Cotações

    ***** = Obra-prima
    **** = Ótimo
    *** = Bom
    ** = Fraco
    * = Turkey

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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Prencheendo o tempo ósseo

Vamos lá ao balanço de filmes visto amados e odiados.

Batman - O cavaleiro das trevas de Christopher Nolan - Se no primeiro a premissa era um filme que se aproximasse dos quadrinhos para esquewcer o azedume que Schumacher fez, neste volta novamente a se distanciar do cinema. E como se não bastasse, criopu uma orda de fãs confessos de Nolan e de Batman que ageme m conversas de bar como verdadeiros xiitas.
Não gosto dos filmes do Nolan, com uma "leve" excessão para um que comento abaixo.
Batman aqui luta para que Coringa não transforme mais um personagem em vilão. O brilho do filme consiste nesta espécie de conta-gotas que formam o personagem do Duas-Caras brilhantemente desenvolvido por Aaron Eckhart. Coringa, acaba tendo uma áurea agradável pela tanmanha insanidade que o personagem cobra de qualquer ator que o interprete, e devido a todo cariho que as câmeras o circundam, ou seja, de imediato o personagem é bem tragado pelo público, tendo a grande ajuda da morte do ator Ledger.
Serviu pra mim como um filme que explora bem sua parte policial, mas nas cenas de ações, Nolan continua tendo problemas de decupagem. Nem ir no oriente gravar uma sequência de invasão de prédio permitiu que o filme tivesse boas ações.
cotação: **


O Grande Truque de Christopher Nolan - Aqui vi o melhor filme de Nolan, com poucos maneirismos e tendo a tensão voltada pela rivalidade vingativa entre dois mágicos. Um perde a mulher nas mãos do outro e aí se inicia uma guerra de humilhação pública no meio dos espetáculos. Aqui, as linhas temporais que Nolan ama trabalhar não chega a ser perfumaria, o que ajuda muito o desenvolver do filme, porém, no final, Nolan não deixa a oportunidade de criar frases de efeito, sempre próximas a alguma lição de moral.
O destaque do filme fica para a participação de David Bowie como mágo e cientista Tezla.
cotação: ***



WALL-E de Andrew Stanton - Até então tinha colocado as animações Monstros A/A e Ratatouille como excelentes animações para agradar diferentes gostos e diferentes idades, praticamente o target das animações, alcançar o maior número possível de famílias para assistir.
E me espanta a tamanha sensibilidade que o desenho alcança tanto nas pessoas como em mim mesmo. Acabo concordando que seja talvez um dos filmes mais complexos e bem feitos deste ano. Pena que desta vez se a família for ao cinema, os primeiros a se dispersarem serão as crianças. Mais de 50% do filme é mudo e a temática de crítica para o comodismo é a frase para resultado do excesso de tecnologia do mundo pós-moderno, tudo banhado a referências cinematográficas. Há no filme uma das cenas mais lindas deste ano no cinema: quando um homem gordo pelo comodismo, pergunta ao computador informações sobre a "vida" e pergunta o que é dança quando na profundidade do plano exibe pela janela da nave, os dois robôs enamorados numa valsa galática.

Cotação: ****


Múmia 3 - A Tumba do Imperador Dragão de Rob Cohen - Sou um entusiasta da série Múmia, e enfrentei várias discussões para defender o filme de amigos que achavam que os primeiros eram muito ruins, enquanto que eu ou os julgava guilty pleasure ou como cópias mal-feitas, mas agradáveis da franquia Indiana Jones.
Mas devo não apenas dar o braço a torcer, como também classificá-lo como pior filme do ano. Devido a ter no filme não apenas Rick O Connor, mas seu filho, o mais jovem explorador a achar a tal Tumba, o diretor acaba se perdendo no foco, tendo câmeras perdidas, sequências que não chegam a causar suspense. Há momentos no filme que o próprio protagonista perde seu valor metralhando estátuas, ou bem como um Jet Li muito mal utilizado. A sequência no gelo, teve uma péssima decupagem onde não se dava noção de espaço. Estranhamente é o filme mais visto no Brasil.
Cotação: *


Night on Earth de Jim Jarmusch - São cinco relógios que surgem no início do filme, demonstrando os cinco lugares na terra em que conheceremos a noite de taxistas e suas peculiaridades.
E se Jarmusch sabe falar com excelência da incomunicabilidade, aqui ele deixa latente principalmente na conversa do imigrante naturalizado francês que tenta saber o porque do nível de esperteza de uma passageira cega. A última história do motorista italiano (com Begnini) dá um toque todo especial para o humor latente do diretor.
cotação: ****


Rambo IV de Sylvester Stallone - Stallone infelismente não conseguiu implacar seu retorno ao cinema. Rocky Balboa e John Rambo são dois sucessos incríveis, saudosistas e com câmeras e narrativa que ha muito tempo não via no cinema. Bom esquecer do ufanismo americano já gasto pela crítica de tanta gente que não engole o segundo e terceiro, se limitando ao primeiro, conivente com seu tempo. Neste quarto filme, Rambo longe de tudo, conduz jangadas na Tailândia e cai sem querer na situação de um grupo de guerrilheiros que raptam cristãos que ensinam para áreas agrárias.
Em toda aventura não se estendeu uma bandeira, apenas entra a espécie de justiceiro que esteve na hora e lugar errado, e veste a carapuça do guerreiro que mesmo sem contar seu nome ou seu passado, ajuda os soldados norte-americanos a cumprirem seu trabalho.
Tanto em Rocky como neste, existe no personagem do Stallone, uma observação para onde foi parar o mundo e seus caminhos distorcidos daquilo que acredita. É um filme forte e rápido, da mesma maneira que o próprio personagem esperou pra poder retornar a sua casa nos planos finais. Um filme de coragens agradáveis nos dias de hoje. Me lembra muito como Norman Jewilson dirige filmes.
cotação: **



Star Wars - Clone Wars de Davi Filoni - George Lucas e sua empresa de gerar dinheiro, criam para TV uma série em 3 episódios que servem como prequel desta nova fase de retratar as guerras que ficam entre "Ataque dos Clones" e "A Vingança dos Siths".
Porém, se ele quer arriscar faturar no filão do cinema, será julgado com os mesmos parâmetros de um longa, ponto fraco do filme.
Aqui os jedis correm contra o tenmpo para conseguirem aliados contra a propagação da federação que ganha adeptos. E pra isso, mesmo em menor número, escala jedis para resgatarem o filho de Jaba, The Hutt.
O Desenho segue numa narrativa de linha reta, sem clímax, deixando apenas o resgate de um dos soldados táticos como momento alto do filme. Até mesmo as lutas de sabre perdem o mesmo impacto na animação. Destaques para excelente trilha de Kevin Kiner que não se sujeita a copiar John Williams, mas marca as sequências com ótimas experiências orientais.
cotação: **



Nação Fast-food de Richard Linklater - Alguma coisa aconteceu com o Linklater. Ele não tem costume de ser tão chato e pedante assim no cinema. Parece até que viu algo do Michael Moore e estravazou fazendo um filme pseudo-protesto. Vários personagens neste filme, mostram os dois lados da moeda da industria do fast-food, desde os fiéis aos propósitos da ética no produto, até ao ponto dos imigrantes ilegais que trabalham na mão de obra barata e forçada. Há um belo momento do filme que resumiria quase a posição de Linklater em trabalhar esta temática: Jovens preocupados com a tal "Animal Liberation" invadem o cercado bovino da rede e tentam expulsar os bois sem sucesso! Tal qual Linklater em forçar a barra num filme nã não tem sua pegada. Uma pena que tenha que ter feito um filmo pouco honesto.
cotação: *


O Reino Proibido de Rob Minkoff - Ao ver os cartazes que indicavam a inédita união de Jet li e Jackie Chan no filme, a preocupação seria de ver um filme como Mortal Kombat. Mas fui pego de surpresa ao ver uma comédia com praticamente todo elenco e produção sendo orientais, menos o protagonista e o diretor. Mas isso não impede que o conto de fadas oriental ocorra com altos pontos de comédia, cenasd de ação muito bem construídas pelo espaço. O diretor que vem de sua experiência na animação, acerta a mão num filme de cultura chinesa e sem limites, o que completa seu quadro de trabalhos. Vale ressaltar que aqui, tanto Jet Li como jackie Chan atuam em dois papéis cada.
cotação: ***



A Batalha de Riddick de David Twohy - Quando este filme estreou no Brasil, lembro-me que tinha bastanmte coisa pra se ver no cinema e acabei indo pela "maioria" e nem me aventurei ao cinema. Ao poder vê-lo em um dos DVD´s de serviço de quando eu escrevia para Sci-Fi news que possuia e nem lembrava, me daparei com um belissimo filme que parece mais uma releitura intergalatica de Conan. Vin Diesel é Riddick, um Furian, remanescente de sua raça que visto nas profecias iria matar ao lider dos Necromongers. É perseguido até um planeta presidio. O filme carrega muitas referências como Conan, Alien e Krull entre outros de atmosfera Stoner. Talvez oq ue fez o filme não vingar, tenha sido a distância que este tem do primeiro, "Eclipse Mortal". Mas as dosagens de aventura semi-árida e escura, trazem ao filme uma beleza plástica que não vejo nos filmes recentes.
Cotação: ***


Vanishing Point de Richard C. Sarafian - Precursor dos filmes de V8 (neste caso um Dodge Challenger), stoner e estradeiro, este é o filme de maior referência ao Tarantino quando fez seu recente "A prova de morte". Kowaski, o entregador de carros segue na costa árida norte americana guiado por uma dj cega e quer fazer o percurso em menos de 15 horas, e esta escolha incita uma perseguição de policiais e encontro inusitado co figuras especiais como uma loira nua numa moto, gays e outras tranqueiras oriundas de um universo marginal americano. Este filme é talvez a principal influência do cinema marginal americano composto por filmes como Mad Max. Narrativa diferente do que vemos nos EUA, lembra seus filmes comparsas de causa como EasyRider e Out of the Blue de Denis Hopper.
Cotação: ****


Deadman de Jim Jarmusch - Experimental para um gênero western, Jarmusch optou por fazer um de maneira mais distante da estética cowboy do cinema convencional americano ou italiano. De princípio tem uma premissa que fui ver anos mais tarde com "El Mariachi" de Robert Rodriguez (que foi feito antes). Johnny Depp é William Blake (referência literária das boas) um contador fugindo de um assassinato que encontra um místico indio chamado "Ninguém" que o conduz a situações cômicas que acabam em assassinato e levam a cabeça de Blake a custar mais cara para caçadores de recompensa. Existe um número grande de atores que trabalham no filme em pontas muito bem construídas para diálogos, só que o filme parece uma colcha de retalhos de diálogos interessantes num filme só. O filme dá uma caída na chegada de Blake na tribo e se recupera no chamado "duelo final" que aqui é anticonvencional.
Cotação: ***



Lógico que vi mais filmes e não lembro pra escrever aqui. É esperar e ir completando quando lembrar.


Escrito por el cabrón de la pelicula às 20h57 [] [envie esta mensagem]

mundo azedo e eu pior ainda! Tô devendo um texto pro meu blog.
Tenho uma boa parte de filmes que vi e preciso por uma palavrinha deles, mas ao me deparar que o Alexandre Bury me cobrou uma visita no blog de Inácio Araújo alegando que um qualquer nota lá chamou o John Carpenter de Trash, me deparei com algo pior:

Anonymous Adamastor said...

Inácio, você mostra que não sabe nada de cinema ao dizer tamanha barbaridade... Nolan é, hoje, o novo Orson Welles.

Ou seja....definitivamente não estou preparado pra voltar a escrever.

Deixa eu me recuperar desta que depois posto aqui!



Escrito por el cabrón de la pelicula às 03h27 [] [envie esta mensagem]

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