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Um olá e a Vida de Pi

Olá.  Apresentações são sacais, então, serei breve.  Sou o Almir.  Ponto.

O sensacional proprietário deste blog foi muito gentil em me permitir escrever por aqui, e a idéia era escrever sobre cinema...mas...bem...eu acabei não escrevendo nada sobre cinema nos últimos dias.  Por outro lado, terminei de ler um livro que me agradou demais, então, seguem umas palavrinhas a respeito.  Ah, quanto ao cinema: este livro daria um Náufrago melhor que o de Zemeckis, porque um tigre é mais interessante que uma bola!  E Richard Parker é um nome melhor que Wilson (perdoem-me, Wilsons). 

Bem, o livro: A Vida de Pi, de Yann Martel, é a história de Pi - um garoto indiano de 16 anos - que, após um naufrágio, se vê preso na imensidão do Oceano Pacífico em um bote salva-vidas, junto com uma hiena, uma zebra, algumas moscas, um orangotango, um rato, e, o mais importante, um tigre de bengala chamado Richard Parker - e como ele sobrevive a mais de 200 dias nesta situação periclitante.

Há um tom fabuloso, fabular, falacioso, na narração - iniciada pelo autor, introduzindo a história do protagonista,  depois pelo próprio Pi, transcrita pelo narrador, e por fim com as gravações de japoneses que entrevistam o garoto quando finalmente aporta em terra firme.

Sim, Pi sobrevive ao martírio no mar - e saber disto desde praticamente as primeiras páginas de modo algum diminui a intensa curiosidade despertada pela narrativa.  Delicioso.

Almir (asdf)


Escrito por Vebis às 17h50 [] [envie esta mensagem]

Tirem esta mulher do meu lençol!

Esta seria a crítica que sairia na revista Sci-Fi NEws deste mês com minha assinatura, mas como limaram, vai pro blog aqui!

 

Chegou aos cinemas neste mês de janeiro, fraco em estréias de filmes do nosso gênero favorito, um pequeno solitário filme que encheu as salas tendo um recorde de público de 700.000 pessoas na primeira semana nas nossas salas brasileiras.

“O Grito” de Takashi Shimizu é um remake do próprio diretor (da sua série Ju-on e The Grudge), mas bancado por Sam Raimi que é o diretor de O Homem-Aranha I e II e seus antecedentes apontam A trilogia da “Morte do Demônio” como um trunfo para liberdade do diretor nipônico nesta versão americana para as telas mundiais.

É quase a mesma situação de “O Chamado” que tem o seu remake americano pelas mãos de Gore Verbinski que faz uma pequena miscelânea dos três filmes da série “Ringu” de Hideo Nakata. Este, já que o citamos, está finalizando a segunda versão americana de “O Chamado” e cedeu os direitos de seu outro trabalho “Dark Water” para nosso brasileiro Walter Salles. Estranhou? Eu também.

                                                

 Mas voltando ao assunto, ao que parece, transportar filmes de terror japonês para os EUA tem sido lucro, ainda mais quando se traduz o filme inteiro para o país do Loby.

Neste filme, a história não é nem um pouco complexa, pois retrata de uma lenda urbana de mãe e filho que foram assassinados e que assombram a casa e não poupam ninguém que possa vir morar na mesma casa, ou ter contatos com quem por ali morou e ficou em estado catatônico.

Para aqueles que não estão acostumados com a morbidez oriental, o filme se torna um prato cheio de maus momentos com ingredientes de poder da imagem que coloca a adolescência em insônia no período pós-filme.

E as opiniões estão todas divididas: há os que gostam porque na verdade diferem do terror que estão acostumados, há também os que detestam com argumentos de “olhar viciado”, pois cobram que o filme tenha uma solução para o problema apresentado.

                                           

A análise crítica deste filme apresenta algumas diferenças se comparados à versão original que veio das mãos do mesmo diretor. A narrativa do filme é defeituosa, tendo apenas os poderes de imagens impressionantes do fantasma da mãe que chocam a platéia e que nas duas versões funcionam no exercício do medo. O excesso de explicações tende a macular aquilo que numa versão original não se explica e não deixa a peteca cair e o prende durante todo o filme.

É vero que não existe regra ou fórmula certa para um verdadeiro filme de horror, mas que fique claro que este gênero requer um trabalho de atmosfera na narrativa que não se vê há um bom tempo no cinema americano que opta valorizar os pequenos sustos momentâneos até mesmo quando não cabe no filme como, por exemplo, ver  fantasma de mulher no ônibus, ou usar de um ângulo de câmera de dentro do armário como se fosse a visão de um fantasma para concluir em desperdício de um plano que na linguagem cinematográfica tem um sentido no seu uso.

                                           

Por fim, é realmente transportar um mito intrigante japonês com todo seu peso que monta um medo, para o universo dos sustos sabotando a narrativa para neutralizar situações de se tornar um filme apavorante. Fica minha dica de que no Oriente ainda temos gênios do cinema de horror que completam o universo e precisam ser reconhecidos como o “gênio freak”  Takashi Miike dono de apavorantes filmes como Ichi the Killer e Audition, o terror refinado de Kyoshi Kurosawa com Pulse e Seance e para nossa sorte, um lançamento nacional competente dos coreanos Pang Brothers The Eye- A Herança.

                                            

 


Escrito por Vebis às 01h12 [] [envie esta mensagem]

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