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O que é isto?

mentiras e verdades em 24 fotogramas ou 29 frames por segundo!

mantendo a fé alheia

Alguns filmes numa releitura decaem muito. Notei isso ao ler o blog do Alpendre comentando do "Amantes do Circulo Polar" do Julio Medem e ao ler, temi desgostar do filme e acabei nem assistindo quando finalmente consegui baixar.

Pra minha sorte alguns filmes na releitura podem não se revelar uma obra prima, mas traz à tona algumas questões mais pessoais. O filme dirigido pelo Edward Norton, "Tenha fé" traz pelo menos pequenas questões existenciais que me chamaram a atenção.

Em primeiro momento, vale lembrar que o filme retrata a amizade de dois garotos e uma garota que mais tarde serão separados pelos fatos eventuais da vida como crescimento, mudança entre outras questões. Norton é padre, Stiller vira Rabino e Jena Elfman vira uma workaholic. Porém, por um infortúnio do destino os dois se apaixonam por ela e num dado momento, os dois voltam a ser amigos depois de uma discussão tola e se abraçcam fraternalmente caminhando pela rua e fazendo o comentário: - E eu que achava que neste momento já entendia tudo sobre a vida! - Poxa, é uma excelente frase dita por gente clérica que muitas vezes parecem estar no controle da situação e são pegos de surpresa porquestões meramente humanas.

 

 

Em segundo lugar, quase que um momento irônico a parte, Stiller comenta que Elfman havia mexido no seu celular e deixado na lista de contatos o número de Deus. Ao conferir o número, atende do "Museu de Elvis Presley". Os dois se olham contendo uma risada nitidamente estanpado a paixão que os dois nutrem pela loira magrela.

 

Em terceiro, como em boa parte dos filmes onde o casal se arruina e alguém tem a chance corrigir o erro, Stiller procura Norton para comentar que queria estar ao lado da garota até então amiga, mesmo quye isso custe sua posição judaica na sinagoga. Depois de uns diálogos muito bem escritos frente a uma faixa de pedestres, o personagem de Norton diz: - Oras mas o que você está esperando? - A câmera notavelmente aponta para o semáforo de pedestres fechado pra eles. - Está esperando um sinal? É este o mal do humano, sempre esperando um sinal de que está aberto pra ele passar. Oras, corra, ouse, atravesse a espera do sinal e corra atrás do que quer.

Um excelente texto do roteirista Stuart Blumberg. Mas assumo aqui que o filme mais me ganhou por questões pessoais do que cinematográficas.

Cotação do filme: ***


Escrito por el cabrón de la pelicula às 20h40 [] [envie esta mensagem]

plasticidade da imagem

Foi só Caroleta me comentar da campanha dos cosméticos favoritos dela, no caso a MAC, e me mandar a propaganda feita com traços de Mathew Baney que cheguei a Floria Sigismondi, com excelentes trabalhos como clipes da Fiona Apple, Marilyn Manson, Incubus e Tricky.

Vale uma visita no site oficial.

Segue abaixo a propaganda que dirigiu e achei bem na linha do Barney.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 21h28 [] [envie esta mensagem]

Visita de amigo com presentes grindhouse

Numa tarde de Sábado, recebi uma visita do meu ilustre amigo Leandro Caraça que nos papos de cine, me comentou do trailer do filme perdido do Duke Mitchell, um dos genios da Grindhouse.

Eis aqui o tal trailer

 

 

 

Ao amigo Caraça, meu agradecimento pela visita!

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 16h38 [] [envie esta mensagem]

Procura-se Mike Desesperadamente!

Abraçando os ideais da campanha iniciada pelo Leo Tauffembach, segue o nosso cartaz que vem sendo espalhado em todos postes e blogues possíveis!

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 12h58 [] [envie esta mensagem]

clipe da banda Bad Luck Gamblers

Em meio a tantas dificuldades que tive, contratempos entre outros problemas, sai o clipe do bad Luck Gamblers com uma certeza de que dei meu máximo, trabalhei da melhor maneira possivel e ainda contei com a ajuda de amigos como Cleiner (e Claudinha), Rapha Borghi e Rafa Armbrust.

Agora é só ver o resultado. Comentem.

 http://www.youtube.com/watch?v=WzVY2Bw0Xwk

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 14h35 [] [envie esta mensagem]

Da dificuldade de se criar um novo curta

Das ultimas vezes que visitei Erico Rassi, meu amigo e diretor de cinema, me senti extremamente incomodado com o fato de que ele não tenha o devido reconhecimento pelo seu brilhante trabalho. Entusiasta de seus trabalhos assumidamente, vejo em seus curtas uma qualidade fenomenal de roteiro, fotografia e direção.

Da mesma forma que ele também curte meus filmes. Mas assumo a dificuldade de se fazer curtas autorais que atinjam um numero bom de pessoas que curtam os curtas mais autorais. Inácio Araujo disse no texto de seu blog sobre meu curta de que o universo de curtas carece nao de qualidade, mas de idéias boas.

Ai vamos nós fazedores de milagre em que realizamos curtas com pouca grana, fazemos um trabalho legal e os festivais nao aprovam porque uma banca probatória de primeira instância, não entende ou faz vista blasé, ou prefere curtas que trabalhem "sacadinhas finais". Roger Keesse, meu antigo alluno, hoje meu amigo está surgindo com "Confissões de um bon vivant". Excelente trabalho resultado de sua cinefilia que acompanho e é um pastiche de Sganzerla, Jarmusch, Cassavetes, John Walters e seu universo de filmes B. Mas será que vai ser reconhecido?

Precisamos neste universo mais do que nunca, uma especie de "olhadela" de alguém de credibilidade pra que sirva de parametro do nosso caminho. Na verdade, acabei divagando apenas pra renovar isso aqui, impulsionado pelo blog de Ticiane recem adicionado nos links. E como sofri acidente e terei mais tempo, queroo vir a renovar mais meu blog abandonado.

hasta luego

 

ps: cada vez que vejo séries horriveis como 9MM SP ganhando credibilidade por ai, me sinto distante da coerência cinematográfica. se bem que...quem dá esta credibilidade????


Escrito por el cabrón de la pelicula às 22h02 [] [envie esta mensagem]

"A troca" vai além do que se vê

Parei pra pensar no que aconteceu com a brasileira lá na Suiça. Estava Sábado mesmo após um trabalho de fotografia conversando com Adilson Cara-de-pau na Montini, uma das pizzarias que faz uma folha de sulfite mais suculenta do ABC.

Comentávamos da camiseta do House que ambos havíamos comprado (por coincidencia) e na camiseta lê-se "Its Not Lupus" baseado em alguns capítulos da série.

 

- Comprei ela depois do que rolou com a brasileira na Suiça.

 

 

Achei engraçado e comentamos o fato ocorrido. A melhor comparação que aconteceu, foi com o excelente filme "A Troca" de Clint Eastwood. Nele, a personagem mãe solteira de Angelina Jolie, perde o filho e desesperada, acaba se tornando vítima de um jogo de campanha entre o alto escalão da Polícia. Ao chorar pelo filho, a polícia encontra o garoto e chama toda imprensa pra acompanhar o reencontro na estação de trem. Ao encontrar o filho, tinha algo de errado. "não era o filho dela". Aí começa o clima pesado dos filmes de Eastwood, pois a policia faz pressão psicologica pra que aceite aquele filho como seu e não cause alarde pra imprensa. O engraçado no filme, ironicamente mórbido, é ela aceitar o fato e levá-lo pra casa ainda querendo conferir se ele "era ele mesmo". Me lembra de uma amigo que disse que se num dia, todas as pessoas passarem por você e dizer: - você tem um rabo" no final do dia, teríamos a certeza plena de que estamos com um rabo.

Insatisfeita com o fator de criar uma criança rebelde que não é a sua, ela sofre uma investida do chefe de polícia que a coloca num sanatório. Daí em diante o filme toma proporções que não vem ao caso comentar aqui.

Apresentei ao Adilson um outro ponto de vista extremamente importante.

 

- A Suiça, de um certo ponto de vista, acabou por defender seus nazistas!

 

Ninguém questionou isso. Por final a brasileira sofria de Lupus, causou toda aquela confusão porque queria grana e acabou. Caso encerrado, e ninguém mais tocou no assunto.

A Suíça por sua vez, tem um papel importante a zelar com o mundo. É um país neutro a qualquer coisa que aconteça. Isso fo até ironizado no filme "Constantine" em que o personagem de Keanu Reeves pega uma entidade chamada "Meia-noite" pelos colarinhos e diz: - Até quando você vai ser Suíça. Seja parcial pelo menos uma vez!

A mesma coisa talvez tenha acontecido. Melhor do que assumir "Sim temos nazistas aqui no nosso país neutro", melhor empurrar a sujeira pra baixo do tapete, implantar a tal doença misteriosa que surgiu nas manchetes como uma carta na manga e pronto. O neutro continua neutro, mas ainda sim, o melhor ponto de vista no final de contas seria: "A Suiça defendeu seus nazistas".

E nos filmes de Eastwood não seria diferente: a corda sempre estoura pro lado mais fraco.

 

Cena crucial da mãe que "não reconhece o próprio filho".


Escrito por el cabrón de la pelicula às 10h18 [] [envie esta mensagem]

breves palavras sobre Watchmen

As pessoas cobram demais de adaptação. Queriam que o HQ Watchmen tivesse o mesmo peso no mundo do cinema. Não tem e nem vai ter. Mudanças de mídias causam isso: muita expectativa. Quando se revelou que Zack Snyder seria o diretor, logo se imaginava que não deve-se esperar muito dele, por mais que seu remake de Madrugada dos Mortos tenha saído convincente.

 

Vamos ao filme. A adaptação, tendo um diretor desta calsse, era óbvio que iria captar mais uma fidelidade visual. Tanta fidelidade que em sua liberdade poética, deu muito ênfase nos atos de violência que não tem no Gibi. O filme aparece engessado na maioria do tempo tendo uma frieza que só quebra quando o diretor de vídeo clipe utiliza música. Ha inclusive um momento em que a ação decorre no corredor da prisão fazendo o acompanhamento lateral em travelling semelhante ao que ele já havia feito em seu filme anterior, 300. Quando entra a música na narrativa o diretor se solta, pois ali ele tem uma precisão incrível inclusive na montagem. Mas nem acredito que isso torne o filme perfumaria pura. Afinal, enquanto via o filme eu dizia: poxa, está conivente com os fatos, o HQ tem muita ponta solta que o filme não precisava retratar.

Num certo momento do filme, em seu segundo ato, a narrativa cai um pouco deixando o interesse baixo para os espectadores mais desatentos. O que segura muito é a narrativa a partir do ponto de vista de roscharch. Dr Manhattan quando se desenvolve no filme, segue a mesma linhas de suas feições. Há uma grande possibilidade de que o final irrite aos fãs fiéis. A mim, sem querer comparar com o universo de adaptações, traz um final muito conciliado. Existe um conflito no filme que permeia toda situação que seria a descrença no ser humano. E isso deixa de ser visto pelos olhos de Roscharch e vai para Dr. Manhattan. Como o final deixa de ter o impacto, um recurso muito rápido de remendo foi criado para o filme. Isso sem contar que para que o filme tenha seu conteúdo "atual", deixa transparecer o comando político de Nixon muito mais patético e panfletário.

 

Ha ainda uma situação totalmente cinematográfica no HQ que não foi aproveitada. Quando mãe e filha Spectras se encontram para revelação do Pai, a mãe quase dá com a lingua nos dentes pra revelar que Comediante era o pai, mas a filha pensa ser o outro mascarado. Sai uma pra cada lado e o ultimo quadrinho confirma o comediante com a marca de beijo no porta retratos. Desperdiçado esta sequência, fica claro a já famigerada ordem de evitar que os filmes terminem com um tom negativo. Ozimandias que no HQ é um ser atordoado pelas circunstâncias, tem no filme um ator que não segura o peso da figura, atua mal e nos dá impressão de que Joel Schumacher tenha cuidado da lapidação do caráter. Fazendo isso deste personagem, quase toda sequencia final se fragiliza!

Mas insisto em defender a obra. Perto do que ela poderia sair, deviamos dar graças a Deus que não saiu uma catástrofe, preferindo se aproximar de estéticas como do Batman do Nolan, deixando claro que heróis podem ser apreciados por pessoas mais velhas.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 19h58 [] [envie esta mensagem]

clube esnobe do cinema

Estava conversando com o Viny Noronha, e desde tempos remotos, tenho costume de caçoar de filmes usando a piada de 2 horas. Tudo surgiu com o filme Armageddon de Michael Bay, onde amigos chegavam e diziam:

- Gostou do filme Armageddon?

resposta dilaceradora vinha em tom irônico: - PUTZ, achei este filme um clipe do Aerosmith de 2 horas.

E deixamos quieto. Mas ontem, num papo com o dito cujo citado acima, surgiram novos que confesso ter rido muito.

Ensaio sobre a cegueira é uma propaganda da Apple de Duas horas.

300  de Esparta é um clipe do Manowar de duas horas.

E o último mais infame que foi muito bem inventivo pelo nosso querido articulador musical de cinematografico foi do filme que gostei e ele me veio com esta:

Quem quer ser milionário? é um clipe do Asian Dub Fundation de duas horas.

 

Com estas acabo lançando um desafio aos amigos para criarem também, sua visão de qual filme facilmente seria um clipe ou propaganda de duas horas. Só não vale dizer que Rastros de ódio é uma propaganda da Malrboro de duas horas que ai é treta na certa!


Escrito por el cabrón de la pelicula às 09h15 [] [envie esta mensagem]

Bela Lugosi and Lux Interior is Dead

MOrreu nesta quarta feira, aos 62 anos, Erik Lee Purkhiser, o insandecido vocalista da banda The Cramps. Alegam as fontes de que foi por problemas cardíacos. O que eu duvido muito.

Lux Interior era um verdadeiro frontman de banda aos moldes de lendários Iggy Pop e GG Allen. Hoje em dia, só vejo a banda Legendary Shak Shakers com um potencial na linha do que foi Lux Interior e Poison Ivy, os principais do grupo Cramps.

Aos que não sabem, esta banda jogou o rockabilly no meio do punk e algumas pitadas góticas e criou em 70 o grupo que, era oriundo dos grupos que nasciam no extinto CBGB. Alguns classificam Cramps com Psychobilly outros de gótico mesmo. A questão primordial, é ressaltar que o grupo era muito competente. Só ver o DVD ao vivo no Napa State Mental Hospital que fizeram.

 

 

momentos memoráveis no show no sanatório:

 

 

 

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 00h52 [] [envie esta mensagem]

SUPLICIO DEL TORO

Benício foi dar entrevista sobre seu filme novo com o Soderbergh e ficou pequeno perante a jornalista. Ela comeu Benício com farinha no café da manhã!

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 15h56 [] [envie esta mensagem]

2008 - Los mejores êxitos

Para movimentar esta josta de blog que abandono sempre, vale fazer uma listinha de melhores do ano. Porém a minha lista tem filmes vistos em 2008 e não filmes lançados em 2008, como foi o exemplo de amigos da liga dos blogues que consideram "Não Estou lá" ou até "Senhores do Crime" deste ano em suas votações.

 

Este ano, coloco pouco dos filmes que vi, pois com o preço de cinema, acabei mais mesmo baixando coisas velhas que queria do que ver lançamentos. Fora que este ano, o superestimado Batman - Cavaleiro das trevas, que mesmo sendo um filme bom e mediano, teve em seus fãs um ponto de irritação pra mim. Até acreditei que um pouco mais, se uniriam os fãs de Nolan junto aos fãs desenganados de Batman, colocariam máscaras e sairiam espancando todo mundo pela cidade que não tenha curtido o filme. Lastimável isso!

 

Isso me obriga a renovar meu blog com as descobertas baixadas. Vamos a lista das coisas vistas neste ano por ordem crescente:

 

1 - Deixa ela entrar - de Tomas Alfredson - Romance meiodown de dois adolescentes em que ele descobre que ela é vampira. Scope com planos excelentes, questões delicadas como pedofilia de maneira muito sutil. Excelente filme. Nem quero comentar muito, pois ainda vai estrear!

 

 

2 - Diário dos Mortos de George Romero - Era pra ser o melhor filme do ano. Romero soube se aproveitar da linguagem vídeo e se colocar comseu universo neste tipo de mídia. Por isso é gênio. Os primeiros lugares não tem muito que divagar, apenas colocar e recomendar aos amigos que vejam.

 

 

3 - Encarnação do Demônio de José Mojica Marins - de longe omelhor filme nacional do ano. Corajoso, perturbador e traz tudo aquilo que sempre ouvia do Argento (o velho passou parado um tempo, mas tá mandando bem), mas de maneira mais pungente e cinéfila.

 

 

4 - Falsa Loura de Carlos Reichenbach - Um filme quase musical emque sinto muito o cheiro do projeto "Garotas do ABC" sacando em cada personagem, as essências do filme oriundo do universo das operárias e suas paixões. O final espetacular com slow me deixou de boca aberta. Cauã que eu não acreditava que mandaria bem também me calou a boca.

 

 

5- Trovão Tropical de Ben Stiller - Fui ver o filme sem saber do que se tratava e sem saber do boicote que sofria. Se "Signo do Caos" é um antifilme da cinematografia nacional recente, este o é para o cinema americano. Praticamente uma maneira espetacular de denuncia ao modo desbunde de cinema, estrelismos e olhares viciados do público, bem como a retratação da mídia de entretenimento. Vai ver por isso que sofreu represália, pela função metralhadora giratória mode on!

 

 

 

6 - WALL-E de Andrew Stanton - Até então, Monstros S/A tinha sido minha animação número um pelaapresentação não apenas do personagem que geraria merchan, mas como também um universo onde o personagem se desenvolve. WALL-E tem isso e o trunfo é o filme ser quase que pela metade mudo.  Sensacional, além da sensibilidade carregada sem parecer piegas.

 

7 - Hellboy 2 de Guilhermo Del Toro - Acho que fica em setimo lugar na lista, apesar de que foi o filme que mais aguardei neste ano. Achei o melhor filme de herói, além do melhor filme de ação. Bem mais preciso na ação que o primeiro, além de uma apresentação de mais criaturas bem ao estilo H P Lovecraft. Fica em sétimo porque os anteriores me surpreenderam.

 

8 - Homem de Ferro - de John Favreau - Sem sombra de dúvida um dos filmes de heróis mais fiéis que já vi na vida. A maioria dos filmes tem umefeito na qual todos querem ver o herói em ação. A escolha da bolachinha da vez do Robert Downey Jr pra alter ego foi perfeita. Todos querem o stark na tela. Fica depois de Hellboy porque o diabo católico é o meu herói mais querido nos cinemas atualmente. Homem de ferro deveria deixar Batman a ver navios. Uma pena que não rolou.

 

9 - Antes que o Diabo Saiba que você está morto de Sidney Lumet - Como pôde um velhão daqueles fazer um filme naquela estética, naquela montagem e com um elenco mandando bem daqueles? Não apenas por ter me surpreendido, mas o filme além de excelente, é um triller familiar irreverente com um final muito mais corajoso do que qualquer outro filme que quer fazer finaizinhos com clímax pra encerramento.

 

10 - Vicky Cristina Barcelona de Woody Allen - Creio que de todos desta nova safra de filmes que viajam pela Europa, este foi um dos mais interessantes, apesar de menor em comparação com os anteriores. Extremamente literário, parece um quebra cabeça que se encaixa aos outros filmes do diretor, contando com um corpo de atores surpreendente. Neste, foi a primeira vez que não vi um personagem alter ego e falastrão.

 

11 - O incrível Hulk de Louis Leterrier - Achava que seria mais um filme tentativa de agradar aos fãs de quadrinhos. Mas o diretor mostrou um caminho novo para ação, personagens e desenvolvimento e mise en scene. Acho inferior ao filme do Ang Lee, mas preciso na ação.

 

12 - O Nevoeiro de Frank Darabont - Um filme na qual quando o vi pela primeira vez, achei que tinha sido o mais fraco do Darabont. Porém, com o passar do tempo e diluição mental, mais uma revisão, mostra-se um tipo de filme que não é feito mais, além de um espírito de Stephen King old school, apesar de que eu não sei se esta obra literária é nova ou antiga. Porém, no cinema, a força das imagens torna o filme poderoso.

 

13 - Indiana Jones e o reino da caveira de cristal de Steven Spielberg - Quando li nas listas um bando de amigos descendo o sarrafo no filme, desconfiei que pudesse ser a grande decepção do ano. Mas muita gente tá ligado em sensação nostálgica. Todos elementos que me conquistou no cinema nas décadas passadas permaneciam ali, um pouco mais preguiçosas devido ao amor pelo fundo verde que Lucas tem, mas intactas pela sua natureza. Ver Indy vagando pelas referências de outras obras de Lucas/Spielberg como American Graffitti, THX, Star Wars me traz de maneira pessoal uma grande satisfação.

 

14 - Fim dos Tempos de M. Night Shyamalan - Por mais que seja o filme mais fraco e barato do Shyamalan, o maldito diretor pelo jeito mostrou que com mais precariedade ainda sua precisão de trabalhar o impacto pictórico. Não existe nada demais de efeito, ao contrário do filme anterior comentado, mas na evidência que o cinema trabalha, tudo ali funciona bem no intuito de assustar pela presença do mal. Nos filmes anteriores do Indiano, o mal acomedia sempre umgrupo menor de pessoas, e o que sabíamos do mundo, era por imprensa. Neste, como ele bota frente as câmeras o mal atingindo o mundo, não perdeu a classe. A cena em que Leguizamo fura o pulso com os cacos de vidro, ou pessoas se enfiando embaixo de trator causa um medo que pouco se trabalha no cinema.

 

15 - A vida é dura, a história de Dewey Cox de Jake Kasdan - O número de comédias rasgadas tem aumentado, para meu bel prazer. Parecia que as comédias, mesmo as American Pie tinha uma sacanagem vista penas na imagem, mas nao assumida nos diálogos. Porém, Apatow companhia e seus acesdentes e novos seguidores tem trabalhado isso de maneira a renovar a comédia e neste filme em especial, além de comédia, as referências a outros filmes e ídolos musicais. Passou batido aqui e saiu direto pra DVD.

 

16 - Segurando as pontas de David Gordon Green - Mais uma comédia que por algum sensor, acabará saindo direto pra DVD. O trailer não se mostrava muito atrativo, mas ao conferi-lo na mostra BR, achei uma das comédias "policiais" mais bem esquematizadas em roteiro e atores que as vezes por falarem sem parar, seguram o filme com a excelente direção de Gordon Green. Anti convencional porque a certos momentos do filme, no arrependimento de personagens que ameaçam cair na pieguice, acionam o foda-se a tomam novo rumo jamais visto nas situações desencadeadas pelos protagonistas.

 

17 - Leonera de Pablo Trapero - Não sei o que acontece como Brasil que sinto os filmes menos honestos principalmente quando vejo um certo oportunismo de majors. Na Argentina, principalmente pelo Trapero, os filmes tem questões muito mais ligadas ao território nacional. E em todos os filmes de Trapero sinto a honestidade necessária que aprendi para se fazer filmes. Leonera tem muito mais honestidade no filho separado do que em Camila Morgado no Olga. MAs também, comparar Trapero ao Monjardin foi covardia minha...assumo!

 

18 - Na natureza Selvagem de Sean Penn - O mais fraco de Sean Penn, porém, não menos brilhante. Sinto neste filme, algo em que Sean Penn sempre buscou nos seus filmes, algo como os personagens precisarem de um momento introspectivo, porém, não cabia no filme. E neste, apesar de propício pela proposta, também não cabe. Os momentos mais fracos do filme, surgem na solidão do personagem. As convivências com as pessoas que ele encontra pelo caminho são o que torna o filme mais forte. Principalmente na sequeência como Vince Vaughn.

 

 

19 – Sangue Negro de Paul Thomas Anderson – Achei até que tivesse colocado ele na lista do ano passado. Mas acabei vendo-o neste ano mesmo nos cinemas. Paul Thomas dificilmente me decepciona, e ao consultar as listas de amigos, percebi que dificilmente decepciona a lista de qualquer um e neste filme, notei que até os que mais torcem o nariz pra ele, deu o braço a torcer para elogiar esta obra feita aos moldes pra agradar a academia, tendo sua marca perturbadora, principalmente a perturbação kubrickiana na maneira de acabar o filme.

 

20 – A Espiã de Paul Verhoeven – Outro diretor que junto a Abel Ferrara, tem um grupo seleto de meus diretores sujos favoritos. Sabem como fazer filmes baratos com proporções fenomenais, porém, quando voltam às raízes, criam obras estupendas. A espiã no caso transitava em território da resistência e nazista, com uma premissa desta, lixos parciais poderiam ferrar com tudo, mas o diretor sabe balancear os dois lados, mostrando até um nazista apaixonado e humanista. Exemplo patético este, mas é só um mero detalhe num filme que vale várias revisões.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 18h16 [] [envie esta mensagem]

A new Vebis Jr Joint! SEGUEM ABAIXO A CARTA QUE MANDEI PRA ALGUMAS PESSOAS DO MEU PROXIMO CURTA FEITO PRA YOUTUBE. AOS AMIGOS QUE GOSTAM DO MEU TRABALHO, SINTAM QUE ESTA CARTA É PRA VOCES!
ENJOY


Olá XXX


Estou te passando o conceito do meu curta antes de passar o argumento aos atores, já que vou trabalhar com improviso.

Temporariamente chamaremos o curta de "hora da plataforma"

Conceito um - ERA POS-APOCALIPSE
Meus filmes trabalham sempre uma espécia de atmosfera pós apocalipse na cidade de SBC. Mesmo que tenham pessoas na cidade, ela se parece uma cidade fantasma devastada. O curta "Nas Duas Almas" tem esta atmosfera. A devastação seria o sonho que nossos pais passaram na terra da metalurgia e isso foi quebrado pela realidade que nos renega.
Sendo assim, Tenho takes iniciais dos dois personagens partindo de lugares insípidos. Ele sei que vai sair das ruinas do antigo hospital principe Humberto em SBC que tá todo devastado.

Ela ainda n˜åo pensei onde existe alguma especie de fabrica demolindo e tals.

ATOS

Serão 4 atos.

- Sozinhos rumo ao encontro.
- Encontro na rodoviária
- Sozinhos no quarto
- Caminhadas noturnas
- Camera nos ambientes que estiveram, porém, ambientes vazios


FORMA
- Devdo ao filme nao ter roteiro, Daremos situações aos atores que improvisarão ao que será explicado. O filme nasce na edição e pretendo fazer algo pretensiosamente Eastwood segundo o Ewald Filho como gravar 1 pra 1, ou seja: não repetirei takes e assim terei material enxuto. Nåo quero me encher de material bruto.

ESTETICA
Cameras proximas.
Pensei que um namoro bonito se começa e permanece pelo olhar. Ao dormirem juntos já é um prazer. Mas ao acordar, os personagens se olham e ficam assim pelo menos um bom tempo a sós e olhando no face to face. Isso pra video funciona bem.
Sozinhos no quarto te uma questao bonita de que o plano fixo igual aos filmes do Tsai Ming Liang, enquadrem um sentado no colchão no chao enquanto o outro se movimenta pelo quarto. A camera nao capta o que fala, mas o que ouve e observa. Num dado momento ela levanta e ele senta e ironicamente tomam o mesmo caminho: o que nao está no plano fala e o que está apenas observa.

Tem uma coisa muito bonita no filme "Faça a coisa Certa" do Spike Lee: uma sequencia na cama do personagem do Spike Lee (aos que nao lembram ele é o entregador de pIzza) e uma garota onde o close mostra apenas as respostas fechado na boca onde a luz de dia que invade o quarto. é de uma beleza invejável o plano.

A rodoviária é apenas um esperando e o outro chegando de surpresa. Ao que se beijam, um pega o fone e coloca no ouvido do outro para ouvirem a mesma música!

MUSICA
A vantagem de se fazer curtas pra Youtube, é que driblamos as merdas de direitos autorais por enquanto, afinal, nada regulamenta os videos de net ainda!
E todas as músicas que utilizaria s˜åo de bandas como Depeche Mode, Chris ISaak, Social Distortion e outros.

AUDIO
Assim como nos filmes do Sganzerla, o curta terá seu audio ambbiente, mas não é isso que conta. Haverá uma narração em of do narrador do curta, o garoto, o que me remete imediatamente que talvez nem precise mesmo ter um precedente da garota conforme fiquei na dúvida no capitulo conceito.
Essa voz em of teria que ter um texto envolto a redenção. Algo como Scorsese faz nos seus filmes. Touro Indomavel existe uma carreira inteira destruida e ao que chega no final, a cena mostra o personagem frente ao espelho acusando que as perdas é sua própria culpa. Ao sair de plano entra o texto biblico: este infeliz gritou a Deus e foi atendido.
N˜åo que eu use a Biblia, mas quem sabe alguma música me deixe esta resposta pra usar na narração em of.

Pense nestes caminhos.
Sei que fecharemos algo, pois queria gravar logo.

Beijos e até mais ver!

Vebis jr


Escrito por el cabrón de la pelicula às 15h21 [] [envie esta mensagem]

Laat den Ratte Komma in Sem sombra de dúvidas o melhor filme que vi este ano na mostra. Gracias para Dennison Ramalho que me indicou e valeu muito a pena! Inclusive falou que este filme é o "Morte em Veneza" dos filmes de horror!
Vou atrás de mais trabalhos do diretor Tomas Alfredson!

Segue o trailer aos desatentos:




Escrito por el cabrón de la pelicula às 15h03 [] [envie esta mensagem]

Soerguimento da saga

As vezes me pergunto se quando um navio afunda se ele pode subir novamente e ser um bom navio como antes. Falei isso pensando na analogia do Flying Dutchman da franquia "Piratas do Caribe", pois foi um dos poucos barcos que no meu imaginário pictórico podiam afundas e subir com soberania. Agora, saindo da linguagem figurada respondo: pode-se alguns barcos subirem bem sim.

O longa de animação de Star Wars: Clone Wars que estreiou mês passado nos cinemas me deixou extremente chateado. É um longa chato, sem clímax e pontos de virada que desapontam até o mais tolerante fã da saga como eu sempre fui. Achei que estragou no coemço e dificilmente salvaria a série ou faria a honra. Paguei com a língua. Este longa foi o piloto de uma série veiculada pela Cartoon Network gringa e que aqui a globo vai passar em Dezembro.

Os capítulos que vazam na net são excepcionais em segurar tensão, conduzir aventura e trazer aquilo que um universo de animação das impossibilidades poderia trazer. O primeiro episódio, chamado "Ambush", Yoda e mais três clones tem que se virar no planeta dos toidarianos contra um gigantesco batalhão de droids e superbattledroids liderados por Assaj Ventress. O papo de encorajamento e explicações sobre a força para os soldados é talvez um dos pontos mais sensíveis da série.

O segundo capítulo "Rising Malevolence" trata de uma nave que dispara um tiro de íon que talvez seja o prequel da idéia do laser destruidor da Estrela da morte, e acaba com um batalhão inteiro dos cruzadores da república liderados por Plo Koon. As cenas em que Count Dooku ordena a abertura das capsulas de sobrevivência no meio dos destroços da nave, matando todos os clones é muito tensa.

O terceiro episódio "Shadow of Malevolence", Anakin e Ashouka, ajudam a Plo Koon com um esquadrão para derrubar a nave malevolencia com um ataque ofensivo. Neste capítulo se firma o quanto os Jedis se abatem com a morte de membros clones que apesar de serem feitos em massa, apresentam desde já uma personalidade individual com diferentes habilidades impares para o ataque. O desenho se firma como uma soerguida do longa, mostrando evolução na narrativa, nas belezas estéticas das batalhas aéreas e táticas de guerra, ainda tendo nas batalhas de sabre o grande ponto fraco.

Recomendado para os fãs da saga. No site Jedimania e Jedicenter se encontram links para baixar os episódios e as suas respectivas legendas.

 


Escrito por el cabrón de la pelicula às 19h06 [] [envie esta mensagem]

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