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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

Long Way to make a Movies and Videos.

Vivemos numa era digital onde realizadores desconhecidos passam a ter mais espaço. Ouvi isso tantas vezes que queria ter certeza e acreditar. Muitos acreditam que fazer um curta digital, seja poder estar linkado ao seu tempo e colocar na esfera pública por meiso como Youtube, videolog e etc suas criações.

 

Para isso criei dois curtas que venceram o edital da prefeitura de São Bernardo, tendo em um deles, atuações de comparsas de grande porte do cinema, no caso, Milhem Cortaz, Supla e Vanessa Prieto. No outro, tenho ajudas de Marcelo Nascimento (um dos futuros em atuação), Marcelo Bortotto e a Paula Grande, que vem crescendo muito ultimamente.

 

Os curtas tiveram sua vida em alguns festivais , muito me preocupou quando via meus curtas não entrarem e gente do Júri dizer que não entendia o porque meu curta não estar por lá, pois viam muitas obras menores. Claro que isso depende do ponto de vista, mas nada explica não dar chances a filmes que tiveram um reconhecimento de gente gabaritada. No meu caso, nem penso que o prêmio seria ir num festival, mas ganhar adeptos como Carlos Reichenbach, Inácio Araújo, Daniel Caetano, Fernando Veríssimo e Bruno de André, mas soube do filme de André Francioli, Aranhas Tropicais que não conseguiu um espaço, e poxa, conheço o André e sei de sua competência. O mesmo digo do que notei do aborrecimento de Fernando Watanabe em não entrar na mostra internacional de curtas de SP.

 

Quando estas coisas acontecem e descubro por terceiros que tal filme entrou e outro não, fico meio descrente de enviar filmes pra festival, começo a achar tudo uma chatice sem igual as correrias de produção, depois de pós-produção, ai depois tem que ficar ligado numa tabelinha de festivais, fazer um material decente pra enviar e depois descobrir que seu material não foi aceito. Francioli chegou até fazer campanha do “Aranhas…” de que como se gastam muito num filme que vai parar no Youtube. Quando ouvi isso do Valletta, dei risada, porém, tem um tom muito dramático isso, tenho certeza do quanto ele sofreu.

 

Muita gente me pergunta o porque não coloquei meus curtas no Youtube. A resposta é simples: Não creio que esteja preparado pra ler gente que se sente no direito de descer o sarrafo numa obra que não tenha idéia do trabalho que deu.

 

Um exemplo recente, foi no blog do Inácio Araújo que confundiu dois atores e seu espaço de comentários foi tomado por molecagens, de gente com má intenção que foi queria ferir por um deslize, alguém que ha tantos anos colaborou positivamente para história da crítica no Brasil. Sou muito mais gerar arquivos em Divx dos meus curtas e os interessados que o baixem. Existe muito mais ibope pra vídeos caseiros como os de jovens de periferia que dançam, recebendo elogios por cair na boca do povo, como figuras caricatas do que um trabalho que foi planejado, trablho que tirou noites de sono de alguém que realiza e tinha intenções de criar uma mise-en-scene.

Por isso minha natureza de educador audiovisual pensa milhões de vezes antes de rebaixar a nota de algum tipo de vídeo que tinha tido prospecção e poder de levar em frente uma idéia que nasceu do papel.

 

Um caminho diferente, foi o que ouvi de Duda Valente numa palestra que disse que os irmãos Pretti do Ceará. Fazem longas digitais para que eles mesmos analisem entre si, e quando vierem a produzir algum de edital e que estourem, não seria o longa de estréia, mas seu terceiro longa, pois assim, se instrumentalizam com o formato. Esta idéia sim e pareceu excelente.

 

Mas mesmo assim, o saldo que tenho ao olhar pra gente que levanta bandeira: “vamos fazer curtas pois o digital está aí pra ajudar” é um saldo negativo. No Brasil, uma boa parte se finge de incentivador, mas acolhe alguns em seu seio “mais amores”.

Não sei se teria coragem de produzir mais algum curta digital. O jeito é partir para os editais sonhando que minhas histórias que geralmente são de gênero. Tenha seu lugar reservado num futuro próximo, ou que os irmãos Pretes me ajudem a acreditar no que fazem.

 

Segue abaixo o curta do André que citei, afinal, por ele que conheço e sou amigo, compraria qualquer briga.

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 22h39 [] [envie esta mensagem]

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