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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Sessão, quer pensar sobre cinema, seu filho da puta?

Bem, as vezes vale a pena jogar merda no ventilador.

Conversando com o Francis sobre a nova edição da revista Sinopse, chegamos a algumas conclusões, mas como o cara mandou bem nas palavras, vou mesmo é colocar aqui o que ele escreveu. Assim, o pessoal que lê este blog e pouco lê das pessoas do link ao lado, também podem ser atingidas com esta informação legal.

Lá vai:

"A revista Sinopse está boa no que diz respeito às informações sobre a Ancinav, regionalização e toda espécie de política audiovisual. Mas convenhamos: análise não anda sendo prioridade desde a saída de Alfredo Manevy. Os textos da Miriam Schnaiderman, Cannito e Maria Rita Kehl são um fiasco, senão perfeitamente risíveis. É triste quando cargas de referências e erudição não servem pra falar de filmes e cinema, e principalmente (no caso em questão) pra falar do mundo por meio do pensamento sobre cinema. Há uma busca por sintomas de crise na "pós-modernidade neoliberal" e pra isso muitos pesquisadores e "críticos" se valem de caminhos, argumentos, analogias e sistemas que parecem mais um tribunal da inquisição do que uma revista de cinema.
Julgam os filmes sem tentar compreendê-los, exigindo deles o que não são.
Há um moralismo perverso, tacanho e retrógrado nesses discursos.
Srta Schnaiderman chega a dizer que Tarantino é o arauto do cinismo contemporâneo, antiético e culpado por um olhar pervertido. Pra atacá-lo com mais classe e propriedade cita um artigo do Sr. Walter Salles (que ela chama de crítica arrasadora) em que este "gênio humanista" ataca o cinema de Tarantino dizendo que quando viu Pulp Fiction sentiu que o cinema mudou para pior. Mr. Walter Salles transforma o que poderíamos chamar de um discurso sobre a ética da imagem em uma retórica moralista da imagem.
Será Central do Brasil a busca por uma ética da imagem? Ora não me faça cagar na calça seus filhos da puta! Se há um representante de uma estética reacionária hoje no Brasil é Walter Salles. Se há vozes hoje reacionárias quando se fala em arte, muitas vem de dentro da universidade.
A ignorânicia suprema é a analogia que faz do olho de Daril Hannah em Kill Bill 2 com um texto de Foucault que pouco ou nada tem a ver cvom o filme. A questão aqui sra Schnaiderman, não é separar alho do bugalho mas saber o que é alho e o que é bugalho.
Bem, leiam.
"

Não vou negar. Me diverti muito. 

Sampleado por Vebis jr


Escrito por Vebis Jr, Almir ou Lobo às 21h00 [] [envie esta mensagem]

Noite de gala, de galinhas, pavões e totens.

Ter que se sentir na obrigação de escrever sobre Oscar.

Uma porque a tal cerimônia tem nas pessoas intimamente ligadas ao cinema por profissão ou paixão, um leve ranso que vem da discordância de premiação, pois todos sabem que arte e lobby estão unidos como joio e trigo. Vence infelizmente o melhor lobista.

Outra porque não adianta reclamar e dar uma de ressentido, todos estão lá para torcer para seu major norte-americano favorito.

 

            

 

Me lembra as vezes as três fases das pessoas que assistem Chavez. A primeira na infância você todo dia, principalmente porque é na hora do almoço antes ou após a escola e acontece aquela identificação, no meu caso pelo imenso dramaturgo Ramón Valdez, vulgo Seu Madruga., aliás, não nego, preciso lembrar desta comunidade quando estiver no orkut. A outra fase é a da adolescência em que nos achamos crescidinhos e dizemos que Chavez é uma bobeira, mas escondido assistimos todo dia. A terceira, quando crescemos e vemos o quanto fomos idiotas na adolescência, assumimos a grandiosidade do seriado e mandamos um grande foda-se: amamos Chavez.

No Oscar é quase o mesmo sentimento, o de “foda-se”, vejo sim, pois se tivesse festival de Cannes, Berlim ou Veneza veria feliz também e com outras expectativas.

 

                                                                    

 

A cerimônia ontem foi caída, mesmo que tenham chamado Cris Rock para apresentar, mas os filmes que concorriam eram maravilhosos, obras primas (Menina de Ouro e Aviador) interessantes (Sideways) regulares com picos de importância (Ray) e os meio malas (Em Busca da Terra do Nunca).

Há os injustiçados (A Vila, Homem Aranha 2 e Closer) e os estranhamente lembrados (Fantasma da ópera...óooooo give me a brake) e animações, a nova categoria (uma escolha difícil ali no meio).

Assisti sim, participei de lista de bate papo simultaneamente, mas saí por falta de conteúdo.

Vi tudo ansioso e nenhum dos prêmios me decepcionavam por inteiro, pois se por um lado Algo de “Menina de Ouro” perdia, ganhava “O Aviador”.

 

           

 

E foi assim até o final.

Uma das maiores surpresas foi realmente as últimas. Todo cinéfilo acreditava que lembrariam de Scorsese por ter feito um filme tão cara de Hollywood, e que ele alavancaria direção ou filme, para o que sobrar, ficasse com o mestre Clint.

Mas a surpresa veio, Clint arrebatou os dois.

A minha escolha eu deixei claro desde a cabine do filme “Menina de Ouro” em brincadeiras com amigos sobre a masculinidade ameaçada quando vemos Clint Eastwood e em listas de discussão que participei, então é lógico que o coração torcia por Eastwood, mas a justiça interiro olhava para o velhinho Scorsese apreensivo na cadeira esperando seu reconhecimento depois de tanta coisa pelo cinema, inclusive de fazer dois documentários sobre cinema americano em 100 anos de cinema e cinema italiano. Ele merecia, era a razão interior que cobrava. Meu coração entrou em embate com a razão e a justiça interna machucada recentemente por publicitários metidos a esperto (essa é uma outra história) era que imperava. Gosto de Clint, mas poxa, Scorsese merece depois dessa produção! O Francis do celulóide cortado comentou que numa entrevista o Scorsese faria depois de muitos filmes o seu “A Queda do Império Romano” ou seja, brincou cinefilamente que seu filme seria uma grande produção.

 

                                                                       

 

Mas meu coração ficou mais feliz!

Clint ganha e ainda tem humildade para se dizer como uma criança pois viu Sidney Lumet com 80 anos! Sentimental é claro, mas a mim, foi comoção pura banhada de tristeza de ver Scorsese sem nada.

Por Vebis Jr


Escrito por Vebis Jr, Almir ou Lobo às 15h09 [] [envie esta mensagem]

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