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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

O Coronel desertor foi legitimamente um homem foda!

"EU PODERIA TER SIDO ALGUÉM NA VIDA"

No filme "Sindicato de Ladrões" ele representou um ex-pugilista que se volta contra seus amigos e seu irmão em um sindicato corrupto.

Em uma das cenas mais famosas do cinema, Brando diz a seu irmão, representado por Rod Steiger: "Oh, Charlie, oh, Charlie... você não entende. Eu poderia ter tido classe. Eu poderia ter sido um adversário sério. Eu poderia ter sido alguém na vida, em lugar de ser um joão-ninguém... que é o que sou".

Na década de 1960, Brando começou a atuar no movimento em prol dos direitos civis, especialmente em defesa dos indígenas americanos. Em 1973 ele enviou a atriz indígena Sacheen Littlefeather ao palco do Oscar para falar da difícil situação dos índios no país.

A crítica saudou -- e também arrasou -- suas atuações em "O Último Tango em Paris" (1972) e em "Apocalypse Now" (1979), mas Brando também era conhecido por ser um de seus próprios críticos mais intransigentes.

"Até hoje, não sei dizer do que tratava 'O Último Tango em Paris"', escreveu em sua autobiografia, publicada em 1994. Ele também afirmou ter convencido Francis Ford Coppola a marginalizar seu papel do enigmático coronel Kurtz em "Apocalypse Now" apenas para aumentar o mistério em torno do personagem.

"O que eu realmente queria, desde o começo, era encontrar uma maneira de diminuir meu papel, para não precisar trabalhar tanto", disse.

Como Jor El, veja como o homem foda condenou estes vilões estranhos!

Na década de 1990, Brando saiu de seu isolamento de uma década para assumir papéis pequenos em filmes menores, muitas vezes em troca de cachês exagerados. Dois exemplos são "Um Novato na Máfia", ao lado de Matthew Broderick, e o retrato que fez de um psiquiatra bondoso em "Don Juan DeMarco", de 1995, ao lado de Johnny Depp, lhe valeu 3 milhões de dólares em um filme orçado em 15 milhões.

Brando se casou três vezes, sempre com atrizes pouco conhecidas: a galesa Anna Kashfi, a mexicana Movita Castenada e a taitiana Tarita Tariipia, que atuou com ele em "O Grande Motim".

E o bom e velho Kirk Douglas está desmanchando vivo mas não morre! Pelo jeito, Spartacus ainda vai enterrar muita gente!


Escrito por Vebis às 22h45 [] [envie esta mensagem]

O homem da manteiga vai deixar saudades!   Uma matéria que saiu na Hp da Yahoo. esta e a próxima postagem!

Manchetes
Sex, 02 Jul - 16h01
Marlon Brando, o rebelde das telas, morre aos 80 anos

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LOS ANGELES (Reuters) - Marlon Brando, um dos atores mais influentes de sua geração, morreu na quinta-feira, segundo relatos da mídia divulgados na sexta-feira e que teriam como fonte seu advogado. Ele tinha 80 anos.

Um amigo da família disse à Fox News que Brando morreu na noite de quinta-feira em um hospital de Los Angeles, onde tinha sido internado na quarta-feira. A causa da morte não foi informada até o momento.

Com seu nariz quebrado e sua natureza rebelde, Brando foi pioneiro de um estilo de atuação mais naturalista e definiu o homem viril americano para toda uma Geração, com atuações clássicas como em "Uma Rua Chamada Pecado" ("A Streetcar Named Desire", de 1951), "O Selvagem" ("The Wild One", de 1953) e "Sindicato de Ladrões" (On The Waterfront, de 1954).

Para muitos, Brando nunca deixou de ser o motociclista rebelde que retratou em "O Selvagem". Ao ser questionado sobre contra o que ele se rebelava, Brando respondeu: "O que você tem?"

Brando ganhou um Oscar por "Sindicato de Ladrões" e outro pelo retrato do patriarca mafioso que criou em "O Poderoso Chefão" (1972).

Mas ele também se rebelou contra Hollywood e, ao longo de uma carreira tempestuosa, se irritou com a pompa que acompanhava o estrelato. Em 1973, ele recusou seu segundo Oscar, como protesto contra o tratamento dado aos índios americanos.

Nos últimos anos, seu brilho como ator foi obscurecido por sua excêntrica reclusão, sua vida familiar tumultuada e as disputas financeiras em que se envolveu.

Cena do filme O Último Tango em Paris em que Maria Scheneider foi vítima da manteiga! 

Christian Brando, seu filho com sua primeira esposa, a atriz galesa Anna Kashfi, foi condenado a 10 anos de prisão pelo assassinato, em 1990, do namorado de sua meia-irmã, Cheyenne. Em 1995, Cheyenne cometeu suicídio, aos 25 anos de idade.

Marlon Brando, que recebeu a quantia, espantosa na época, de 14 milhões de dólares por sua rápida participação em "Superman -- O Filme" (de 1978), continuou mergulhado em disputas legais em torno de dinheiro até suas últimas semanas de vida.

Ele investiu milhões de dólares em Tetiaroa, um atol no Pacífico Sul que ele comprou em 1966 e onde passou boa parte da década de 1980, curtindo o fascínio que sentira pelo Tahiti em sua infância e que foi reaceso durante as filmagens de "O Grande Motim".

Brando costumava dizer que fazia cinema exclusivamente pelo dinheiro. "Atuar é uma profissão vazia e inútil", declarou. Mesmo assim, ele inspirou uma geração inteira de beatniks e atores rebeldes, incluindo James Dean.

ATOR UNIVERSAL

Marlon Brando nasceu em 3 de abril de 1924 em Omaha, Nebraska, filho de um vendedor de carbonato de cálcio e de uma atriz que dava aulas a um grupo de teatro local. Ele foi enviado a uma academia militar no Minnesota, mas não demorou a ser expulso de lá.

Logo depois ele se mudou para Nova York, onde suas duas irmãs estudavam arte e teatro. Lá, começou a fazer teatro, tendo estudado com a famosa professora Stella Adler e no Actors' Studio.

"Marlon nunca teve realmente que aprender a atuar. Ele já sabia", disse Adler certa vez. "Desde o começo ele foi um ator universal. Nada que fosse humano lhe era estranho".

Em 1946 os críticos escolheram Brando como o ator mais promissor da Broadway pelo papel de veterano da 2a Guerra Mundial que voltava para casa no fracasso de bilheteria "Truckline Café".

Brando quebrou o nariz fazendo brincadeiras nos bastidores e ganhou fama por ser temperamental e mal-humorado. Quando fazia teste para um papel numa comédia de Noel Coward, ele jogou o roteiro para o lado e perguntou: "Vocês não sabem que há pessoas morrendo de fome no mundo?"

Em 1947, o dramaturgo Tennessee Williams aprovou a escolha de Brando para representar o brutal Stanley Kowalski na produção teatral de "Um Bonde Chamado Desejo".

Brando resistiu às investidas de Hollywood até 1950, mas a partir desse ano começou a brilhar em atuações memoráveis na versão cinematográfica de "Um Rua...", dirigida por Elia Kazan em 1951, e em "Viva Zapata!", de 1952, a história do líder revolucionário camponês mexicano Emiliano Zapata.

 


Escrito por Vebis às 22h40 [] [envie esta mensagem]

Lá se vai um ídolo autêntico!

Aqui com Vivian Leigh em Uma Rua chamada Pecado do Kazan.

Ganhar um Oscar e mandar uma índia (tudo bem, sei que não era uma índia) para receber a estatueta é uma atitude de " homem-foda ". Afinal Jor-El era pai de Super-Homem! Don Corleone era o mafioso mais temido! Coronel Kurtz quase levou o Capitão Willard à loucura (quase levando o próprio corpo de Willard, o MArtin Sheen).

O Dennison até colocou uma parte foda dos diálogos na lista:

- ...who are you?
- I am a soldier...
- No, you´re not... you are just an errand boy, sent by the
grocery clerks, to collect the bill.

Trabalhar com Elia Kazan, Coppola, Bertolucci e outros nomes de peso confirmam a posição de " Homem-foda ". Sentiremos saudades!

Quando se abre a boca para falar: Cinema, sabe-se que O Poderoso Chefão é quase o símbolo desta arte!


Escrito por Vebis às 22h35 [] [envie esta mensagem]

Arrebatado por uma porrada no estômago e outra no coração! Como poder descrever um dia que você recebe os maiores chacoalhões possíveis? Se minha vida eu escolhi que fosse pautada por cinema, por ele me vem surpresas incríveis! Ontem, meu amigo Grão casou. Depois do casamento tive uma excelente noite. Na manhã deste Domingo continuei o segundo dia do curso de Cineclubismo que estava fazendo.

acabou o curso, fomos todos co o risco do carro dar uma nova Zica vera mostra de metacinemas e ver o filme "O Desprezo" de Jean-Luc Godard.

Depois vimos "Vento do Leste" do grupo Dziga Vertov (que na verdade no final ficou com a cara do Godard também) e mesmo com todo manifesto de Guerrilha proposto neste filme, O Desprezo me arrebatou para outro universo que me lembrou da minha necessidadede abandonar um passado para abraçar o futuro que chega.

Comentei com o Francis que estava praticamente difícil pensar por onde começar a testar minha crítica deste filme neste blog, e ele comentou que realmente seria difícil. Por isso, resolvi tomar o mesmo caminho do Guilherme Martins e comentar do filme que foi visto e as primeiras impressões.

Ao sair do filme estragado por comer churros gordurosos, visitamos um amigo para ir ao velório da mãe do meu afilhado, Dona Arlete que praticamente fez todas minhas fantasias de "Guerra nas Estrelas"! Ficar num velório não é comigo!

Fritz Lang e Brigite Bardot numa cena do filme.

Depois do velóri me vejo aqui a digitar estas palavras enquanto vejo um filme com a belíssima Franka Potente, procurei o nome do filme para colocar algo dele aqui, mas não identifiquei! Mas a cena que me chamou atenção foi quando um dos caras secundários pega a Fran e faz uma traqueostomia para salvá-la, despertando paixão pelo rapaz! Há também a cena de um louco que depois de se decepcionar se tranca num quarto para mastigar cacos de vidro de lâmpada fluorescente. Pesquisando aqui, parece que se chama "A Princesa e o Guerreiro" do diretor Tom Tykwer (De "Corra Lola Corra")

Mas sejamos francos, é du Caraio imaginar que você pode se apaixonar por alguém que salva sua vida fazendo traqueostomia. e que quando você encontra estas pessoas ao vivo diz a elas que: "Você me causou problemas para dormir".

Franka Potente a mulher estranha mais sensual da atualidade no cinema alemão.

Voltando no caso de O Desprezo, o filme é sobre um roteirista que abandona o teatro para fazer o roteiro para o cinema, para um filme que será dirigido por Fritz Lang (interpretando ele mesmo) e que a grana que virá do roteiro ele melhorará a vida dele e de sua esposa (Brigite Bardot)a partir da grana de um produtor mala norte-americano (Jack Palance).

O filme me destruiu, uma vez que o Francis contou que quando o filme "O Ano PAssado em Marumbá" do Renais foi exibido e saíram para fora da sala ao final da projeção e encontraram um dos principais críticos mais chatos sentado na guia e chorando muito.

O momento que o cara se livrou do roteiro de cinema, ele jogou pras picas seu emprego, sua mulher e libertou-se. O produtor que sofre um dano junto a garota, de certa forma liberam a vida do roteirista e do Diretor Fritz Lang que estava aprisionado de alguma maneira numa péssima adaptação de Ulisses. Algumas memórias na minha cabeça martelam sem dó nem piedade, como além de situações tranquilas como a garota Michelle (Bardot) que jura ao marido que o ama ...caralho, não havia resquícios de erro, mas quem esta a flor da pele entende que quando ela confirma tudo vai para casa do caralho! Exatamente onde não tinha o problema latente, notei que estava por nascer uma catástrofe! O pior, degradante quando depois de uma pequena discussão em forma catarse eles diluíam o problema numa bela trepada.

Algumas cenas suaves em que a câmera circula umas estatuetas (como Netuno, Perseu etc) já trazem um prenúncio da ação divina do diretor sobre as novas veredas que os personagens cairão. A trilha sonora é como dizia o Álvaro Pereira Junior, de fazer estátua de Pedra Chorar.

Há cenas que se imprimiram na minha mente para sempre! Ver Fritz Lang sair da sala de projeção e limpar aquela lente de caolho enquanto passa por pôsteres de “Hatari” do Hawks, “Viagem à Itália” de Rosselini trazem um clima perfeito para o nome da mostra, o metacinema, o cinema de cinema que o próprio Carlão sempre coloca e outros detalhes que passam pelos olhos de um cinéfilo diferente!

Os cartazes ao fundo trazendo o melhor do metacinema..


Escrito por Vebis às 13h44 [] [envie esta mensagem]

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