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mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

"A troca" vai além do que se vê

Parei pra pensar no que aconteceu com a brasileira lá na Suiça. Estava Sábado mesmo após um trabalho de fotografia conversando com Adilson Cara-de-pau na Montini, uma das pizzarias que faz uma folha de sulfite mais suculenta do ABC.

Comentávamos da camiseta do House que ambos havíamos comprado (por coincidencia) e na camiseta lê-se "Its Not Lupus" baseado em alguns capítulos da série.

 

- Comprei ela depois do que rolou com a brasileira na Suiça.

 

 

Achei engraçado e comentamos o fato ocorrido. A melhor comparação que aconteceu, foi com o excelente filme "A Troca" de Clint Eastwood. Nele, a personagem mãe solteira de Angelina Jolie, perde o filho e desesperada, acaba se tornando vítima de um jogo de campanha entre o alto escalão da Polícia. Ao chorar pelo filho, a polícia encontra o garoto e chama toda imprensa pra acompanhar o reencontro na estação de trem. Ao encontrar o filho, tinha algo de errado. "não era o filho dela". Aí começa o clima pesado dos filmes de Eastwood, pois a policia faz pressão psicologica pra que aceite aquele filho como seu e não cause alarde pra imprensa. O engraçado no filme, ironicamente mórbido, é ela aceitar o fato e levá-lo pra casa ainda querendo conferir se ele "era ele mesmo". Me lembra de uma amigo que disse que se num dia, todas as pessoas passarem por você e dizer: - você tem um rabo" no final do dia, teríamos a certeza plena de que estamos com um rabo.

Insatisfeita com o fator de criar uma criança rebelde que não é a sua, ela sofre uma investida do chefe de polícia que a coloca num sanatório. Daí em diante o filme toma proporções que não vem ao caso comentar aqui.

Apresentei ao Adilson um outro ponto de vista extremamente importante.

 

- A Suiça, de um certo ponto de vista, acabou por defender seus nazistas!

 

Ninguém questionou isso. Por final a brasileira sofria de Lupus, causou toda aquela confusão porque queria grana e acabou. Caso encerrado, e ninguém mais tocou no assunto.

A Suíça por sua vez, tem um papel importante a zelar com o mundo. É um país neutro a qualquer coisa que aconteça. Isso fo até ironizado no filme "Constantine" em que o personagem de Keanu Reeves pega uma entidade chamada "Meia-noite" pelos colarinhos e diz: - Até quando você vai ser Suíça. Seja parcial pelo menos uma vez!

A mesma coisa talvez tenha acontecido. Melhor do que assumir "Sim temos nazistas aqui no nosso país neutro", melhor empurrar a sujeira pra baixo do tapete, implantar a tal doença misteriosa que surgiu nas manchetes como uma carta na manga e pronto. O neutro continua neutro, mas ainda sim, o melhor ponto de vista no final de contas seria: "A Suiça defendeu seus nazistas".

E nos filmes de Eastwood não seria diferente: a corda sempre estoura pro lado mais fraco.

 

Cena crucial da mãe que "não reconhece o próprio filho".


Escrito por el cabrón de la pelicula às 10h18 [] [envie esta mensagem]

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