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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

feijoada indigesta Achando que talvez estivesse me tornando rabujento, decidi dar mais uma chance.
Sempre pratiquei o bom humor e boa recepção de filmes e séries para que não as matasse antes de vê-la, ou seja, não queria sofrer de uma espécie de préconceito porque não me ajudaria em manter "olhos livres".

Vi um trecho menor, meio que pela metade de 9MM SP, série criada para o canal Fox com o intuito de a pretensão na vinheta de se falar "a verdade sobre a polícia". Achei estramamente maneirista, alguns diálogos overs, e uma câmera vertiginosa que não se justificava, bem como um péssimo domínio de tempo espaço e câmera.



Pensei em dar mais uma chance e assisti de novo, desta vez desde o começo. Mas não teve jeito. Não consegui me dar bem com este produto. Quando assisti Babel do Iñarritú, achei que era um filme diferente dos anteriores. Neste, somente a sequencia da japonesa existia uma honestidade e coerência. O resto me soava fake e forçado, a começar do segmento de Brad Pitt e Cate Blanchet, apoiado numa demonstração de "pequena denúncia" muito elitista e superficial. Em poucas palavras um filme de cuzão.
A série não digo que seja de cuzão, mas sim oportunista de não perder o tempo certo aberto por filmes que já abriram este precedente: Tropa de Elite, Contra-todos entre outros que surgem com um rótulo de urgente devido ao teor da verdade.

Uma polícial num momento tenso dentro da delegacia atende o cel, se irrita e diz que não pode atender naquele momento. Imediatamente o salto narrativo vai para o outro lado da linha onde a filha, com aspectos de "filhinha de alguém da lei que nao cumpre a lei" desliga o celular e dá tapinhas de birra: - "minha mãe nunca tem tempo pra mim". Aí o namoradinho (outro caricato junk tribal) propõe uma fuga provável em trepada ou drogas e esta garota o empurra. Isso causa a ira do garoto que espanca a menina.

Este trecho notei que realmente a verdade foi construção de um ideal imaginário colhido e não vivenciado.
Clima denso policial onde bandidos e policiais se prostituem para que os dois lados os sustente não fica difícil de ver. Claramente notamos esta corrupção urbana em boa parte dos filmes de Abel Ferrara que, mostra a pessoa corruptível por falta de opção sendo este uma pessoa boa e má, sem maniqueísmos.

Quando a série de Tv dava intervalos, um pequeno "fala-povo" respondia deslumbrado pela série "deste porte" e que "mostra a realidade". Complicado imaginar que o brasileiro saiba da realidade, uma vez que se permanece em estado letárgico na reação, uma grande analfabetização política e claro: se agradando com um produto novo (não inovador) só pela falta de referência.
Juro que tentei, mas pelo jeito, não me agradou muito.
Escrito por el cabrón de la pelicula às 12h58 [] [envie esta mensagem]

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