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Demoro pra renovar meu blog. Demoro tanto que quando tento lembrar de filmes que vi pra resenhar por aqui, lembro de um ou outro. Mas é o que tenho e é assim que vai ser.

Transformers 2 de Michael Bay – Quando vi ao primeiro, juro que me surpreendi por um roteiro amarrado, ações bem desenvolvidas e uma pegada diferente. O Caraça inclusive comentou a mesma coisa: de ter gostado. Quando vi o segundo, além de longo, o diretor se importa tanto com o que já cuidava que foi deixando peças pelo caminho, personagens pelo caminho, além do cansaço visual decorrente a péssima decupagem nas cenas de ação. Não costumo votar em piores filmes do ano, mas este com certeza vai enfrentar as mesmas fileiras.

 

 

Harry Potter de David Yates – O filme anterior dirigido pelo mesmo Yates, contava com a surpresa de alguém oriundo de televisão e que trouxe uma dinâmica para ação do filme, precisão nos diálogos e a marca de que o personagem Potter realmente estava amadurecendo, trazendo mais tons sombrios ao filme, demonstrando assim, a responsabilidade do mago. Neste novo, o diretor me impressiona por poder fazer um filme com menos ações, diálogos mais densos e pesados, personagens na contra luz bem decupados pelo diretor de fotografia fazendo do filme, um clima de revelações. As vezes, é mais difícil criar roteiros de transições precisas como o diretor conseguiu neste.

 

 

Inimigos Públicos de Michael Mann – Talvez um dos meus diretores de cabeceira, Mann refaz um filme baseado em personagens mais humanos, onde torcemos pelo vilão porque este não se enquadra no papel de vilão com seus trejeitos e persona maligna. O personagem vivido por Johnny Depp é um humano mais preocupado com a imagem e status do que com quantos corpos deixou pelo caminho. Além disso, o diretor mostra mais uma vez que sabe decupar e criar ambientação para tiroteios, ainda mais noturnos que hoje em dia é pouco usual. Já mostrou isso em Miami Vice e reforça aqui. A humanidade dos personagens é tanta, que nas sequências finais, ao sair do cinema assistindo “Manhattam Melodrama” cria uma das melhores senão a melhor sequência dramática do ano. A caminho não convencional na direção de Mann, me pareceu ainda mais especifico em humanizar o vilão, que chega ao ponto do suposto bandido invadir a delegacia apenas para observar como eles estavam lidando com o caso.

 

 

Adventureland de Greg Mottola – Quando vi no mesmo ano dois filmes seguidos da mesma turma (Ligeiramente grávidos e Superbad) notei nos dois algo em comum que só foi ficar claro ao ler a crítica de Francis na Cinética: a de que a juventude ainda está latente em todos os homens a beira de uma situação de responsabilidade e inclusive os que nela estão inseridos. Agora os mesmos diretores chegam com dois filmes novos: Apatow com Funny People e Mottola com Adventureland. Apesar do filme do Apatow não chegar aqui ainda, o do Mottola acabei perdendo a paciência e vendo baixado mesmo. Me surpreendi com um filme que é diferente do que o trailer me trazia um preconceito com predisposição. O garoto que precisava juntar dinheiro pra estudar em NY tem que trabalhar no que vier pra quem não tem experiência e surge um parque de diversões. Ali, o personagem de Jesse Eisenberg se descobre o que não havia descoberto na vida estudantil: desejos, danos afetivos, confiabilidade. Se os anteriores tratavam de homens que não queriam crescer, neste são jovens que sabem desta necessidade. Mottola mostra que entende bem seus personagens para poder tratar do que fala.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h00 [] [envie esta mensagem]

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