Cotações

    ***** = Obra-prima
    **** = Ótimo
    *** = Bom
    ** = Fraco
    * = Turkey

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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Sessão: "Tu não tem pai não seu filho da puta?"

Ultimamente tenho notado "cacoetes" de personagem em filmes que começam alegrinhos e engajados e de repente vira o drama cruel e pretensioso na reflexão.

A primeira balela que vi foi "Olga" numa cabine de cinema quando eu escrevia pra Sci-Fi News, filme cheio de vicios televisivos e quando na coletiva perguntei algumas coisas fui bombardeado pela Rita produtora, o diretor Jayme e isso, eu não vou esquecer. Lógico que jamais baixei bola na coletiva e perguntei na paz e fui mal encarado. Acabei ficando conhecido pelos meus amigos críticos como " o cara que dobrou o Manjardim"!

 

Pelo jeito o quadro de filme funcionou e lá foi o Sérgio Rezende fazer "Zuzu Angel", com mais vícios de cinema e mais mães desvairadas chorando pelo filho. Não gosto deste tipo de filme e se pretendo trabalhar sempre mais com cinema, que Deus me impeça de um dia aceitar virar alguém que se submeta a fazer filmes desse jeito.

 

Sai agora, mais um filme do mesmo jeito e até com uma mãe chorosa, e o pior, com uma atriz que amo como mãe. A Júlia.

Vendeu bem este tipo de filme, porque como se não bastasse a mãe, agora temos uma Juíza, a Cassia Kiss no seu silêncio da casa pensando no tal caso do menino rico que virou traficante.

O Trailer de "Meu nome não é Johnny" é o pior trailer feito na história dos meus olhos. Todo filme que vi em Novembro e Dezembro, tive que aguentar minha gastrite atacar de tão nervoso e irritado que o trailer me deixava. Allan Petterson escreveu pra Paisà e conforme o Francis disse, um ótimo texto que mostra o quão cool o filme quer ser.

Vi nesta semana no vídeo show a premiere do filme com a presença do próprio João Estrela no final, fazendo todos na sala de cinema se comover, me lembrava sala de 12 passos do NA ou AA de parentes chorando por ver o rapaz lá bonitão e pregador!

E quem paga o pato nisso é o cinema, entupido de filme que soa como picareta!

Quero ler logo e me juntar ao coro. Por enquanto fica uma votação aqui:

 

QUEM É A MÃE MAIS HISTÉRICA DO CINEMA ATUAL BRASILEIRO?

 

Seria:

 

Camila Morgado pelo tele-filme "Olga"?

 

cuidado, ela está gravida de Luiz Carlos Prestes

 

Será Patrícia Pillar por Zuzu Angel?

cuidado! ela é uma mãe sem filho e está disposta a fazer tudo pelo gajo desaparecido!

 

Ou será Júlia Lemmertz por "Meu nome não é Johnny" ?

Esta mãe fez a pior juíza da vara criminal repensar sua vida!

 

Ao fim, meu mea culpa. Sim...tenho preconceito destes filmes e mesmo os vendo pra diminuir o ódio aumentou.

Sinto muito. Assistir 2 Boxes de HOUSE me deixou assim!

Ia me esquecendo da cotação dos filmes:

Olga - Turkey, bola preta, etc

Zuzu Angel - * *

Meu nome não é Johnny - ?

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 16h07 [] [envie esta mensagem]

filminhos da semana

O mês anda estranho, a começar do clima. Até escrevi algumas linhas de um possível curta onde as pessoas vão reagindo diferente por conta do clima. Mas aí me lembrei que já tenho um story line escrito basead em "O Estrangeiro" de Camus que o protagonista culpa o sol pela atrocidade feita.

Mas a postagem aqui nem tem o objetivo de culpar ou absolver o sol, mas resenhar algumas linhas de primeira impressão de alguns filmes vistos neste mês.

- 30 Dias de Noite de David Slade - Um popularejo encontrado no Alasca, precisamente a cidade de Barrow já tem poucos habitantes e a estabilidade das familias se torna ameaçada quando um Navio chega e traz uma tripulação inteira de vampiros que vieram se refugiar numa cidade que passa por 30 dias sem amanhecer. Pra ocupar a cidade é simples, apenas exterminar os que ali estão. A premissa é ótima, mas o filme torna-se regular no seu desenvolvimento, principalmente no quesito tempo. Se num HQ o templo flui e o argumentista mantém a tensão, no filme é pelo tempo que o filme escorrega.
Josh Harnett que é o protagonista até segura onda com seu moralismo de defender a causa familiar, e alguns momentos de ataque são bem filmados, o que tira o filme de uma posição menso privilegiada.

cotação: * *

 

dos males o menor, os vampiros são convincentes, deixando boa gama de vampiros de cinema como amadores.

- Viagem a Darjeeling de Wes Anderson - Incrível como Wes Anderson se aventura nos caminhos da experiência e sabe muito bem como conduzir uma história de narrativa não convencional.
Três irmãos partem para uma viagem com objetivos não muito claros, mas em suma seria encontrar a mãe deles que não foi ao velório do pai e tornar a viagem uma experiência mística. Lembro-me que tem uma frase comum usada na qual o que vale mais a pena é o percurso e não o destino e creio que isso cabe aqui neste filme. O mais interessante de se ver o filme de Anderson no cinema é as diferentes reações do público que responde a momentos inusitados.
É talves um dos films mais fracos do diretor, mas mesmo assim, uma experiência única.

cotação: * * *

 

Três irmãos que renovam a vida ao abandonar "as bagagens".

- A Lenda de Beowulf de Robert Zemeckis - Baseado em lendas escandinavas, a história passou nas mãos de roteiristas gabaritados como Neil Gaiman, famoso pelos seus quadrinhos e Roger Avary de Pulp Fiction. Esperava menos do filme e me deparei com uma incrível aventura, isso se deixarmos de lado as velhas cobranças de animações em relação a perfeição, afinal, os olhos sempre serão a alma que as animações não tem.
Ameaçados por uma criatura, o rei pede ajuda que é ouvida pelo lendário guerreiro Beowulf que ao conseguir derrotar a criatura, decai pela sedução da bruxa e mãe da criatura vencida. A partir daí vemos um rei com o peso da culpa a cada vez que vangloriam seu nome.
A culpa e o acerto de contas é justamente o sentimento mais pleno do filme, o que nos faz esquecer que é apenas uma animação.

cotação: * * *

 

Rei viril Beowulf pouco antes de trepar e carregar a culpa católica pela péssima idéia da trepada!

- Hitman: assassino 47 de Xavier Gens - Os primeiros minutos do filme mostra um treinamento para crianças que serão uma série de assassinos profissionais. E a palavra em série faz tanto sentido que os tais são registrados com um código de barras na nuca. O filme é baseado em um dos melhores jogos de espionagem e missão que já joguei e minha preocupação erajustamente quando se deixam curtas distancias de Game e cinema. O diretor que eu nunca ouvi falar parece ter capturado a idéia de distanciar do game e fazer um cinema puro de ação. Este é contratado para matar um líder Russo e acaba descobrindo que caiu num truque onde se depara com seus outros "irmãos" de treinamento. Suas ações são acompanhadas por um inspetor da interpol que parece estar deslocado na Russia.

cotação: * * *

 

filme sem vícios de game, é filme sem game over no final!


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h41 [] [envie esta mensagem]

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