha uma complexidade de personagens de mitologia que geralmente é maniqueísta, não há somente o bem, não há soimente o mal, ali todos o personagens estão com essências inconstantes.

Outra grande vantagem que vejo num aspecto mai popular de e pensar, é que em nenhum momento algum personagem chega ao Páris meio de rabo de ouvido e voz de canastra e diz: - atire em eu tendão/calcanhar! Alí é o ponto fraco. A maneira descoberta veio do acaso mesclado ao catigo divino do Deus Apolo.

Há um plano de câmera muito belo também e que funciona melhor ainda como apelo emocional, quando Páris e arrasta para o pés do irmão Heitor para pedir ajuda, apedsar de piegas, o plano é bem comcebido.

Tróia veio numa hora de poucas estréias e que apesar de razoável, um filme um tanto quanto regular tem eus momento belos.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 21h27 [] [envie esta mensagem]

É você por quem eu esperava? - Sobre Nick Cave parte 2 Os quarenta dias e as quarenta noites de Cristo no deserto também dizem algo sobre Sua solidão, porque, quando Cristo assume Seu ministério nos arredores da Galiléia e em Jerusalém, Ele entra no deserto da alma, onde toda a efusão de Sua imaginação brilhante, como uma pedra preciosa, é alternadamente mal-entendida, rejeitada, ignorada, escarnecida, aviltada, e , por fim, seria a morte para Ele. Até mesmo Seus discípulos, que, é de se esperar, poderiam absorver um pouco do brilhantismo de Cristo, parecem estar imersos num eterno nevoeiro de equívocos, seguindo Cristo de uma cena para outra, com um mínimo de compreensão, ou nenhuma, do que está acontecendo à volta. Muita frustração e ira que parece às vezes quase consumir Cristo é dirigida a Seus discipulos e é um contraste com a persistente ignorância destes que o isolamento de Cristo parece total. É a inspiração divina de Cristo versus o racionalismo obtuso dos que O rodeiam que confere tensão e impulso à narrativa de Marcos. O abismo de desentendimento é tão vasto que os amigos Dele "saíram para agarrá-lo", pensando: "Ele está Louco" (3:21). Os escribas e os fariseus, com sua monótona insistência na lei, proporcionam o trampolim perfeito para as luminosas palavras de Cristo. Mesmo aqueles que Cristo cura O atraiçoam, ao correrem para as cidades afim de relatar os feitos do curandeiro milagroso, depois de Cristo insistir que não contassem a ninguém. Cristo renega a própria mãe por não conseguir compreendê-Lo. Ao longo de todo o Evangelho Segundo MArcos, Cristo está num profundo conflito com o mundo que Ele tenta salvar, e o sentimento de solidão que O envolve é às vezes insuportavelmente intenso. O último e longo brado de Cristo na cruz é dirigido a um Deus que Ele acredita tê-Lo abandonado: Eloí, Eloí, Lamá sabachthani? - Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?

Cena do filme "The Passion..." de Mel Gibson que usou da música "Darker with the day" como inspiração.

O ritual do Batismo - a morte do eu antigo para renascer - assim como muitos acontecimentos da vida de Cristo, é já temperado metaforicamente pela morte de Cristo e é Sua morte na cruz que consiste em uma força vigorosa e fantasmagórica, principalmente em O Evangelho Segundo MArcos. A preocupação com ela torna-se ainda mais óbvia devido a brevidade com que Marcos trata dos acontecimentos da vida de Cristo. Tem-se a impressão de que praticamente tudo o que Ele faz na narrativa de Marcos é, de algum modo, uma preparação para a Sua morte - a frustração com os discípulos e o medo de que não tenham compreendido o significado pleno de Suas ações, o constante sarcasmo dos oficiais da Igreja, a agitação das multidões, Seus atos miraculosos realizados de tal maneira que as testemunhas irão lembrar-se da extensão de Seu poder divino. Nitidamente, Marcos ocupa-se acima de tudo com a morte de Cristo, de tal modo que Cristo aparece completamente consumido pela morte iminente, inteiramente moldado poSua morte.

O Cristo que emerge de O Evangelho Segundo Marcos, passando pelos eventos casuais de Sua vida, guarda uma intensidade ressonante à qual não pude resistir. Cristo me tocou através de Seu isolamento, através do fardo de Sua morte, através de Sua ira contra o mundano, através de Seu sofrimento. Cristo pareceu-me, foi a vítima da falta de imaginação da humanidade, foi pregado na crus com os pregos da insipidez criativa.

Nick Cave já participou do filme "Asas do Desejo" de Win Wenders cantando a música The Carny

O Evangelho Segundo Marcos continuou a animar minha vida como fonte de minha espiritualidade, minha religiosidade. O Cristo que Igreja nos oferece, o "Salvador" plácido e inanimado - o homem que sorri bondosamente para um grupo de crianças, ou que calma e serenamente pende na cruz -, nega a Cristo Seu sofrimento potente e criativo, ou Sua ira em ebulição que nos confronta energicamente em Marcos. Por conseguinte, a Igreja nega a Cristo Sua humanidade, oferecendo uma figura que talvez possamos "louvar", mas que não nos diz respeito.

A humanidade essencial do Cristo de Marcos nos proporciona um modelo para nossa própria vida, de modo que temos algo a que aspirar, não reverenciar, que possa nos libertar da mundanidade de nossa existência, não afirmar a noção de que somos inferiore e ignóbeis. O mero louvor a Cristo e Sua Perfeição mantém-nos de joelhos, de cabeça compassivamente baixa.

Sem dúvida não era nisso que Cristo pensava. Cristo veio como libertador. Cristo entendeu que nós, enquanto humanos, estamos para sempre presos ao chão pela atração da gravidade - nossa vulgaridade, nossa mediocridade - e foi por meio de Seu exemplo que Ele deu a nossa imaginação a liberdade de elevar-se e alçar vôo.

Em resumo, ser como Cristo!


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 01h09 [] [envie esta mensagem]

Escurecendo com o dia - Sobre Nick Cave parte 1 Fiquei embalado pelo que escrevi ontem no texto sobre Jeff Buckley e decidi fazer a parte do Nick Cave que deve sair grande como o que fiz em Kill Bill do camarada Otávio Moulin. o que me inpulsionou a escrever um texto mais espiritual foi a perda de dois entes familiares. E de prache a gente fica ponderando tudo. Nick escreveu isso numa introdução de um Evangelho de São Marcos.

Nick Cave, o anjo caído. Um dos melhores em músicas introspectivas.

Quando comprei meu primeiro exemplar da Bíblia, na versão do rei Jaime, senti-me atraído pelo Antigo Testamento, com se Deus maníaco e punitivo, o qual tratava de Suas punições da humanidade resignada que me deixaram de queixo caído, perplexo diante da profundidade de seu espírito vingativo.

Eu tinha um interesse cada vez maior na literatura violenta, acompanhado de uma noção sem nome da divindade das coisas, e , no início dos meus vinte anos, o Antigo Testamento falava a essa parte de mim que insultava, rosnava e cuspia no mundo. Eu acreditava em Deus, mas também acreditava que Deus era maligno, e, se o Antigo Testamento era Testamento de de alguma coisa, era testamento disso. O mal parecia viver tão próximo da superfície da existência dentro dele que era possível sentir seu hálito exasperado, ver fumaça amarela espiralar de suas inúmeras página, ouvir gemidos de desespero de gelar o sangue. Era um livro maravilhoso, terrível,e era a sagrada escritura.

Mas a gente cresce. Cresce sim. E amadurece. Botões de compaixão irrompementre as rachaduras no solo escuro e cáustico. A raiva deixa de precisar de um nome. A gente já não encontra consolo em observar um Deus pugnaz atormentando uma humanidade desgraçada quando aprende a perdoar a gente mesmo e o mundo. Esse Deus dos tempos antigos começa a se transmutar no coração da gente, metais comuns começam a se transformar em ouro e prata, e a gente se compadece do mundo.

Então um dia conheci um vigário anglicano que me sugeriu que eu desse uma pausa no Antigo Testamento e lesse O Evangelho Segundo Marcos. Eu não tinha lido o Novo Testamento naquele período porque o Novo Testamento era sobre Jesus Cristo e o Cristo de que eu me lembrava da época de menino de coro era aquele indicíduo meloso, todo amoroso e debilitado de que a igreja era sectária. Passei anos da pré-adolescencia cantando no coro da Catedral de Wangarafta e me lembro de pensar, mesmo naquela idade, que essa coisa toda era um bocado rala. A Igreja Anglicana: o culto descafeinado e Jesus era o Senhor.

"Por que Marcos?", perguntei.

"Porque é curto", respondeu ele.

Bom, naquela época eu tava disposto a experimentar qualquer coisa, por isso segui o conselho do vigário e li, e O Evangelho Segundo São Marcos simplesmente me arrebatou.

E isso me faz lembrar daquele retrato de Cristo, pintando por Holman Hunt, onde aparece de manto, vistoso, segurando uma lanterna, batendo a uma porta. A porta que se abre para o nosso coração, provavelmente. A luz é a mortiça e manteigosa nas trevas que envolvem tudo.

Conforme o citado, Cristo por Holman Hunt

Cristo chegou a mim desse jeito, lumen Christi, com uma luz mortiça, uma luz triste, mas luz suficiente. De todos os textos do Novo Testamento - dos quatro Evangelhos, passando pelos Atos dos Apóstolos e a complexa e persuasiva Epístola de Paulo, até o arrepiante e repugnante Apocalipse - , foi O Evangelho Segundo Marcos que realmente me pegou.

Os estudiosos em geral concordam que o de Marcos foi o primeiro dos quatro Evangelhos a ser escritos. Marcos tirou da boca dos professores e profetas a misturada de acontecimentos em que consistia a vida de Cristo e fixou esses acontecimentos numa espécie de forma biográfica. Fez isso com uma insistência tão ávida, com uma intensidade narrativa tão compulsiva, que nos lembramos de uma criança contando uma história extraordinária, acumulando fato sobre fato, como se o mundo inteiro dependesse dela, da qual evidentemente, para Marcos, dependia. "Logo" e "imediatamente" ligam um acontecimento a outro, todo mundo "corre", "brada", fica "admirado", inflamando a missão de Cristo com uma urgência atordoante. O Evangelho de Marcos é um intrépito de ossos, tão cru, nervoso e parco de informações que a narrativa sofre com uma melancolia da ausência. Cenas de profunda tragédia são tratadas com tal trivialidade e economia rudimentar que quase se tornam palpáveis na desolação desamparada. A narrativa de Marcos começa com o batismo e "imediatamente" somos confrontados com a figura solitária de Cristo, que é batizado no rio Jordão e impelido para o deserto. E lá permaneceu "quarenta dias, sendo tentado por Satanás. Vivia com os animais e os anjos o serviam."(1:13). Ísso é tudo o que Marcos diz acerca da tentação, mas o versículo é tipicamente vigoroso devido à simplicidade e à parcimônia misteriosa.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 14h14 [] [envie esta mensagem]

Nossa Redenção de Cada dia! Não gostaria que eu sentisse que traí o espaço para música reservado aos meus ídolos que mesmo tendo caráter cinematográfico, o blog merecia e prometi que um dia teria. Poderia começar falando de cantores foda como Iggy Pop, Nick Cave, Johnny Cash, Chris Isaak, Brian Setzer, Brian Wilson e bandas foda como Social Distortion ou Rocket From the Crypt entre outras que sei mas não vou citar na íntegra aqui.

Decidi comentar de um cantor que tive a chance de ouvir e me identificar quando estava indo na falha tentativa de ver "O Prisionei da Grade de Ferro" do amigo Paulo Sacramento na rede Playarte de cinemas. Estava eu e meu aluno Vinicius.

O cara estava ouvindo um cantor que me chamou tanto a atenção como estes acima.

Jeff Buckley e seu álbum "Grace".

Voz sincera quase um lamento.

Ao procurar a história do cara, ela é, ou melhor era bem pesada.

A honestidade já vem com fatos como não dar atenção para imprensa e mídia. A revista People havia colocado ele em uma das pessoas, ou melhor , homens mais bonitos no ano culminando no arremesso da revista para longe "Isso não significa porra nenhuma para mim".

Ainda pesquisando na net, ha um texto onde num show o cantor escancara: "quando nasci, meu avô me olhou e disse, 'yeah, ele se parece exatamente com um filho da puta".

Toda sua carreira não foi acalentada, mesmo sendo filho de Tim Buckley, que o rejeitara ainda no ventre da mãe e morreria pouco depois de conhecer Jeff já aos oito anos. Tim morrera de overdose ainda novo, 28 anos de idade.

Sua carreira antes do álbum Grace, já ocorria quando tocava em bares e clubes underground. E como já percorro este caminho, as obras são reflexos de seu criador.

As letras de Buckley mostram o desafeto que teve com o pai e trazem a tona sempre a dor a espiritualidade e redenção em folk, blues, jazz e rock. A voz do choro só parou quando tragicamente, numa viagem até Mud Island Harbor nas margens do rio Mississipi seu corpo desapareceu e foi encontrado quatro dias após.

Portanto, aos baixam músicas na net fica a dica de Jeff Buckley com seu álgum Grace ou os singles que saíram depois.


Escrito por Vebis "El Cabrón" Junior às 01h05 [] [envie esta mensagem]

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