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mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Inimigo Meu Esta foi a matéria que a revista que faço críticas, a Sci-Fi News limou para este mês. Fazer o que, né?

Com Fahrenheit 11 de Setembro, Michael Moore mostra como as armas de destruição em massa não estão apenas nas mãos do alvo, George W. Bush.

No extenso universo da linguagem cinematográfica, aprendemos que pelo menos existem dois tipos de documentário: os que retratam alguma situação a ser mostrada e os que defendem um ponto de vista.

Desde seu primeiro filme até Fahrenheit 11 de Setembro, o diretor e metralhadora giratória Michal Moore joga ética pela janela e parte para o vale tudo em denegrir a imagem de alguém que já não entendemos como continua no poder.

Nos documentários de um respeitado diretor nacional, Eduardo Coutinho, especificamente em Santo Forte-documentário sobre a fé pessoal-a câmera se faz presente em certos momentos que passam despercebidos pelo seu alvo, pois o diretor não quer forçar a barra, ou tirar aquilo que quer ouvir, ao contrário, monta a câmera, deixa ela ligada e garimpa da pessoa suas verdades.

Moore manipula (ou pelo menos tenta) todas massas, edita de tal maneira que a linguagem vislumbra o espectador que se deixa levar pela viagem proposta por uma narração suave, como quem conta um conto infantil de um bicho papão. Todos os recursos da linguagem tomam um partido. É o mesmo objeto (a câmera) com diferente finalidade para o mesmo gênero de filme. No seu documentário anterior, “Tiros em Columbine”, dois momentos considerados Fakes pelos especialistas são justamente os que abraçam o filme, no início quando consegue obter a arma através de abertura de conta em banco e no final ao questionar Charlton Heston sobre sua associação pró-armas, mas acredito que quando se monta um “pequeno” esquema para favorecer todo conjunto da obra, sai justificado pelo produto final, um belo documentário bem conduzido e elaborado, questionando o problema latente norte-americano, ai o filme flui muito bem sem cansar os ouvidos ou visão.

Como o alvo desta vez não é a hipocrisia americana, mas o cargo mais alto talvez do globo terrestre, é utilizado todo tipo de tramóias e golpe sujo para jogar a bolinha certeira para derrubar aquele caubói no caldeirão de água fria.

A idéia principal do filme é provar que mesmo antes dos atentados terroristas de 11/09 o presidente George W. Bush tinha fortes ligações com famílias sauditas, seu interesse de família pelo petróleo palestino, a omissão de grandes órgãos da imprensa, a colaboração do FBI em deixar a nação sob o medo constante culminando na dura analise da administração. O nome veio de inspiração de um e-mail que o diretor recebeu de um fã no dia dos atentados conciliando mais tarde a temperatura necessária para se queimar livros e até mesmo a própria liberdade civil.

Enquanto o filme se preocupa em levantar fontes confiáveis desde o início como fraude nas eleições, e calando vozes negras no congresso, documentos de queima de arquivo que comprometem a família inteira do texano, os danos às pessoas inocentes do Iraque e Afeganistão, sem apelar para imagens fortes e até mesmo a fraqueza pela ignorância populacional norte americana, a valsa é bem dançada. A vertigem só atrapalha a dança quando surgem personagens tão parciais que o espectador mais consciente possível começa a se questionar se aquilo que está vendo é verdade ou não. Como todo documentário, temos personagens. Um deles escolhido por Moore é Lila, uma mãe patriota que perdeu seu filho na guerra. O fato levantado de que a cidade passava por alto índice de desemprego, resultando no recrutamento militar dos jovens da região é pautável. O exagero estraga quando leva a mãe até os arredores da Casa Branca que está cercada e esta afirma que já sabe onde poderá chorar e gritar seu ódio no novo muro das lamentações, uma conexão ao fato de que o lugar agora é cercado por um tipo de muro.

Tarantino não assumiu seu erro, mas quando presidiu a mesa dos jurados no último festival de Cannes, ao entregar o prêmio nas mãos de Moore, jurou ao pé do ouvido do documentarista que não era um prêmio político, sendo que ali naquele momento estavam coroando uma das maiores retaliações que o presidente não esperava: o primeiro passo de tornar pop a idéia que os meios de comunicação tem de formar opiniões ou no caso, sobre um mal-estar mundial personificado pela gestão do presidente norte-americano.

Os méritos do filme ficam pela profunda pesquisa em acesso de imagens que poucos sabem como conseguir (o que na realidade só é preciso de predisposição), ou documentos sabotados que segundo ele, já possuía antes de falsificado, e claro, o fato de tornar pop, um gênero que poucos conseguem ver como o documentário. Só deve ser visto com méritos pelo propósito, pois Moore é o Bush do avesso.


Escrito por Vebis às 16h32 [] [envie esta mensagem]

Sessão Dupla do Comodoro Copiado do blog do Carlão....o texto vale a pena ler! Local: CineSesc (rua Augusta, 2.075)

Dia 04 de Agosto – Quarta-feira – 21.30

Sessão gratuita – As senhas deverão ser retiradas meia-hora antes da sessão.

INCUBUS

Escrito e dirigido por Leslie Stevens Produzido por Anthony M. Taylor Diretor de fotografia: Conrad Hall Editor: Richard Brockway Música: Dominic Frontiere / falado em esperanto, com legendas em inglês tempo: 76 mins ano de produção: 1965 ano da restauração digital: 2001 elenco: William Shatner, Allyson Ames, Eloise Hardt, Robert Fortier, Ann Atmar e Milos Milos.

SINOPSE: Numa estranha ilha habitada por espíritos e demônios, um homem luta contra as forças do mal. Um jovem demônio, encarnado na figura de uma mulher nova e bonita, sente-se apaixonado por um honrado soldado. A irmã mais velha da jovem, também um demônio, ultrajada pela relação abjeta, convoca as forças do poder maligno do irmão primogênito, um demônio ainda mais feroz, que irá brutalizar a irmã do soldado.

"INCUBUS" é o terceiro longa metragem de um dos diretores mais inventivos do cinema americano da década de 60, Leslie Stevens, autor dos excepcionais PROPRIEDADE PRIVADA (Private Property - 1960), A TERRA QUE AMAMOS (Hero's Island - 1962) e do notável seriado para televisão QUINTA DIMENSÃO (The Outer Limits - 1963). Stevens foi um dos discípulos mais talentosos da Mercury Players, de Orson Welles. INCUBUS é um dos sete únicos filmes rodados (e falados) em esperanto que existem no mundo.

Assim que foi apresentado no Festival de Veneza, com inesperado sucesso, o filme foi tirado de circulação pelo diretor Leslie Stevens, traumatizado com a série de infortúnios que acompanharam a conclusão do filme: a atriz Ann Atmar (que interpreta a irmã do soldado e é brutalizada pelo demônio) se suicida; Milo Milo (o ator iugoslavo que interpreta o demônio) mata a mulher do ator Mickey Rooney, Barbara Ann Thompson Rooney (de quem era amante) e se suicida em seguida; poucos dias depois, a esposa do próprio Stevens morre estupidamente de uma doença misteriosa. Stevens abandona o cinema de longa metragem e enfurna-se na televisão. Aos poucos, começa a se dedicar a produzir e dirigir somente filmes para crianças e para tv. No final da vida ainda ensaiou voltar ao longa metragem com uma comédia adolescente. Para aumentar o mistério que acompanhou a finalização de INCUBUS, todo o seu negativo e cópias processadas nos laboratórios americanos sumiram, como por encanto, e nunca foram encontradas. Foram inúmeras as versões para o desaparecimento do filme, uma delas a de que o próprio Stevens teria pagado a um funcionário do laboratório para sumir com todo o material. Outros afirmam categoricamente que o filme sumiu nos porões da UCLA.

O produtor Anthony M. Taylor ficou sabendo, vinte anos mais tarde, que uma cópia, legendada em francês havia sido localizada na Cinemateca Francesa,. Conseguiu restituí-la, mas esperou Leslie Stevens autorizar a sua restauração digital. Stevens morreu em abril de 1998 e Taylor pode finalmente realizar todo o precioso trabalho de restauração digital do filme (a partir da cópia francesa - por isso a legendagem em inglês aparece em cima de uma tarja preta que, obviamente, esconde as legendas em francês) que foi acompanhado de perto pelo genial diretor de fotografia William A. Fraker, na época da filmagem, assistente do mítico Conrad Hall.

William A. Fraker conta que Leslie Stevens instruiu obsessivamente Conrad Hall a buscar os tons cinza-chumbo dos filmes de samurai japoneses, e que foram os filmes de Massaki Kobayashi (e não os de Bergman), a maior fonte de inspiração do jovem diretor.

AUDITION

diretor: Takashi Miike tempo: 115 mins ano de produção: 1999 elenco: Renji Ishibashi, Ryo Ishibashi, Jun Kunimura e Miyuki Matsuda Premiado no FANTASPORTO (melhor filme e diretor), ROTTERDAM (Fipreci Prize)

Sinopse - Executivo de uma estação de televisão fica viúvo muito cedo e é convencido - quase obrigado - pelo melhor amigo e pelo filho adolescente a procurar uma nova esposa. Para tanto, o amigo promove um falso concurso na televisão, na tentativa de encontrar a mulher perfeita para o tímido amigo. Através dessa falsa "audiência" surge uma linda mulher, aparentemente meiga e submissa; logo, a pretendente perfeita. Os dois começam a se relacionar afetiva e fisicamente e a mulher ideal vai aos poucos revelando a sua face mais sombria.

Miiki Takeshi já foi definido como "o mais bizarro e fascinante diretor de filmes de gênero do cinema contemporâneo", e AUDITION como a mais traumática experiência de impacto junto às platéias de cinema desde PSICOSE, de Alfred Hitchcock. O livro de Tom Mes, "Agitator - The Cinema of Takashi Miike", da Fab Press, lançado muito recentemente, sobre a obra do incansável jovem diretor japonês (que faz uma média de três longas metragens por ano) já está em segunda edição, quase esgotada. Miiki Takeshi é um dos diretores da nova safra, mais cultuados no mundo inteiro. Conforme o IMDB, Miiki Takeshi já realizou, de 1991 até hoje, entre filmes para cinema, televisão e vídeo, 60 produções como diretor. O excelente ator protagonista Renji Ishibashi, que interpreta o viúvo, tem atuado também em inúmeras produções americanas do gênero "ação extrema", como "American Yakuza II".

Reproduzo abaixo o impacto que a descoberta de AUDITION me provocou, no Festival de Rotterdam de 2.000, onde compareci por ocasião da exibição de "Dois Córregos". Na época, eu escrevia semanalmente uma coluna chamada "Cartas do Reichenbomber", no site de cinema do provedor ZAZ (hoje TERRA). "Dia seguinte, lá fui eu enfrentar a mesma fila do dia anterior para descolar um lugar no filme do tal japonês. O nome, AUDITION, e as fotos do catálogo não diziam nada. A sala apinhada, o apresentador chama o cineasta. Surge um garotão com os cabelos tingidos de ruivo. Começa o filme. Um viúvo de quarenta anos, que trabalha numa estação de televisão independente, tenta sobreviver com dignidade e sustentar seu filho adolescente, com quem tem um entendimento quase fraterno. O filho e os amigos tentam convencê-lo a se casar de novo, ele reluta. Após quase dezesseis anos ainda não esqueceu a esposa. O melhor amigo resolve ajudá-lo a encontrar uma mulher à altura da falecida.

Forjam uma série de televisão e a escolha de uma protagonista inexperiente. Inicia-se a tal audição do título. Mais de vinte mulheres são testadas. A mais tímida de todas, mas fascinante em sua beleza incomum, chama a atenção do viúvo. O herói vai lentamente iniciando a corte à misteriosa jovem. É inacreditável, mas o que se vê na tela, lembra, e muito, o estilo quase litúrgico de Kieslovski. Difícil não lembrar de NÃO AMARÁS: a mesma tranqüilidade na forma de filmar, a textura da luz, a delicadeza de encenação, a economia de movimentos, os closes reveladores, os olhares que dialogam ... O tal Miike sabe filmar com o pé nas costas e com o essencial de condições ... E, de repente, o mundo desaba ... No meio do filme, começa um outro filme ... Kieslovski se transfigura, de um momento para o outro, em Dario Argento, quando não em Lúcio Fulci ...

É ver para crer ... a mesma platéia que estava enternecida pelo romance ansiosamente aguardado, agora geme de horror na poltrona ... em uma das cenas menos atordoantes a linda heroína decepa o pé do viúvo com fio de aço ... na tela, detalhes esdrúxulos de dentes trincando, sangue esguichando pelo quimono da amante ensandecida, ossos estilhaçados ... o público grita com agonia na sala apinhada, mas não arreda o pé das imagens nauseantes ... Miiki é um sádico de respeito. Faz a platéia respirar aliviada quando tudo parecia ser apenas um sonho ruim ... mas termina revelando que o pesadelo estava apenas começando... " - Carlos Reichenbach— Cinema/TERRA


Escrito por Vebis às 02h53 [] [envie esta mensagem]

A cada nova linha temporal, um gênero diferente! Efeito Borboleta Este filme, fui ver de mente aberta e olhos livres. Um triller psicológico onde o personagem principal tem problemas de memória. Este problema, faz com que ele se perca no tempo embarcando em uma linha temporal diferente da que vive. A cada vez que tem o contato com o passado, ele volta o tempo tomando um caminho diferente do que estava, como se estivesse tendo uma segunda chance de mudar o caminho que estava, tornando-se um novo personagem para o ambiente que chega.

Toda engrenagem que está presente no filme, desde a idéia de como seria o roteiro foi algo que me emcheu de curiosidade.

O ator, apesar de vir de televisão, tornou-se um belo protagonista mandando bem na atuação, dependendo do viés do filme. O filme não estava me descendo na projeção, foi conseguir minha simpatia com o passar do tempo e quando as peças foram se encaixando. Nào havia aprovado muito o filme, até nos debates com alunos dentro da lista de discussão, mas na cabine do filme "Eu, Robô" encontrei o Cláudio, amigo nosso e escreve também e me apresentou a idéia de que a viagem e as cenas forçadas tem uma certa lógica.

Assim que receber o email dele, reforçarei minhas colocações sobre o filme. Por enquanto 1 ou 2 estrelas.

Desde este comentário terminarei com o rating:

Cotação: **
Escrito por Vebis às 00h49 [] [envie esta mensagem]

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