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mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Lo Mejor - por el cabrón dela pelicula

Como todos amigos estão presentes nas listas dos melhores do ano passado, não quero perder a onda e coloco aqui também meus favoritos, e como este ano teve muita coisa boa, ainda tenho a lista das menções honrosas.

 

1 - Clean de Olivier Assayas

Quando vi este filme, a única coisa que eu sabia era que Maggie Cheung é uma atriz foda e dos textos do Assayas que li na Cahiers Du Cinema antigas forma os mais legais junto aos do Begodeau.

Mas o filme retrata aquilo que mais amo e pretendo fazer numa oportunidade: retratar nas telas a redenção. E como este diretor dirige bem. Puta que pariu...uma sequencia que ela chora para o sogro (Nick Nolte) não tem cara de dramalhão e uma puta produndidade dramática.

 

2 - O Signo do Caos de Rogério Sganzerla

Pude rever o filme que teve vida curta em São Paulo. Um Antifilme belissimo da amargura cinematográfica nacional. Frases impactantes como "fazer cesária para tirar o rei da barriga" , ou "precisamos de um culpado vivo ou morto" . Mas não me limito...lembro-me de mais: " O cinema é um oceano e não uma gota dágua!" e responde-se: " E por que tanta aguaceira???"  "Esse filme não serve pra ver" e termino com "Isso tem em qualquer lugar. Não precisa ser cinema". E tudo numa fotografia bem ao estilo de filmes de Welles.

Senhor Pai de bondade...receba Sganzerla na galeria dos injustiçados!

 

3 - Reis e Rainha de Arnaud Deplechin

Filhote de Nouvelle Vague que é viciado em Senfield??? Podia dar nisso mesmo! Filme foda com brincadeiras de tempo sem aviso, narrativa fragmentada e segredinhos que se revelam sem pieguice. É de se grudar na cadeira e acompanhar o fato até seu final incrível da formação de um novo viés familiar.

 

4 - Marcas da Violência de David Cronemberg

O filme começa no pesadelo da criança e termina na mesma criança que aceita o pai de novo ao núcleo familiar. O filme tava indo bem e me surpreendeu quando a mentira não parecia crível. Detalhes bem dirigidos como sexo a força nas escadas e dialogos isolados de marido-esposa e pai-filho. Cena final é uma ejaculação sem fim de tão bem dirigida!

 

5 - Terra dos Mortos de George Romero

Acompanhei a saga a partir da década de 80...ou melhor, o diretor me acompanhou o crescimento com belissimos filmes que descobri que eles servem pra qualquer época da minha vida e cada qual com sua devida interpretação. Então os Zumbis aprenderam a se organizar? O que virá depois? a cada filme menos humanos e mais Zumbis.

 

6 - Guerra nas Estrelas - A Vingança dos Sith de George Lucas

George Lucas aprendeu a parar de ser molóide e dirigiu um filme da maneira que a saga e os fanatismos (eu incluso) exigia! Poderia ser uma catástrofe! Mas tirando as cenas dos malditos Assistent Stunts dele, eu vi o nascimento de Darth Vader e o surgimento da ditadura imperial.

 

7 - Sin City a Cidade do Pecado de Robert Rodriguez

Allan Peterson disse uma vez: "ou tu embarca no filme e curte o que o diretor te proporciona, ou desde o inicio rejeita e acaba não aprovando a ousadia estética." É verdade. Pra quem cresceu esperando ver alguma adaptação com cara de transposição, Sin City foi colirio para meus olhos. Belos diálogos, belas lembranças de atuação e belissima fotografia de linguagem binária.

 

8 - Bens Confiscados de Carlos Reichenbach

Um enfermeira que cuida de um garoto e levanta uma muralha para se autoproteger. Só que quanto mais muralhas, mas percebemos o quão frágil ela está! Obra prima a la Douglas Sirk, Zurlini e Fassbinder. Como um bom fã de rockabilly, ver Duardo Dussek atuando foi de encher os olhos!

 

9 - Cidade Baixa de Sérgio Machado

lendo a matéria de Cléber Eduardo em que ele coloca em paralelo as duas obras com um viés de dissolução e formação familiar, acabo optando por esta escolha. Com cameras bem perto dos olhos e sonhos destruídos pela perda de controle. Conheço bem isso. Só que poucas vezes vi isso bem retratado nas telas.

 

10 - A Fantástica Fábrica de Chocolate de Tim Burton

Toda releitura de Burton sobre a obra, me trouxe uma verdadeira renovação. Sem escrever em detrimento da primeira obra cinematográfica, Burton chama a minha atenção e dialoga comigo de maneira incrivel através do personagem Willy Wonka com todos seus problemas latentes de relação com o pai. memoravel momento na apresentação do personagem assim que queimam os bonecos.

 

Menções honrosas para excelentes filmes como:

Um Filme Falado de Manoel de Oliveira, Flores Partidas de Jim Jarmush, Guerra dos Mundos de Spielberg, Vida e Morte de Peter Sellers de Stephen Hopkins, O Jardineiro Fiel de Fernando Meirelles, Cinema, Aspirina e Urubus de Marcelo Gomes, King Kong de Peter Jackson Bendito Fruto de Sergio Goldenberg, As Aventuras de Shark Boy e LAva Girl de Robert Rodriguez, Redentor de Claudio Torres, Stray Cats Rumble in Brixton de Pierre Lamoureux, Old Boy de Park Chan-Wook, Noiva Cadáver de Tim Burton (este sinucou o ano). Se lembrar mais volto a colocar aqui.

Por Vebis Jr


Escrito por Vebis Jr, Almir ou Lobo às 17h06 [] [envie esta mensagem]

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